São Paulo, 25 de maio de 2010.
“A evolução de uma sociedade depende do permanente estado de vigilância exercido sobre os desmandos do poder público”.
Na manhã de 24 de maio, em entrevista a rádio CBN, a candidata à Presidência – Marina Silva disse que vetaria o fim do fator previdenciário; disse ainda que se possível instituirá uma Constituinte para a Reforma Fiscal e Previdenciária. E justificou o veto pelo “déficit causado pelo RGPS ao Tesouro Nacional da ordem de 5%”.
- Antes de tudo, o que o Governo, chama de déficit do RGPS, versa pelo saldo previdenciário, ou saldo primário. Confusão impetrada no sentido de absolutamente nada acrescer qualitativamente ao debate. Agora, a candidata que se apresenta como opção entre “velho” e o “atual” – tem o mesmo tom de discurso que permeia nossos destinos nos últimos 16 anos. Alega ter agora outro entendimento sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal, e que havia votado contra enquanto no exercício parlamentar. Diz que assim se portou a época no Congresso, pelo entendimento geral (e mando) do seu então partido – o PT. Assim o que era contra fica a favor. Tudo é circunstancial na vida política brasileira e que tanto carece de pensamentos; diretrizes e marcos regulatórios de longo prazo. Desta forma, a DRU aplicada sobre as contribuições à seguridade social está corretíssima; fato este que era a bandeira do PT pela votação contrária no Congresso. Lula da Silva, também fez a mesma coisa e em nada alterou como prometido desde a sua primeira eleição e tão pouco reduziu a carga fiscal, mas sim a ampliou. Propôs também, e desnecessariamente, uma reforma fiscal e previdenciária e que absolutamente nada se concretizou ou pelos menos em favor dos contribuintes e segurados da Previdência. Governo após Governo; passam oito anos com suas pífias políticas públicas e depois buscam novamente os palanques para pedirem mais oito alegando não terem tido tempo de fazer o que almejavam; alegam não terem concluído, pois a oposição não permitiu (!?). Quando assumem, sempre recebem uma herança maldita e prometem o milagre do crescimento. Só os tolos ainda esperam.
Lamentavelmente a história se repete num circulo vicioso, e aquilo que se apresentava como opção – se apresenta como reencenação dos últimos dezesseis anos…
Nossa expectativa é a de sempre demonstrar opções e não simplesmente se pautar pelo contraditório em razão de qualquer balizamento político ou ideológico. Até mesmo porque a ideologia em nosso cenário político é uma ironia. A quase totalidade dos que se ‘dizem’ dotados de alguma ideologia são as viúvas do muro de Berlin; outros adoram ficar em cima do muro (qualquer um serve); e talvez a grande maioria sequer saiba se o muro de Berlin existiu, ou era continuação da muralha da China; ou do paredón de Fidel em Cuba.
- No relatório divulgado pela própria Previdência (2009), e sem a inferência de qualquer entidade externa ou mesmo de análises econômicas independentes, o resultado final do exercício de 2009 foi positivo ou superavitário em R$ 2,8 bilhões. Reafirma-se, que tal resultado não sofre nenhum outro entendimento senão aquele praticado pela Previdência, e pelo qual até podemos discordar; porém não é o caso. Não há, portanto considerações como as aprovadas pelo Congresso (LDO) onde se destaca a renúncia previdenciária de R$ 18,9 bilhões para corrente ano. Não há também, embora legal, porém discutível, a retenção pela DRU nesse resultado oficial. No ano passado, tais contribuições (CSSL e COFINS) somaram R$ 162 bilhões; sendo que 80% deveriam seguir seu destinado apropriado pela Constituição para a Cobertura Social e Previdenciária – RGPS. São aproximadamente R$ 129 bilhões para cobrir o saldo previdenciário negativo de R$ 42,9 bilhões; portanto, qual déficit o Tesouro cobriu no RGPS como dito pela candidata Marina Silva? Para onde foram as “sobras desse superávit”? Onde candidata encontrou um déficit de 5%? E sobre o que foi calculado?
Quiçá, para melhor informar, em especial à sua assessoria econômica e aos que discutem onde aplicar seja lá quanto e de onde tirar os recursos – vale ainda informar:
1º Em estudo da Professora da UFRJ- Dra. Denise Lobato Gentil, e em análise no período 1995 a 2005 sobre as Contas Nacionais; demonstra-se que foi arrecadado nas contribuições previdenciárias (CSLL; CONFINS e CPMF) o total de R$ 652 bilhões. Foram aplicados na Seguridade Social R$ 339 bilhões → (52%). O valor pertinente a DRU seria de R$ 122 bilhões no mesmo período – regime de caixa. Do saldo resultante: (i) R$145 bilhões foram destinados para cobertura do déficit do RPPS federal; (ii) R$ 17 bilhões para despesas correntes em vários Ministérios; (iii) e R$ 33 bilhões, cujo destino e aplicações não aparecem analiticamente nos demonstrativos de execução orçamentária por fonte de receita – SIAFI1.
2º Ainda entre 1995 e 2005, → notadamente entre 2000 e 2005, foram “sacados” – R$ 107 bilhões2 além dos 20% que a DRU permite; e assim denotam-se os motivos de tanta e tamanha defesa, além de aceites elogiáveis aos mecanismos pelos quais petistas e ex- petistas; políticos ou financistas travestidos de comentaristas econômicos e/ou a serviço de interesses corporativistas têm em defender o indefensável; ou seja, a “eminente falência do regime público previdenciário; pois desde já se aventuram herdeiros ao espólio arrecadátorio que certamente não cessará”. Responde-se assim por motivos que possam levar a muitos a propagandearem a “dúbia” interpretação do que é déficit ou não; do “misturar” Previdência com pavimentar estradas; do “dizer ou omitir” que em 2009 a incidência do saldo previdenciário negativo do RGPS foi de 1,26% do PIB e atendeu diretamente a mais de 27 milhões de segurados; e o déficit do RPPS Federal que atende pouco mais de um milhão de inativos foi de 1,92% do PIB. Assim, no Brasil, os políticos não só apenas reescrevem a história, mas também a aritmética mais elementar possível – “onde o menos vale mais”.
“A corrupção dos governantes quase sempre começa com a corrupção dos seus princípios. “ (Barão de Montesquieu).
domingo, 15 de agosto de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
DEBATE INCONSISTENTE
Uma decepção o que se viu no primeiro debate dos candidatos à presidência da república, promovido pela rêde Bandeirantes. Dos quatro personagens, nenhum deu ênfase às idéias e propostas concretas aos interesses dos brasileiros.
Serra, limitou-se a falar do país como se fôssemos só Minas Gerais e São Paulo, e, em raras oportunidades referiu-se ao Maranhão, e em nenhuma ocasião aos demais Estados. Prendeu-se ao tema mutirões de saúde, esquecendo que a qualidade e eficiência do atendimento de emergência, hospitalar e preventivo, depende de grandes investimentos e mudanças administrativas, na criação dos meios para tal.
Dilma, do alto das suas prerrogativas,como a “candidata do povo”, mencionando aqui e acolá os feitos do PT e do governo que a promove, tropeçou em números no que tange aos indicadores e resultados de ações que o atual executivo desenvolve, esquecendo que o atual presidente assumiu em condições plenamente favoráveis, com a moeda estável e inflação sob controle. Quando questionada sobre os assuntos tratados, como saúde, educação e segurança, destacou o bolsa família, ou os programas ora mantidos de forma superficial pelo governo Lula. Questões como o Crack, por exemplo, só tratou ao fazer pergunta para a candidata Marina Silva, esperando talvez uma colocação mais firme em relação à repressão dêsse mal.
Marina, só tem olhos para a preservação ambiental. E na sua evidente fragilidade, nem tocou em pontos cruciais do seu Estado do Acre, como a vigilância de fronteiras, o narcotráfico, o contrabando. Como os outros debatedores, ficou só nas respostas às questões tratadas e de forma evasiva.
Plínio, o protótipo do socialista de retrancas, com ideais comunistas ultrapassados ao fazer comparações dos dois mundos que existem na sociedade brasileira, com as desigualdades entre os que têm tudo e os que nada têm. Tratou superficialmente dos grandes problemas na distribuições de rendas, na propriedade, e deixou claro que os ricos precisam renunciar a tudo em favor dos pobres, que a culpa da miséria é dos mais aquinhoados. Aquele discurso manjado do social-comunismo de século passado.
Como se viu, nenhum dos debatedores tratou de forma aprofundada dos temas polêmicos e muito graves como o crime organizado, o tráfico de drogas, a vigilância das vastas áreas de fronteiras deste país, das mudanças que precisam ser urgentemente feitas no código penal com mudança das leis caducas; no sistema carcerário transformando o condenado preso em sujeito produtivo com o trabalhado obrigatório e vigiado –tal qual no serviço militar- nos diversos segmentos carentes, como reparos e conservação de estradas, agricultura comunitária, coleta de detritos às margens e no leito de rios e córregos, etc. No trato com a natureza quanto a proteção da biodiversidade, preservando-a do impacto ambiental em projetos como a transposição do S. Francisco, da hidrelétrica Belo Monte, das ações de mineradoras, da mineração clandestina, etc.
Esqueceram de que o Brasil, como país de proporções continentais, precisa aumentar as condições de Segurança com o combate rígido, direto e efetivo, via engajamento das forças de repressão sob um comando único, com pessoal bem treinado, conhecedor de princípios e normas jurídicas e acima de tudo, bem remunerados, vacinados contra a corrupção e sucumbência diante das vantagens ofertadas pelo inimigo (o crime a ser combatido). Da Saúde pública, não somente com mutirões ou SAMUS, mas com pesados investimentos em modernizações de hospitais e postos, com elevação da quantidade de leitos, de médicos e agentes de saúde qualificados, bem remunerados e comprometidos com o bom atendimento; se for preciso, até a importação da mão-de-obra médica, para otimizar o sistema.
Na Educação com uma completa mudança nos critérios de avaliações de alunos nos seus rendimentos de aprendizado, dos professores na produtividade do ensino com resultados premiados além da melhoria dos seus vencimentos, e dos gestores, na condução de programas administrativos voltados para o bom desempenho, a boa conduta, os bons exemplos; das condições nas instalações de escolas e universidades, do critério de premiação aos mestres de comprovada eficácia no ensino, da insistente vigilância que as escolas públicas devem adotar para coibir acesso do tráfico, expurgando do ambiente escolar o mau aluno, o mau professor.
Na infra-estrutura, com a produção, estocagem e transporte de alimentos, melhorando as condições de estradas, ferrovias e acessos vicinais para escoamento dos produtos e ótimas condições do transporte de passageiros. Esqueceram da inoperância de algumas agências reguladoras, como a Anatel, que não fiscaliza nem conduz a boa administração das Teles, hoje entregues a multinacionais que só estão preocupadas com os lucros da telefonia móvel, pois o sistema de telefonia pública está em bancarrota. Anvisa e Infraero, muito reticentes na administração dos aeroportos, complacente demais na fiscalização das normas do transporte aéreo.
E, da grande esperança que o brasileiro tem de melhorias e mudanças também no Legislativo, fazendo valer a ilibada conduta, a honestidade e o comprometimento dos futuros políticos, sejam senadores, deputados, com as coisas do interesse da nação e nunca com os interesses pessoais.
FICOU MUITO A DESEJAR ESTE PRIMEIRO DEBATE, POIS UMA GRANDE PARCELA DO ATENTO ELEITORADO BRASILEIRO DEIXOU DE SER O ZÉ MANÉ DE OUTRORA; APESAR DE QUE A GRANDE MAIORIA AINDA SE DEIXE DESLUMBRAR PELAS NINHARIAS E FALSAS PROMESSAS.
Serra, limitou-se a falar do país como se fôssemos só Minas Gerais e São Paulo, e, em raras oportunidades referiu-se ao Maranhão, e em nenhuma ocasião aos demais Estados. Prendeu-se ao tema mutirões de saúde, esquecendo que a qualidade e eficiência do atendimento de emergência, hospitalar e preventivo, depende de grandes investimentos e mudanças administrativas, na criação dos meios para tal.
Dilma, do alto das suas prerrogativas,como a “candidata do povo”, mencionando aqui e acolá os feitos do PT e do governo que a promove, tropeçou em números no que tange aos indicadores e resultados de ações que o atual executivo desenvolve, esquecendo que o atual presidente assumiu em condições plenamente favoráveis, com a moeda estável e inflação sob controle. Quando questionada sobre os assuntos tratados, como saúde, educação e segurança, destacou o bolsa família, ou os programas ora mantidos de forma superficial pelo governo Lula. Questões como o Crack, por exemplo, só tratou ao fazer pergunta para a candidata Marina Silva, esperando talvez uma colocação mais firme em relação à repressão dêsse mal.
Marina, só tem olhos para a preservação ambiental. E na sua evidente fragilidade, nem tocou em pontos cruciais do seu Estado do Acre, como a vigilância de fronteiras, o narcotráfico, o contrabando. Como os outros debatedores, ficou só nas respostas às questões tratadas e de forma evasiva.
Plínio, o protótipo do socialista de retrancas, com ideais comunistas ultrapassados ao fazer comparações dos dois mundos que existem na sociedade brasileira, com as desigualdades entre os que têm tudo e os que nada têm. Tratou superficialmente dos grandes problemas na distribuições de rendas, na propriedade, e deixou claro que os ricos precisam renunciar a tudo em favor dos pobres, que a culpa da miséria é dos mais aquinhoados. Aquele discurso manjado do social-comunismo de século passado.
Como se viu, nenhum dos debatedores tratou de forma aprofundada dos temas polêmicos e muito graves como o crime organizado, o tráfico de drogas, a vigilância das vastas áreas de fronteiras deste país, das mudanças que precisam ser urgentemente feitas no código penal com mudança das leis caducas; no sistema carcerário transformando o condenado preso em sujeito produtivo com o trabalhado obrigatório e vigiado –tal qual no serviço militar- nos diversos segmentos carentes, como reparos e conservação de estradas, agricultura comunitária, coleta de detritos às margens e no leito de rios e córregos, etc. No trato com a natureza quanto a proteção da biodiversidade, preservando-a do impacto ambiental em projetos como a transposição do S. Francisco, da hidrelétrica Belo Monte, das ações de mineradoras, da mineração clandestina, etc.
Esqueceram de que o Brasil, como país de proporções continentais, precisa aumentar as condições de Segurança com o combate rígido, direto e efetivo, via engajamento das forças de repressão sob um comando único, com pessoal bem treinado, conhecedor de princípios e normas jurídicas e acima de tudo, bem remunerados, vacinados contra a corrupção e sucumbência diante das vantagens ofertadas pelo inimigo (o crime a ser combatido). Da Saúde pública, não somente com mutirões ou SAMUS, mas com pesados investimentos em modernizações de hospitais e postos, com elevação da quantidade de leitos, de médicos e agentes de saúde qualificados, bem remunerados e comprometidos com o bom atendimento; se for preciso, até a importação da mão-de-obra médica, para otimizar o sistema.
Na Educação com uma completa mudança nos critérios de avaliações de alunos nos seus rendimentos de aprendizado, dos professores na produtividade do ensino com resultados premiados além da melhoria dos seus vencimentos, e dos gestores, na condução de programas administrativos voltados para o bom desempenho, a boa conduta, os bons exemplos; das condições nas instalações de escolas e universidades, do critério de premiação aos mestres de comprovada eficácia no ensino, da insistente vigilância que as escolas públicas devem adotar para coibir acesso do tráfico, expurgando do ambiente escolar o mau aluno, o mau professor.
Na infra-estrutura, com a produção, estocagem e transporte de alimentos, melhorando as condições de estradas, ferrovias e acessos vicinais para escoamento dos produtos e ótimas condições do transporte de passageiros. Esqueceram da inoperância de algumas agências reguladoras, como a Anatel, que não fiscaliza nem conduz a boa administração das Teles, hoje entregues a multinacionais que só estão preocupadas com os lucros da telefonia móvel, pois o sistema de telefonia pública está em bancarrota. Anvisa e Infraero, muito reticentes na administração dos aeroportos, complacente demais na fiscalização das normas do transporte aéreo.
E, da grande esperança que o brasileiro tem de melhorias e mudanças também no Legislativo, fazendo valer a ilibada conduta, a honestidade e o comprometimento dos futuros políticos, sejam senadores, deputados, com as coisas do interesse da nação e nunca com os interesses pessoais.
FICOU MUITO A DESEJAR ESTE PRIMEIRO DEBATE, POIS UMA GRANDE PARCELA DO ATENTO ELEITORADO BRASILEIRO DEIXOU DE SER O ZÉ MANÉ DE OUTRORA; APESAR DE QUE A GRANDE MAIORIA AINDA SE DEIXE DESLUMBRAR PELAS NINHARIAS E FALSAS PROMESSAS.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Fwd: Princípio de Pareto
Princípio de Pareto
segunda-feira 29 de Maio de 2006 por Aldo Novak
Vinte por cento daquilo que você faz, produzem 80% dos resultados.
Vilfredo Pareto, economista italiano que descobriu que 80% das
riquezas tendem a ficar nas mãos de 20% da população. Você tem coisas
demais, para fazer, e pouco tempo para elas? Será que você não está
precisando usar o Princípio de Pareto na sua vida?
Coloque suas fichas no essencial. Esqueça o trivial. O resto, o
Universo faz para você. Durante o mais recente carnaval, tive a chance
de estar com um grupo de 34 pessoas, viajando pela Bolívia e Peru,
visitando templos e construções Aymaras e Incas. No caminho para Machu
Picchu, passamos pelo lago navegável mais alto do mundo, o Titicaca, e
um dos viajantes veio conversar comigo sobre os problemas que tinha
para controlar sua vida.
E o que esse viajante disse é o que praticamente todas as pessoas que
vivem em grandes cidades repetem: "tenho coisas demais para fazer na
vida, mas quase nenhum tempo".
Conversei com ele por quase duas horas, mas uma das dicas eu entrego
agora para você, na forma de um antigo axioma, chamado Principio de
Pareto. Qualquer empreendedor conhece o princípio, embora poucos o
apliquem. O Principio de Pareto afirma que "apenas 20% daquilo que
você faz é responsável por 80% dos seus resultados".
Essa frase parece apenas um pensamento vago. Não é. Para onde você
olhar, notará que este princípio funciona de modo inequívoco. Claro
que há uma pequena variação estatística (que flutua entre 14 até 24%),
mas na média ponderada, a estatística é clara: 20% de qualquer coisa
provocam 80% dos resultados dessa coisa, seja o que for.
Em outras palavras, 20% dos alunos de uma sala de aula, são
responsáveis por 80% da bagunça e do caos, enfrentado pelos
professores. Controle os 20% e você controlará a sala de aula. Vinte
por cento dos clientes de uma empresa são responsáveis por 80% das
compras repetidas. Invista nesses 20% e eles trarão ainda mais lucros
para sua empresa. Vinte por cento dos criminosos são responsáveis por
80% dos crimes registrados. Se a polícia tomar de assalto estes 20%, a
criminalidade cairá 80%.
Parece fantasia? Não é. Em sua vida pessoal o mesmo acontece. Vinte
por cento daquilo que você diz para as pessoas são responsáveis por
80% das reações que provoca nelas. Portanto, todo cuidado é pouco
quando você conversa com alguém que seja importante para você: Se você
disser apenas 2 palavras ásperas, em 10... terá um problema de
relacionamento para cuidar. Vinte por cento daquilo que você escolhe
para comer é responsável por 80% dos problemas de saúde que surgirão
mais tarde, em sua vida. Troque os 20% que podem gerar essas doenças e
você obterá 80% de chance de não desenvolver tais problemas.
Enfim, apenas 20% por cento de tudo o que você lê em um texto (como
este) já contém o mais importante a ser dito. Os outros 80% são apenas
palavras de ligação, introdução, fechamento e repetição didática.
Na sua vida, isso é muito importante. Deixe-me repetir: MUITO
importante. Note que de tudo aquilo que você fizer essa semana, apenas
20% são coisas essenciais. As outras 80% serão apenas secundárias. Por
isso, a chave é escolher, ou decidir, quais são os 20% essenciais, e
jogar todas as suas fichas ali.
Você quer dar um salto em sua vida? Então, pare de assistir 80%
daquilo que você assiste na TV, e escolha os 20% que são essenciais
para você. Olhe para sua agenda e faça o melhor que puder com os 20%
essenciais, em seu dia, deixando os 80% triviais para fazer quando, e
se, sobrar tempo. Pare de se preocupar com aquilo que está nos 80%.
Concentre seus dias aos 20% essenciais.
Lembre-se do que dizia Pareto: "apenas 20% daquilo que você faz é
responsável por 80% dos seus resultados". Você jamais poderá fazer
tudo, mas ao menos fará o que é essencial para sua vida, seu sucesso e
sua felicidade.
--
--
Luciano Teixeira Brandão
segunda-feira 29 de Maio de 2006 por Aldo Novak
Vinte por cento daquilo que você faz, produzem 80% dos resultados.
Vilfredo Pareto, economista italiano que descobriu que 80% das
riquezas tendem a ficar nas mãos de 20% da população. Você tem coisas
demais, para fazer, e pouco tempo para elas? Será que você não está
precisando usar o Princípio de Pareto na sua vida?
Coloque suas fichas no essencial. Esqueça o trivial. O resto, o
Universo faz para você. Durante o mais recente carnaval, tive a chance
de estar com um grupo de 34 pessoas, viajando pela Bolívia e Peru,
visitando templos e construções Aymaras e Incas. No caminho para Machu
Picchu, passamos pelo lago navegável mais alto do mundo, o Titicaca, e
um dos viajantes veio conversar comigo sobre os problemas que tinha
para controlar sua vida.
E o que esse viajante disse é o que praticamente todas as pessoas que
vivem em grandes cidades repetem: "tenho coisas demais para fazer na
vida, mas quase nenhum tempo".
Conversei com ele por quase duas horas, mas uma das dicas eu entrego
agora para você, na forma de um antigo axioma, chamado Principio de
Pareto. Qualquer empreendedor conhece o princípio, embora poucos o
apliquem. O Principio de Pareto afirma que "apenas 20% daquilo que
você faz é responsável por 80% dos seus resultados".
Essa frase parece apenas um pensamento vago. Não é. Para onde você
olhar, notará que este princípio funciona de modo inequívoco. Claro
que há uma pequena variação estatística (que flutua entre 14 até 24%),
mas na média ponderada, a estatística é clara: 20% de qualquer coisa
provocam 80% dos resultados dessa coisa, seja o que for.
Em outras palavras, 20% dos alunos de uma sala de aula, são
responsáveis por 80% da bagunça e do caos, enfrentado pelos
professores. Controle os 20% e você controlará a sala de aula. Vinte
por cento dos clientes de uma empresa são responsáveis por 80% das
compras repetidas. Invista nesses 20% e eles trarão ainda mais lucros
para sua empresa. Vinte por cento dos criminosos são responsáveis por
80% dos crimes registrados. Se a polícia tomar de assalto estes 20%, a
criminalidade cairá 80%.
Parece fantasia? Não é. Em sua vida pessoal o mesmo acontece. Vinte
por cento daquilo que você diz para as pessoas são responsáveis por
80% das reações que provoca nelas. Portanto, todo cuidado é pouco
quando você conversa com alguém que seja importante para você: Se você
disser apenas 2 palavras ásperas, em 10... terá um problema de
relacionamento para cuidar. Vinte por cento daquilo que você escolhe
para comer é responsável por 80% dos problemas de saúde que surgirão
mais tarde, em sua vida. Troque os 20% que podem gerar essas doenças e
você obterá 80% de chance de não desenvolver tais problemas.
Enfim, apenas 20% por cento de tudo o que você lê em um texto (como
este) já contém o mais importante a ser dito. Os outros 80% são apenas
palavras de ligação, introdução, fechamento e repetição didática.
Na sua vida, isso é muito importante. Deixe-me repetir: MUITO
importante. Note que de tudo aquilo que você fizer essa semana, apenas
20% são coisas essenciais. As outras 80% serão apenas secundárias. Por
isso, a chave é escolher, ou decidir, quais são os 20% essenciais, e
jogar todas as suas fichas ali.
Você quer dar um salto em sua vida? Então, pare de assistir 80%
daquilo que você assiste na TV, e escolha os 20% que são essenciais
para você. Olhe para sua agenda e faça o melhor que puder com os 20%
essenciais, em seu dia, deixando os 80% triviais para fazer quando, e
se, sobrar tempo. Pare de se preocupar com aquilo que está nos 80%.
Concentre seus dias aos 20% essenciais.
Lembre-se do que dizia Pareto: "apenas 20% daquilo que você faz é
responsável por 80% dos seus resultados". Você jamais poderá fazer
tudo, mas ao menos fará o que é essencial para sua vida, seu sucesso e
sua felicidade.
--
--
Luciano Teixeira Brandão
segunda-feira, 26 de julho de 2010
O Brasil das desigualdades
segunda-feira, 26 de julho de 2010
O Brasil das desigualdades
Então vem a ONU e mostra que o Brasil é um dos países mais desiguais no mundo. E o brasileiro dá de ombros e tá nem aí... Não quer nem saber as razões do fisaco mundial. Mas o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento tem critérios para chegar as suas conclusões.
A desigualdade na sociedade brasileira decorre da péssima qualidade dos serviços básicos; da falta de infraestrutura para estradas, portos, aeroportos; da baixa renda; do arroxo fiscal, um dos mais pesados do mundo; da inércia educacional; do despreparo dos servidores públicos - uma legião de terceirizados no país; do caos na saúde pública; do incalculável e infindo cuisto da corrupção, dos rombos, dos desfalques e desvios das verbas públicas.
Quando se diz que o brasileiro tá nem aí, se está dizendo que a oposição também tá. Ela apenas dá de ombros e acha que está bem assim. É disso que o brasileiro gosta. E que todo político precisa.
O Brasil das desigualdades
Então vem a ONU e mostra que o Brasil é um dos países mais desiguais no mundo. E o brasileiro dá de ombros e tá nem aí... Não quer nem saber as razões do fisaco mundial. Mas o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento tem critérios para chegar as suas conclusões.
A desigualdade na sociedade brasileira decorre da péssima qualidade dos serviços básicos; da falta de infraestrutura para estradas, portos, aeroportos; da baixa renda; do arroxo fiscal, um dos mais pesados do mundo; da inércia educacional; do despreparo dos servidores públicos - uma legião de terceirizados no país; do caos na saúde pública; do incalculável e infindo cuisto da corrupção, dos rombos, dos desfalques e desvios das verbas públicas.
Quando se diz que o brasileiro tá nem aí, se está dizendo que a oposição também tá. Ela apenas dá de ombros e acha que está bem assim. É disso que o brasileiro gosta. E que todo político precisa.
Silvester Stallone não falou à toa
ALEX FERRAZ
Diante das já superdivulgadas declarações de Silvester Stallone sobre o Brasil (onde rodou recentemente um filme), afirmando que os brasileiros não estão nem aí “se você explodir o país, e ainda lhe dão frutas e macacos de brinde”, uma comoção nacional. Imprensa, intelectuais, empresários, gente do povo, todo mundo revoltado, achando uma “ofensa” ao País. Eu, mesmo correndo o risco de ser execrado por alguns (ou muitos!), devo dizer que concordo com o significado mais profundo do que disse Stallone. Se depender de mim, ele não “está alone”. Vejamos: no mesmo dia em que explodiram as declarações do ator/diretor norte-americano, ouvi e li nos meios de comunicação que o pai e o irmão do sujeito que atropelou e matou o filho de Cissa Guimarães, fazendo pega dentro de um túnel fechado, tentaram esconder o carro e consertá-lo às pressas, para encobrir o crime; ao prestarem depoimento, eles denunciaram que tinham sido chantageados pelo PMs que flagraram o acidente, que lhes cobraram 10 mil reais para liberar o carro, o que foi feito. Mas o pai desistiu de pagar o restante (na hora, tinha apenas R$ 1 mil) quando soube que o morto era filho de gente famosa (se fosse um neguinho da favela, tudo rolaria numa boa).
Neste mesmo dia, fico sabendo, via TV, que, entre outras pessoas e patentes, foram presos um coronel, um capitão e um tenente do Corpo de Bombeiros, em Alagoas, por desvio dos donativos para as vítimas de catástrofes climáticas recentes; mais adiante, ouço que os referidos desabrigados do Norte continuam mais desabrigados do que nunca, neste país onde se paga o maior imposto do mundo; outra notícia me diz que, em São Paulo, o militar que pilotava um jet ski com o qual bateu em outro, matando uma adolescente, pagou R$ 700 de fiança e foi embora da delegacia para onde fora levado; e. na Tribuna de sábado, leio que o indivíduo que matou um travesti com quem vivia disse estar tranquilo “porque não devo nada a ninguém”.
Aí, o cenário: diante de tudo isso - mais filas em hospitais, educação ruim, buraqueira, miséria total, inclusive no entorno do Palácio do Planalto -, a população só se emociona com futebol. Ou seja, o país vem sendo explodido há décadas, quiçá séculos, por ume elite dominante burra, fútil e perversa, e o povão, se não oferece frutas e macacos a quem os explode aqui, mantém-se distante de tudo e até ameaça quem proponha ouvir o noticiário sério e analisá-lo, em vez de ficar grudado no Globo Esporte e afins. Pois é: Stallone tem ou não tem razão? Ah, vamos deixar de hipocrisia!
Diante das já superdivulgadas declarações de Silvester Stallone sobre o Brasil (onde rodou recentemente um filme), afirmando que os brasileiros não estão nem aí “se você explodir o país, e ainda lhe dão frutas e macacos de brinde”, uma comoção nacional. Imprensa, intelectuais, empresários, gente do povo, todo mundo revoltado, achando uma “ofensa” ao País. Eu, mesmo correndo o risco de ser execrado por alguns (ou muitos!), devo dizer que concordo com o significado mais profundo do que disse Stallone. Se depender de mim, ele não “está alone”. Vejamos: no mesmo dia em que explodiram as declarações do ator/diretor norte-americano, ouvi e li nos meios de comunicação que o pai e o irmão do sujeito que atropelou e matou o filho de Cissa Guimarães, fazendo pega dentro de um túnel fechado, tentaram esconder o carro e consertá-lo às pressas, para encobrir o crime; ao prestarem depoimento, eles denunciaram que tinham sido chantageados pelo PMs que flagraram o acidente, que lhes cobraram 10 mil reais para liberar o carro, o que foi feito. Mas o pai desistiu de pagar o restante (na hora, tinha apenas R$ 1 mil) quando soube que o morto era filho de gente famosa (se fosse um neguinho da favela, tudo rolaria numa boa).
Neste mesmo dia, fico sabendo, via TV, que, entre outras pessoas e patentes, foram presos um coronel, um capitão e um tenente do Corpo de Bombeiros, em Alagoas, por desvio dos donativos para as vítimas de catástrofes climáticas recentes; mais adiante, ouço que os referidos desabrigados do Norte continuam mais desabrigados do que nunca, neste país onde se paga o maior imposto do mundo; outra notícia me diz que, em São Paulo, o militar que pilotava um jet ski com o qual bateu em outro, matando uma adolescente, pagou R$ 700 de fiança e foi embora da delegacia para onde fora levado; e. na Tribuna de sábado, leio que o indivíduo que matou um travesti com quem vivia disse estar tranquilo “porque não devo nada a ninguém”.
Aí, o cenário: diante de tudo isso - mais filas em hospitais, educação ruim, buraqueira, miséria total, inclusive no entorno do Palácio do Planalto -, a população só se emociona com futebol. Ou seja, o país vem sendo explodido há décadas, quiçá séculos, por ume elite dominante burra, fútil e perversa, e o povão, se não oferece frutas e macacos a quem os explode aqui, mantém-se distante de tudo e até ameaça quem proponha ouvir o noticiário sério e analisá-lo, em vez de ficar grudado no Globo Esporte e afins. Pois é: Stallone tem ou não tem razão? Ah, vamos deixar de hipocrisia!
sábado, 24 de julho de 2010
Admirável Brasil novo.
Aqui se dá a Lula o que é de Deus e a César, talvez, o Senado, porque Lula é a voz do povo e dá a bolsa conforme o eleitor. O príncipe é o sapo. Só espero que quem o voto fere, pelo voto seja ferido.
| author: Gusta
por Nelson Motta no Sintonia Fina
Estamos vivendo a alvorada de uma nova era no Brasil, com grandes transformações econômicas e sociais, gerando novos significados para velhas expressões. E até novos conceitos filosóficos, como “minto, logo, existo”, como foi comprovado nos depoimentos das CPIs.
Atualmente, os empresários não querem mais ter lucro, eles só trabalham para gerar empregos. Os bancos e grandes empresas só pensam em salvar o planeta, pela sustentabilidade. As organizações não-governamentais são sustentadas pelo governo. Só falta o almoço grátis.
Modernizamos até mesmo provérbios universais consagrados pela sabedoria popular. As apavorantes galerias de fotos de nossas casas legislativas são o desmentido cabal de que as aparências enganam. Nas Comissões de Ética, ladrão que julga ladrão dá cem anos de perdão, e é mais fácil o Marcelo Camelo passar pelo buraco de uma agulha do que o STF condenar um parlamentar. Aqui se faz e aqui se apaga. No Brasil, o ladrão faz a ocasião, com emendas parlamentares e contribuições de campanha. Porque a liberdade deles começa onde termina a nossa.
Neste país, quem dá (dinheiro público) aos pobres, empresta aos seus, naturalmente eleitores. Contra fatos não há argumentos, só bons advogados e lobistas eficientes. Macacos velhos têm suas cumbucas em paraísos fiscais, dinheiro sujo não se lava em casa. São partidos, partidos, negócios à parte - a parte de cada um no negócio. Afinal, tudo vale a pena se a multa é pequena.
Como se vê no noticiário político, mentir e coçar é só começar, conversa mole tanto bate até que cola, e CPI que é ladra não morde. Quem não mama, chora. Aqui, o barato não sai caro, no Senado sai de graça. O segredo é a lama do negócio.
No Brasil, tristezas não pagam dívidas de campanha, quando um burro fala os outros aplaudem, os cães ladram e a caravana é assaltada, e quando um não quer dois não roubam, chamam mais gente: os meios justificam os afins.
Aqui se dá a Lula o que é de Deus e a César, talvez, o Senado, porque Lula é a voz do povo e dá a bolsa conforme o eleitor. O príncipe é o sapo. Só espero que quem o voto fere, pelo voto seja ferido.
Bookmark and Share
às 18:16
Posts Relacionados:
2 comentários:
"Política sem medo" disse...
Muito bom Gusta, deu ate para descontrair um pouco da raiva que eu sinto ao ler todo o noticiario e ver o que o PT continua fazendo. Lula fazendo campanha agora confirmando que e do Foro de Sao Paulo. Faltou a confirmacao de que e tambem das FARC que e a matriz do Foro e do MST. Ele veio em socorro a sua candidata que agora esta quase desativada (robot) ou sem autorizacao para falar, nao sei. Com tanta coisa acontecendo e uma candidata nao ter o que falar e uma coisa muito estranha. Mas para a petezada ha uma pesquisa oficial ai que esta dando vitoria para Dilma. Nao sei de onde eles tiraram esse resultado, sera que da cartola? So mesmo magica para estar dando empate entre os dois com vantagem para ela. E, nao custa nada sonhar, antes das eleicoes. Depois e tratar de se preparar para o "Governo de Transicao para Serra" e dai muita coisa vai ter que ser esclarecida. Serra quer que tudo seja muito bem explicado pelos acessores, militantes do PT. Nao vale deixar gavetas vazias principalmente nas financas publicas.
24/07/10 00:08
RR3C disse...
O cinismo
da mídia é, de um certo modo, empolgante. Estamos sempre na expectativa de uma nova patifaria nacional eleitoral.
Hoje, por exemplo, após o sucesso do comício dos mil na Candelária (?), a petista dilmatreira subiu feito foguete nas pesquisas. O dados proclamdos e decantados coincidiram, por mera coincidência observe-se, com o mega comício da candidata na terra natal do seu padim lulla, a metroplitana Garanhuns, que também é terra natal de mães que nascem analfabetas.
É bizarro! Prosaico e amadorístico.
As pesquisas são feitas para referendar a burla nas urnas eltrônicas.
| author: Gusta
por Nelson Motta no Sintonia Fina
Estamos vivendo a alvorada de uma nova era no Brasil, com grandes transformações econômicas e sociais, gerando novos significados para velhas expressões. E até novos conceitos filosóficos, como “minto, logo, existo”, como foi comprovado nos depoimentos das CPIs.
Atualmente, os empresários não querem mais ter lucro, eles só trabalham para gerar empregos. Os bancos e grandes empresas só pensam em salvar o planeta, pela sustentabilidade. As organizações não-governamentais são sustentadas pelo governo. Só falta o almoço grátis.
Modernizamos até mesmo provérbios universais consagrados pela sabedoria popular. As apavorantes galerias de fotos de nossas casas legislativas são o desmentido cabal de que as aparências enganam. Nas Comissões de Ética, ladrão que julga ladrão dá cem anos de perdão, e é mais fácil o Marcelo Camelo passar pelo buraco de uma agulha do que o STF condenar um parlamentar. Aqui se faz e aqui se apaga. No Brasil, o ladrão faz a ocasião, com emendas parlamentares e contribuições de campanha. Porque a liberdade deles começa onde termina a nossa.
Neste país, quem dá (dinheiro público) aos pobres, empresta aos seus, naturalmente eleitores. Contra fatos não há argumentos, só bons advogados e lobistas eficientes. Macacos velhos têm suas cumbucas em paraísos fiscais, dinheiro sujo não se lava em casa. São partidos, partidos, negócios à parte - a parte de cada um no negócio. Afinal, tudo vale a pena se a multa é pequena.
Como se vê no noticiário político, mentir e coçar é só começar, conversa mole tanto bate até que cola, e CPI que é ladra não morde. Quem não mama, chora. Aqui, o barato não sai caro, no Senado sai de graça. O segredo é a lama do negócio.
No Brasil, tristezas não pagam dívidas de campanha, quando um burro fala os outros aplaudem, os cães ladram e a caravana é assaltada, e quando um não quer dois não roubam, chamam mais gente: os meios justificam os afins.
Aqui se dá a Lula o que é de Deus e a César, talvez, o Senado, porque Lula é a voz do povo e dá a bolsa conforme o eleitor. O príncipe é o sapo. Só espero que quem o voto fere, pelo voto seja ferido.
Bookmark and Share
às 18:16
Posts Relacionados:
2 comentários:
"Política sem medo" disse...
Muito bom Gusta, deu ate para descontrair um pouco da raiva que eu sinto ao ler todo o noticiario e ver o que o PT continua fazendo. Lula fazendo campanha agora confirmando que e do Foro de Sao Paulo. Faltou a confirmacao de que e tambem das FARC que e a matriz do Foro e do MST. Ele veio em socorro a sua candidata que agora esta quase desativada (robot) ou sem autorizacao para falar, nao sei. Com tanta coisa acontecendo e uma candidata nao ter o que falar e uma coisa muito estranha. Mas para a petezada ha uma pesquisa oficial ai que esta dando vitoria para Dilma. Nao sei de onde eles tiraram esse resultado, sera que da cartola? So mesmo magica para estar dando empate entre os dois com vantagem para ela. E, nao custa nada sonhar, antes das eleicoes. Depois e tratar de se preparar para o "Governo de Transicao para Serra" e dai muita coisa vai ter que ser esclarecida. Serra quer que tudo seja muito bem explicado pelos acessores, militantes do PT. Nao vale deixar gavetas vazias principalmente nas financas publicas.
24/07/10 00:08
RR3C disse...
O cinismo
da mídia é, de um certo modo, empolgante. Estamos sempre na expectativa de uma nova patifaria nacional eleitoral.
Hoje, por exemplo, após o sucesso do comício dos mil na Candelária (?), a petista dilmatreira subiu feito foguete nas pesquisas. O dados proclamdos e decantados coincidiram, por mera coincidência observe-se, com o mega comício da candidata na terra natal do seu padim lulla, a metroplitana Garanhuns, que também é terra natal de mães que nascem analfabetas.
É bizarro! Prosaico e amadorístico.
As pesquisas são feitas para referendar a burla nas urnas eltrônicas.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
EM TEMPO
ALEX FERRAZ
Quem com porcos se mistura, farelo come”. Cito-a a propósito da compulsão do governo brasileiro em se tornar parceiro de ditaduras abomináveis, exibindo tais laços com um orgulho indisfarçável de quem acha que vai “quebrar a banca” dos “capitalistas”. E não se trata apenas de mero jogo de campanha. As parcerias são para valer e envolvem muito dinheiro em trocas comerciais. Por exemplo, o jornal “Asia Times” publicou extensa reportagem na semana passada sobre a aproximação cada vez maior do Brasil com a Coreia do Norte, país governado pelo Presidente Eterno da República (é assim mesmo que eles chamam!) Kim II-sung (falecido), através do seu filho Kim Jong-II, um ditador que comanda o país com mão de ferro desde 1994, com muita censura e liberdade zero para os cidadãos (proibiram até a transmissão ao vivo da Copa do Mundo, que só será vista em gravações, caso a seleção deles ganhe a partida!). Pois é: laços comerciais cada vez mais fortes entre Brasil e Coreia, além de entendimentos políticos (sic) delicados.
Corta para o Irã, com cujo governo o nosso mantém estreitíssimos laços e ambos combinaram uma farsa chamada de acordo com o único objetivo de evitar as sanções internacionais contra o Irã, que está fabricando bomba atômica. O país dos “aiatolás atômicos”, como bem classificou o colunista Merval Pereira, é governado por um homem, Mahmoud Ahmadinejad (com licença da má palavra), que nega o Holocausto (e, portanto, inocenta Hitler), prende, tortura e executa homossexuais, censura imprensa e internet e trata as mulheres como seres abjetos.
Outros “amores” da atual política externa brasileira são Cuba e Venezuela. Os cubanos, sabemos a fartar, vivem em uma prisão ao ar livre (nem sempre ao ar livre, aliás!) naquela ilha do Caribe, governados pelo ditador Fidel Castro há meio século, e sem direito à liberdade de expressão. Qualquer manifestação anti-governo, lá, é cadeia certa, ou até mesmo execução. Na Venezuela, o bufão Hugo Chávez odeia a imprensa e a controla com mão de ferro, além de usar o seu exército para tudo, inclusive para obrigar tabelamento de preços. E aí, fica no ar a questão: como um governo pode ser parceiro de gente deste tipo e falar em liberdade e democracia aqui?
Bem, quanto aos “esquerdistas” brasileiros que morrem de amores por esses governos ditatoriais, faço uma sugestão: larguem as mordomias deste Brasil imenso e rico, abdiquem das liberdades e vão viver lá, caras!
O preconceito
Quem com porcos se mistura, farelo come”. Cito-a a propósito da compulsão do governo brasileiro em se tornar parceiro de ditaduras abomináveis, exibindo tais laços com um orgulho indisfarçável de quem acha que vai “quebrar a banca” dos “capitalistas”. E não se trata apenas de mero jogo de campanha. As parcerias são para valer e envolvem muito dinheiro em trocas comerciais. Por exemplo, o jornal “Asia Times” publicou extensa reportagem na semana passada sobre a aproximação cada vez maior do Brasil com a Coreia do Norte, país governado pelo Presidente Eterno da República (é assim mesmo que eles chamam!) Kim II-sung (falecido), através do seu filho Kim Jong-II, um ditador que comanda o país com mão de ferro desde 1994, com muita censura e liberdade zero para os cidadãos (proibiram até a transmissão ao vivo da Copa do Mundo, que só será vista em gravações, caso a seleção deles ganhe a partida!). Pois é: laços comerciais cada vez mais fortes entre Brasil e Coreia, além de entendimentos políticos (sic) delicados.
Corta para o Irã, com cujo governo o nosso mantém estreitíssimos laços e ambos combinaram uma farsa chamada de acordo com o único objetivo de evitar as sanções internacionais contra o Irã, que está fabricando bomba atômica. O país dos “aiatolás atômicos”, como bem classificou o colunista Merval Pereira, é governado por um homem, Mahmoud Ahmadinejad (com licença da má palavra), que nega o Holocausto (e, portanto, inocenta Hitler), prende, tortura e executa homossexuais, censura imprensa e internet e trata as mulheres como seres abjetos.
Outros “amores” da atual política externa brasileira são Cuba e Venezuela. Os cubanos, sabemos a fartar, vivem em uma prisão ao ar livre (nem sempre ao ar livre, aliás!) naquela ilha do Caribe, governados pelo ditador Fidel Castro há meio século, e sem direito à liberdade de expressão. Qualquer manifestação anti-governo, lá, é cadeia certa, ou até mesmo execução. Na Venezuela, o bufão Hugo Chávez odeia a imprensa e a controla com mão de ferro, além de usar o seu exército para tudo, inclusive para obrigar tabelamento de preços. E aí, fica no ar a questão: como um governo pode ser parceiro de gente deste tipo e falar em liberdade e democracia aqui?
Bem, quanto aos “esquerdistas” brasileiros que morrem de amores por esses governos ditatoriais, faço uma sugestão: larguem as mordomias deste Brasil imenso e rico, abdiquem das liberdades e vão viver lá, caras!
O preconceito
Assinar:
Postagens (Atom)