Antonio Luiz M. C. Costa 29 de julho de 2010 às 15:43h
Multiplicam-se os sinais de recaída dos países ricos na crise e da incapacidade de seus governos de encontrar soluções
O debate sobre um segundo tempo da crise econômica dos paí-ses ricos ou, para os mais otimistas, uma “recuperação em W”, esquentou nas últimas semanas, com trocas de farpas entre economistas keynesianos e neoliberais e entre ambos e seus governos. A maioria dos banqueiros está decididamente com a ortodoxia neoliberal, mas seu pensamento já não é tão único.
A Casa Branca e vários governos europeus equilibram-se sobre o muro e a opinião dos investidores, a julgar pelas cotações de ações e títulos, é flutuante. Um dia ouve-se dizer que as bolsas caíram por “falta de confiança do mercado” na determinação dos governos de pagarem suas- dívidas, conforme alega a ortodoxia, no outro a explicação é que caíram por causa da expectativa de que as medidas de austeridade retardem a recuperação do crescimento econômico, conforme advertem os keynesianos. O Fed ora aflige-se com o crescimento da dívida dos EUA, ora com o risco de deflação. O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, bate boca com Paul Krugman sobre a possibilidade de saí-da do euro, desmentido que sinaliza que o risco é levado muito a sério.
Os juros exigidos dos títulos de dívida da Irlanda pelos investidores não mostram maior disposição do “mercado” de recompensá-la por seu pioneirismo nas “medidas de austeridade” europeias. Enquanto isso, caem os juros dos títulos de longo prazo do Tesouro dos EUA, apesar de a Casa Branca não cogitar de grandes cortes de gastos a curto prazo.
Da verve de Krugman, Prêmio Nobel de Economia e o mais popular dos paladinos do keynesianismo, surgiram as “fadinhas da confiança”. Entidades análogas a Papai Noel que seria preciso supor para justificar a lenda urbana corrente entre os “economistas de água doce” (os de Chicago, junto aos Grandes Lagos – os da Costa Leste são menos ortodoxos), segundo a qual acabariam por ser premiados os governos dispostos a fazer sofrer trabalhadores e pensionistas para agradar seus credores, na maior parte grandes bancos e fundos por eles administrados. Que, diga-se de passagem, só foram salvos, por ora, de uma quebradeira sem precedentes desde 1929 porque os mesmos governos se endividaram para resgatá-los.
Em sua coluna no New York Times, Krugman coleciona evidências de que a economia da autoflagelação (ou melhor, da flagelação das massas pela elite financeira) não compensa. A Islândia pôs banqueiros na cadeia, recusou-se a pagar a dívida de seus bancos em plebiscito e elegeu um governo de centro-esquerda no lugar dos fãs de Ludwig von Mises e Friedrich Hayek. Pois teve uma retração menor e mostra sinais de recuperação antes da Irlanda, para não falar da Estônia e Letônia – que cortaram decididamente gastos públicos e salários e sustentaram a cotação de suas moedas ante o euro para garantir que seus credores não perderiam um centavo. Os bálticos só têm como prêmio de consolação os elogios da revista The Economist, que publicou um mapa imaginário no qual os põe no lugar das Ilhas Britânicas, ao lado da Irlanda, enquanto relega o Reino Unido, endividado pelo socorro ao sistema financeiro, à vizinhança de Portugal e Espanha.
No mundo real, não se vê nenhuma preocupação do mercado com a solvência do Reino Unido: seu prêmio de risco é um dos mais baixos (57º na lista dos 69 principais devedores) enquanto a Letônia (em 8º) tem o terceiro maior risco entre os europeus (depois da Grécia e Ucrânia, 4º e 5º, respectivamente). Portugal, Lituânia, Islândia, Irlanda e Espanha são vizinhos nessa escala (13º, 15º, 16º, 19º e 20º, respectivamente), mesmo se tentam políticas diferentes.
A pressão generalizada pela ortodoxia não se justifica por qualquer evidência empírica, mas também não se deveria tentar explicá-la como crença em fadinhas, apego aos livros sagrados do neoliberalismo ou resultado de pulsões sadomasoquistas. A pressão visa aproveitar a crise para encolher ao máximo o Estado de Bem-Estar Social e as garantias trabalhistas e concentrar o máximo de renda no setor privado, numa reedição dos ganhos das bolsas estadunidenses e britânicas dos anos 80 e 90 após Margaret Thatcher e Ronald Reagan – sem perceber que, após décadas de concentração de renda e flexibilização do trabalho, a tentativa de reeditar o mesmo ciclo pode ser social e politicamente catastrófica.
Nos EUA, 58% de todo o crescimento real de renda gerado entre 1976 a 2007 foi embolsado pelo 1% de famílias mais ricas. Na base da pirâmide, houve estagnação e queda dos salários reais, agravada a partir de 2008 pela crise e pelo desemprego. Na Zona do Euro, o aumento da desigualdade nos últimos anos também foi marcante: em 2000, os 20% mais ricos ganhavam 4,4 vezes mais que os 20% mais pobres; em 2004, 4,8 vezes. Na Europa como um todo, cresce a percepção popular nos seus países mais prósperos de que a União Europeia é um pretexto para minar direitos sociais e trabalhistas – e naqueles que mais claramente haviam se beneficiado da integração, os países menos ricos da periferia europeia, o sonho subitamente acabou.
Em Washington, os vetores das pressões da ortodoxia incluem o Tea Party, o Partido Republicano e as grandes empresas industriais e financeiras. A atuação dessas na propaganda política não tem mais limite, visto que o Supremo decidiu que pessoas jurídicas também têm completa “liberdade de expressão”. A Câmara de Comércio dos EUA, o maior dos lobbies empresariais, abriu fogo contra os déficits, as novas regulamentações (da saúde e do setor financeiro) e o “crescimento do governo”.
Uma parcela crescente da opinião pública se deixa convencer de que a política “socialista” de Obama inibe o investimento e a recuperação. Obviamente, a falta de investimento deve-se à presença de capacidade ociosa na maioria dos setores, consequência da recessão, mas o discurso pragmático, centrista e racional do presidente, enfraquecido pelos resultados pouco convincentes da política externa, tem dificuldades em se fazer compreender ante o apelo emocional do populismo de direita.
Na Europa, a principal alavanca das pressões é a Alemanha: ao fazer cortes de gastos públicos sem necessidade real e controlar o Banco Central Europeu, o país impõe ao continente uma austeridade artificial.
Contraproducente em relação aos interesses da própria indústria alemã, que tem os vizinhos europeus como seus principais clientes, mas que faz sentido em relação aos interesses percebidos do setor financeiro. Só a ameaça da França de pular fora da canoa do euro pôs um limite à truculência de Angela Merkel, disposta a deixar a Grécia quebrar para evitar a derrota governista numa eleição local. Os eleitores alemães sentem menos a crise. Ali, onde o aumento do desemprego foi relativamente pequeno e parece ter sido controlado, a percepção é que os outros países devem se arranjar como puderem. Não percebem o quanto essa política é desastrosa para gregos, portugueses e espanhóis, cuja economia está em queda livre, e o quanto sua prosperidade depende do resto do continente. Os mesmos analistas que se dizem preocupados com governos que não agem para reduzir o déficit entrarão amanhã em pânico com as manifestações e os conflitos sociais que tais cortes causarão.
Dos EUA ao Japão, passando pela Europa, as forças de centro e centro-esquerda, estejam ou não no poder, falham em apresentar discursos e propostas coerentes ante a crise. Receiam ser marginalizadas como “radicais” se apostarem em planos ousados e posições firmes. Em busca de um consenso impossível, repetem o discurso da direita em tom mais sereno e executar de maneira tímida e hesitante, as mesmas medidas que a direita exige com entusiasmo, principalmente a mais populista, que não tem vergonha de explorar preconceitos nacionais e raciais. Nos EUA, as principais vítimas são os hispânicos, transformados pelos republicanos, a partir do Arizona, em bodes expiatórios dos problemas nacionais. Na Europa, os muçulmanos: na França, a polêmica artificial em torno do “véu integral” usado por apenas duas mil mulheres no país serve de cortina de fumaça para desviar atenções do adiamento da aposentadoria e do escândalo L’Oréal.
Onde se mostram confusos e hesitantes, a direita populista, ao estilo de Sarah Palin e Glenn Beck ou de Silvio Berlusconi, aparenta clareza e entusiasmo e pode crescer, na medida em que consegue convencer um número suficiente de eleitores de que têm algo a ganhar ao tirar a rede de proteção aos menos favorecidos e expulsar imigrantes e minorias. Mas suas políticas não ajudarão a sair da crise e poderão agravá-la a médio prazo. O resultado mais geral é o impasse: na Alemanha, na França, no Reino Unido e nos EUA, veem-se governos enfraquecidos, dependentes de uma base parlamentar cada vez mais frágil.
Krugman gosta de fazer a comparação entre os EUA de hoje e o estagnado Japão pós-bolha dos anos 90, e também do atual cenário mundial com o dos anos 30 – e o debate atual como uma reedição, sem avanços, do que se deu entre Lord Keynes e Hayek na mesma ocasião. O cenário também recorda, sob muitos aspectos, a América Latina dos anos 80 e 90.
Em todos os casos, a perspectiva econômica é de uma década perdida. Moratórias das dívidas de alguns países, falências de alguns grandes grupos financeiros e empresariais e dez ou mais anos de estagnação, acompanhada de forte queda de ações e títulos à medida que os investidores tomem consciência disso: a previdência privada não será mais atraente que a social. O desemprego permanecerá relativamente alto e as contas públicas precárias: sem crescimento, será difícil reduzir o endividamento.
A diferença entre eles está na resposta política. Nos anos 30, predominou o fascismo, exceto nos países de tradições democráticas mais sólidas. O Japão permanece no marasmo: a troca do Partido Liberal-Democrático pelo Partido Democrático não trouxe mudanças reais. Na América Latina, foi, na maioria dos casos, uma virada à esquerda com o crescimento de novas lideranças e movimentos populares. Qual o caminho a ser seguido pelos países ricos? Possivelmente serão divergentes e será muito difícil manter a unidade da Zona do Euro, ainda que nenhum dirigente ouse discutir o assunto abertamente. Mesmo que a moeda única sobreviva, o continente não conseguirá aplicar uma política econômica coerente ou ter um papel construtivo na recuperação global. Os movimentos separatistas em alta na Catalunha, no País Basco, na Irlanda do Norte, no norte da Itália e em Flandres mostram que está em questão não só o futuro da União Europeia, como o de seus próprios integrantes como nações.
O Ocidente, como um todo, tende a encolher em termos relativos, mas as políticas ortodoxas farão o recuo ser maior e mais rápido do que seria inevitável. Não estamos mais nos anos 30, quando a hegemonia da Europa e dos EUA era tal que sua crise deixava o mundo sem opção. Hoje, as nações independentes da Ásia e do Sul têm um peso muito maior. Sua demanda tem permitido que muitos dos países exportadores de petróleo e commodities da África, Ásia Central e América Latina prosperem.
Mas esses não estão isentos de problemas. As dificuldades das empresas exportadoras e o crescimento das greves e dos movimentos trabalhistas na China e no Sudeste Asiático sinalizam que, também lá, o “milagre” está chegando ao fim. Mais cedo ou mais tarde, o ritmo de crescimento vai ter de diminuir e a prioridade passará a ser redividir o bolo.
No melhor dos mundos, isso aconteceria de maneira coordenada, com o crescimento do mercado interno da China e, depois, de outros países periféricos substituindo gradualmente o dos Estados Unidos e da Europa. Em uma era de estagnação e conflito interno dos desenvolvidos, cenários catastróficos não estarão fora de questão. Um governo radicalmente conservador nos EUA, perspectiva muito plausível para 2012, pode se sentir estimulado à guerra para reativar a economia e tentar reverter seu declínio.
Fidel Castro, que voltou à ativa depois de três anos de convalescença, reuniu-se com os economistas do cubano Centro de Investigações da Economia Mundial, em 14 de julho, para discutir o risco de ataque dos EUA ao Irã (que inicialmente previu para junho) e pedir-lhes a se dedicarem quatro horas por dia, nos dez dias seguintes, a elaborar um “ensaio de ficção científica” sobre as opções da América Latina em caso de guerra nuclear. Sua preocupação talvez seja prematura, mas está longe de ser demência senil. •
Antonio Luiz M. C. Costa
terça-feira, 9 de novembro de 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Uma Proposta de Felicidade
A Alegria de Crer…
Janeiro 17, 2009
Uma Proposta de Felicidade
Publicado em Andreia às 05:55 por odesafio9ano
O que é para cada um de nos a Felicidade???
Um dia, enquanto os outros descansavam, o Homem e a Felicidade decidiram jogar às escondidas. Mas eram tão inseparáveis que não tardavam a encontrar-se imediatamente. Cada vez, era mais difícil encontrar um lugar diferente onde esconder-se. Acontece que, quando tocou a vez de ser a Felicidade a esconder-se, a Mentira, que passeava por ali disfarçada de Verdade, aconselhou-a a que se escondesse dentro do Homem, porque esse seria o último lugar onde lhe ocorreria procurar. A Felicidade assim fez. Aproveitando um descuido do homem, introduziu-se no seu coração.
Quando o Homem se pôs a procurá-la, não havia maneira de a poder encontrar. O tempo passava e começou a crescer nele o medo de que tivesse acontecido algo à Felicidade. O certo é que não podia viver sem ela. A Felicidade gritava desde o coração do Homem, para lhe dizer onde estava, mas o Homem estava tão preocupado em buscá-la por fora que não prestava atenção ao seu interior. E quando isso acontece, as portas do coração fecham-se, deixando nele encerradas todas as suas riquezas. Então a Mentira, disfarçada de Verdade, aproximou-se do Homem para lhe dizer que tinha visto a Felicidade a caminhar pelo caminho que levava ao Reino da Obscuridade. O homem, sem duvidar, correu para esse reino. Mas quanto mais avançava naquela direcção, algo muito forte dentro dele lhe dizia que esse não era o caminho certo. Deteve-se um momento, na sua frenética correria, e logo começou a escutar os gritos desesperados da Felicidade, que o chamava desde a profundidade do seu coração.
A partir de então, decidiram tornar-se inseparáveis e não se perderam de vista, para que a Mentira não os voltasse a enganar. E assim, a Felicidade ficou para sempre a residir no mais profundo do coração humano.
felicidade
felicidade
Se a felicidade mora dentro do coração do homem, porque ë tao dificil ser feliz?
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5 Comentários »
1.
José Sá disse,
Fevereiro 5, 2009 às 06:39
Porque os homens não querem perder tempo, e perdem tudo. Andam atrás da felicidade esquecendo-se do essencial.
Responder
2.
odesafio9ano disse,
Fevereiro 5, 2009 às 06:43
HOJE É TEMPO DE SER FELIZ!
A vida é fruto da decisão de cada momento.
Talvez seja por isso,
que a idéia de plantio seja
tão reveladora sobre a arte de viver.
Viver é plantar. É atitude de constante semeadura,
de deixar cair na terra de nossa existencia
as mais diversas formas de sementes.
Cada escolha, por menor que seja,
é uma forma de semente que lançamos
sobre o canteiro que somos. Um dia,
tudo o que agora silenciosamente plantamos,
ou deixamos plantar em nós,
será plantação que poderá ser vista de longe…
Para cada dia, o seu empenho.
A sabedoria bíblica nos confirma isso,
quando nos diz que
“debaixo do céu há um tempo para cada coisa!”
Hoje, neste tempo que é seu,
o futuro está sendo plantado.
As escolhas que você procura,
os amigos que você cultiva, as leituras que você faz,
os valores que você abraça,
os amores que você ama,
tudo será determinante para a colheita futura.
Felicidade talvez seja isso:
alegria de recolher da terra que somos,
frutos que sejam agradáveis aos olhos!
Infelicidade, talvez seja o contrário.
O que não podemos perder de vista é
que a vida não é real fora do cultivo.
Sempre é tempo de lançar sementes…
Sempre é tempo de recolher frutos.
Tudo ao mesmo tempo. Sementes de ontem,
frutos de hoje,
Sementes de hoje,
frutos de amanhã!
Por isso, não perca de vista o que você
anda escolhendo para deixar cair na sua terra.
Cuidado com os semeadores que não lhe amam.
Eles têm o poder de estragar
o resultado de muitas coisas.
Cuidado com os semeadores que você não conhece.
Há muita maldade escondida em sorrisos sedutores…
Cuidado com aqueles que deixam cair
qualquer coisa sobre você, afinal,
você merece muito mais que qualquer coisa.
Cuidado com os amores passageiros…
eles costumam deixar marcas
dolorosas que não passam…
Cuidado com os invasores do seu corpo…
eles não costumam voltar para ajudar
a consertar a desordem…
Cuidado com os olhares de quem não sabe lhe amar…
eles costumam lhe fazer esquecer
que você vale à pena…
Cuidado com as palavras mentirosas
que esparramam por aí…
elas costumam estragar o nosso
referencial da verdade…
Cuidado com as vozes que insistem
em lhe recordar os seus defeitos…
elas costumam prejudicar
a sua visão sobre si mesmo.
Não tenha medo de se olhar no espelho.
É nessa cara safada que você tem,
que Deus resolveu expressar mais uma vez,
o amor que Ele tem pelo mundo.
Não desanime de você, ainda que a colheita
de hoje não seja muito feliz.
Não coloque um ponto final nas suas esperanças.
Ainda há muito o que fazer,
ainda há muito o que plantar,
e o que amar nessa vida.
Ao invés de ficar parado no que você fez de errado,
olhe para frente,
e veja o que ainda pode ser feito…
A vida ainda não terminou.
E já dizia o poeta
“que os sonhos não envelhecem…”
Vai em frente.
Sorriso no rosto e firmeza nas decisões.
Deus resolveu reformar o mundo,
e escolheu o seu coração para iniciar a reforma.
Isso prova que Ele ainda acredita em você.
E se Ele ainda acredita,
quem sou eu pra duvidar… (?)
Padre Fábio de Melo
Responder
3.
Andreia Costa disse,
Fevereiro 6, 2009 às 05:46
Ser Feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e período de crise.
Ser Feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornam um autor da própria história…É atraves desses desertos fora de si, mas ser capaz de encontar um oásis no recôndito da sua Alma!.
Agradecer a Deus a cada manhã peço milagre da vida…
É saber falar de si mesmo…
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter coragem e segurança para receber uma critica, mesmo que injusta…
A Felicidade,é tudo isto e muito mais. è preciso que as pessoas sabem viver e utilizar esse sentimento:
Felicidade!
Andreia Catarina Ferreira da Costa
Responder
4.
Mario Francisco Moreira disse,
Fevereiro 9, 2009 às 07:22
A felicidade não se resume a um mero acto de sermos felizes, mas também a um acto altruísta de a estender aos outros. Pequenos actos no nosso dia-a-dia como, visitar os doentes ou dar apoio a um amigo em momentos difíceis, são também, importantes formas de felicidade, pois o ser humano não é feliz apenas realizando-se a si próprio, mas também servindo os que lhes são próximos e pelos quais tem estima. Por vezes um homem não é feliz mesmo, tendo tudo (casa, trabalho, carro, etc.), pois falta-lhe algo que o complete, e esse algo é estender o seu bem-estar e qualidade de vida aos que lhe são próximos, e assim, tornar melhor o mundo á sua volta. Por vezes, o homem não é feliz pois busca uma felicidade que não existe, uma felicidade que não olha a meios para atingir os fins, uma felicidade que para ser atingida sacrifica os outros, uma felicidade sem escrúpulos e com segundas intenções, uma felicidade que magoa e causa desigualdade.
Isto não é uma felicidade, isto é egoísmo e ganância, na medida em que o homem só se preocupa consigo e esquece os seus semelhantes, desrespeitando-os, humilhando-os e servindo-se deles para atingira sua própria felicidade.
Mário Francisco da Silva Azevedo Moreira
9º ano de catequese Sequeiro.
Responder
5.
Carla (Catequista 3º Ano) disse,
Fevereiro 11, 2009 às 19:23
A felicidade vem ao nosso encontro, não é preciso procurá-la….O que é precisamos de procurar é: VIVER…E este viver não é ter tudo, é tentar SER tudo: um ser humano trabalhador, empreendedor, que não se contenta com a mediocridade; um ser humano justo, humilde, à disposição do outro, cheio de amor para dar; um ser humano de valores, que não embandeira a fé quando tudo corre bem, e a renega quando alguma coisa de mal lhe acontece.
Se soubermos VIVER assim, vamos de certeza ao encontro da Felicidade!!
Responder
Janeiro 17, 2009
Uma Proposta de Felicidade
Publicado em Andreia às 05:55 por odesafio9ano
O que é para cada um de nos a Felicidade???
Um dia, enquanto os outros descansavam, o Homem e a Felicidade decidiram jogar às escondidas. Mas eram tão inseparáveis que não tardavam a encontrar-se imediatamente. Cada vez, era mais difícil encontrar um lugar diferente onde esconder-se. Acontece que, quando tocou a vez de ser a Felicidade a esconder-se, a Mentira, que passeava por ali disfarçada de Verdade, aconselhou-a a que se escondesse dentro do Homem, porque esse seria o último lugar onde lhe ocorreria procurar. A Felicidade assim fez. Aproveitando um descuido do homem, introduziu-se no seu coração.
Quando o Homem se pôs a procurá-la, não havia maneira de a poder encontrar. O tempo passava e começou a crescer nele o medo de que tivesse acontecido algo à Felicidade. O certo é que não podia viver sem ela. A Felicidade gritava desde o coração do Homem, para lhe dizer onde estava, mas o Homem estava tão preocupado em buscá-la por fora que não prestava atenção ao seu interior. E quando isso acontece, as portas do coração fecham-se, deixando nele encerradas todas as suas riquezas. Então a Mentira, disfarçada de Verdade, aproximou-se do Homem para lhe dizer que tinha visto a Felicidade a caminhar pelo caminho que levava ao Reino da Obscuridade. O homem, sem duvidar, correu para esse reino. Mas quanto mais avançava naquela direcção, algo muito forte dentro dele lhe dizia que esse não era o caminho certo. Deteve-se um momento, na sua frenética correria, e logo começou a escutar os gritos desesperados da Felicidade, que o chamava desde a profundidade do seu coração.
A partir de então, decidiram tornar-se inseparáveis e não se perderam de vista, para que a Mentira não os voltasse a enganar. E assim, a Felicidade ficou para sempre a residir no mais profundo do coração humano.
felicidade
felicidade
Se a felicidade mora dentro do coração do homem, porque ë tao dificil ser feliz?
Permalink
5 Comentários »
1.
José Sá disse,
Fevereiro 5, 2009 às 06:39
Porque os homens não querem perder tempo, e perdem tudo. Andam atrás da felicidade esquecendo-se do essencial.
Responder
2.
odesafio9ano disse,
Fevereiro 5, 2009 às 06:43
HOJE É TEMPO DE SER FELIZ!
A vida é fruto da decisão de cada momento.
Talvez seja por isso,
que a idéia de plantio seja
tão reveladora sobre a arte de viver.
Viver é plantar. É atitude de constante semeadura,
de deixar cair na terra de nossa existencia
as mais diversas formas de sementes.
Cada escolha, por menor que seja,
é uma forma de semente que lançamos
sobre o canteiro que somos. Um dia,
tudo o que agora silenciosamente plantamos,
ou deixamos plantar em nós,
será plantação que poderá ser vista de longe…
Para cada dia, o seu empenho.
A sabedoria bíblica nos confirma isso,
quando nos diz que
“debaixo do céu há um tempo para cada coisa!”
Hoje, neste tempo que é seu,
o futuro está sendo plantado.
As escolhas que você procura,
os amigos que você cultiva, as leituras que você faz,
os valores que você abraça,
os amores que você ama,
tudo será determinante para a colheita futura.
Felicidade talvez seja isso:
alegria de recolher da terra que somos,
frutos que sejam agradáveis aos olhos!
Infelicidade, talvez seja o contrário.
O que não podemos perder de vista é
que a vida não é real fora do cultivo.
Sempre é tempo de lançar sementes…
Sempre é tempo de recolher frutos.
Tudo ao mesmo tempo. Sementes de ontem,
frutos de hoje,
Sementes de hoje,
frutos de amanhã!
Por isso, não perca de vista o que você
anda escolhendo para deixar cair na sua terra.
Cuidado com os semeadores que não lhe amam.
Eles têm o poder de estragar
o resultado de muitas coisas.
Cuidado com os semeadores que você não conhece.
Há muita maldade escondida em sorrisos sedutores…
Cuidado com aqueles que deixam cair
qualquer coisa sobre você, afinal,
você merece muito mais que qualquer coisa.
Cuidado com os amores passageiros…
eles costumam deixar marcas
dolorosas que não passam…
Cuidado com os invasores do seu corpo…
eles não costumam voltar para ajudar
a consertar a desordem…
Cuidado com os olhares de quem não sabe lhe amar…
eles costumam lhe fazer esquecer
que você vale à pena…
Cuidado com as palavras mentirosas
que esparramam por aí…
elas costumam estragar o nosso
referencial da verdade…
Cuidado com as vozes que insistem
em lhe recordar os seus defeitos…
elas costumam prejudicar
a sua visão sobre si mesmo.
Não tenha medo de se olhar no espelho.
É nessa cara safada que você tem,
que Deus resolveu expressar mais uma vez,
o amor que Ele tem pelo mundo.
Não desanime de você, ainda que a colheita
de hoje não seja muito feliz.
Não coloque um ponto final nas suas esperanças.
Ainda há muito o que fazer,
ainda há muito o que plantar,
e o que amar nessa vida.
Ao invés de ficar parado no que você fez de errado,
olhe para frente,
e veja o que ainda pode ser feito…
A vida ainda não terminou.
E já dizia o poeta
“que os sonhos não envelhecem…”
Vai em frente.
Sorriso no rosto e firmeza nas decisões.
Deus resolveu reformar o mundo,
e escolheu o seu coração para iniciar a reforma.
Isso prova que Ele ainda acredita em você.
E se Ele ainda acredita,
quem sou eu pra duvidar… (?)
Padre Fábio de Melo
Responder
3.
Andreia Costa disse,
Fevereiro 6, 2009 às 05:46
Ser Feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e período de crise.
Ser Feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornam um autor da própria história…É atraves desses desertos fora de si, mas ser capaz de encontar um oásis no recôndito da sua Alma!.
Agradecer a Deus a cada manhã peço milagre da vida…
É saber falar de si mesmo…
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter coragem e segurança para receber uma critica, mesmo que injusta…
A Felicidade,é tudo isto e muito mais. è preciso que as pessoas sabem viver e utilizar esse sentimento:
Felicidade!
Andreia Catarina Ferreira da Costa
Responder
4.
Mario Francisco Moreira disse,
Fevereiro 9, 2009 às 07:22
A felicidade não se resume a um mero acto de sermos felizes, mas também a um acto altruísta de a estender aos outros. Pequenos actos no nosso dia-a-dia como, visitar os doentes ou dar apoio a um amigo em momentos difíceis, são também, importantes formas de felicidade, pois o ser humano não é feliz apenas realizando-se a si próprio, mas também servindo os que lhes são próximos e pelos quais tem estima. Por vezes um homem não é feliz mesmo, tendo tudo (casa, trabalho, carro, etc.), pois falta-lhe algo que o complete, e esse algo é estender o seu bem-estar e qualidade de vida aos que lhe são próximos, e assim, tornar melhor o mundo á sua volta. Por vezes, o homem não é feliz pois busca uma felicidade que não existe, uma felicidade que não olha a meios para atingir os fins, uma felicidade que para ser atingida sacrifica os outros, uma felicidade sem escrúpulos e com segundas intenções, uma felicidade que magoa e causa desigualdade.
Isto não é uma felicidade, isto é egoísmo e ganância, na medida em que o homem só se preocupa consigo e esquece os seus semelhantes, desrespeitando-os, humilhando-os e servindo-se deles para atingira sua própria felicidade.
Mário Francisco da Silva Azevedo Moreira
9º ano de catequese Sequeiro.
Responder
5.
Carla (Catequista 3º Ano) disse,
Fevereiro 11, 2009 às 19:23
A felicidade vem ao nosso encontro, não é preciso procurá-la….O que é precisamos de procurar é: VIVER…E este viver não é ter tudo, é tentar SER tudo: um ser humano trabalhador, empreendedor, que não se contenta com a mediocridade; um ser humano justo, humilde, à disposição do outro, cheio de amor para dar; um ser humano de valores, que não embandeira a fé quando tudo corre bem, e a renega quando alguma coisa de mal lhe acontece.
Se soubermos VIVER assim, vamos de certeza ao encontro da Felicidade!!
Responder
Oi, é com muita sinceridade que escrevo.
Sou evangélico e luto com todas as forças para provar que a igreja católica não é a igreja de Jesus. Debatendo com um amigo ele me deu este site para pesquisar as perguntas que fazia para ele.
Entrei e vi que você, com todo o respeito já havia dado algumas respostas sobre o que eu achava de vocês, e li uma coisa que foi escrito no site, que era para não termos ódio no coração quando se tratar da igreja católica.
Pois muito bem, li mais e mais artigos seu e tenho que admitir o seu conhecimento, e uma coisa engraçada me aconteceu, não entendi o que vocês queria dizer com ódio no coração, mas comecei a ver a igreja católica com outros olhos e comecei a questionar a minha religião.
O pastor de minha igreja se desentendeu com ela e saiu para fundar outra e nos chamou para segui-lo, ele declarou que essa religião evangélica (prefiro não mencionar qual) era errada e a dele que ia ser a correta. Daí eu vi que ele começou a tratar a igreja que eu seguia como a igreja católica.
Tive uma noite de cão pois estava decepcionado com aquela atitude e comecei a pesquisar no seu site. Hoje não tenho ódio no coração e acredito que Maria morreu virgem como já foi provado no seu site, eu não sou cego e nem burro como a maioria.
Hoje quero não só te chamar de amigo, mas também de irmão, mas tenho uma outra dúvida.
MARIA REALMENTE SUBIU PARA O CÉU?
O QUE É DÓGUIMA DE FÉ?
Pergunto com toda a sinceridade do meu coração sem querer fazer intrigas do fato.
Hoje não me considero um evangélico, mas sim um protestante perdido, fui excluído de minha igreja por duvidar de sua integridade e me sinto envergonhado de tantas injustiças com a mãe de Jesus.
Não quero julgar mais e sim acreditar que Maria é a mãe da igreja Católica e que a Igreja Católica é a verdadeira.
Obs: meu próximo desejo e receber o corpo de Cristo na comunhão.
Com muita admiração a seus cuidados com a fé
Seu futuro irmão
Cristiano.
Sou evangélico e luto com todas as forças para provar que a igreja católica não é a igreja de Jesus. Debatendo com um amigo ele me deu este site para pesquisar as perguntas que fazia para ele.
Entrei e vi que você, com todo o respeito já havia dado algumas respostas sobre o que eu achava de vocês, e li uma coisa que foi escrito no site, que era para não termos ódio no coração quando se tratar da igreja católica.
Pois muito bem, li mais e mais artigos seu e tenho que admitir o seu conhecimento, e uma coisa engraçada me aconteceu, não entendi o que vocês queria dizer com ódio no coração, mas comecei a ver a igreja católica com outros olhos e comecei a questionar a minha religião.
O pastor de minha igreja se desentendeu com ela e saiu para fundar outra e nos chamou para segui-lo, ele declarou que essa religião evangélica (prefiro não mencionar qual) era errada e a dele que ia ser a correta. Daí eu vi que ele começou a tratar a igreja que eu seguia como a igreja católica.
Tive uma noite de cão pois estava decepcionado com aquela atitude e comecei a pesquisar no seu site. Hoje não tenho ódio no coração e acredito que Maria morreu virgem como já foi provado no seu site, eu não sou cego e nem burro como a maioria.
Hoje quero não só te chamar de amigo, mas também de irmão, mas tenho uma outra dúvida.
MARIA REALMENTE SUBIU PARA O CÉU?
O QUE É DÓGUIMA DE FÉ?
Pergunto com toda a sinceridade do meu coração sem querer fazer intrigas do fato.
Hoje não me considero um evangélico, mas sim um protestante perdido, fui excluído de minha igreja por duvidar de sua integridade e me sinto envergonhado de tantas injustiças com a mãe de Jesus.
Não quero julgar mais e sim acreditar que Maria é a mãe da igreja Católica e que a Igreja Católica é a verdadeira.
Obs: meu próximo desejo e receber o corpo de Cristo na comunhão.
Com muita admiração a seus cuidados com a fé
Seu futuro irmão
Cristiano.
Nossa Senhora Aparecida e os Evangélicos
Nossa Senhora Aparecida e os Evangélicos
Félix Maier
Todo ano, por ocasião da festa de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, há vozes que se levantam contra o evento religioso, a exemplo de ateus, positivistas e, principalmente, evangélicos. Na última década, a oposição à figura da mãe de Cristo não tem se atido a palavras, mas também a ações violentas, típicas da intolerância religiosa vista há pouco tempo entre os talibãs, quando estes subjugaram o Afeganistão à lei corânica.
Em 12 de outubro de 1995, vimos, estarrecidos, o pastor Sérgio von Helder, da Igreja Universal do Reino de Deus, chutar uma estátua de N. Sra. Aparecida em um programa de TV. O pastor aloprado recebeu 2 anos de condenação, que foi transformado em pena alternativa, e foi transferido para uma igreja da Universal na África, para esfriar a cabeça oca. O mascate da fé eletrônica deveria ter ficado pelo menos uns 20 anos no xilindró, porque aquele ato insano poderia ter provocado uma reação sem limites dos católicos de todo o Brasil. Ainda bem (será mesmo?) que os católicos dão a outra face a tapa, quando levam um soco na cara. Se um ato semelhante tivesse sido cometido contra a religião islâmica, por certo todas as igrejas de Edir Macedo teriam sido incendiadas. E ele próprio explodido por algum homem-bomba.
Um pouco antes do triste episódio, já havia uma “guerra santa” entre a TV Globo e a Igreja Universal. A Globo exibia a minissérie Decadência, com Edson Celulari no papel de Edir Macedo. A Universal rebatia os tiros na sua própria TV, a Record, no programa “25ª Hora”, além da panfletagem anti-Globo em seu jornal Folha Universal, então com uma tiragem média de 700.000 exemplares. Recentemente, por ocasião da inauguração da Record News, Edir Macedo destilou todo seu veneno acumulado por quase duas décadas contra a Rede Globo, na presença do presidente Lula e outros convidados ilustres.
Anos atrás, o advogado evangélico Eurípedes José de Farias entrou na Justiça contra Nossa Senhora Aparecida. Seu alvo é a lei 6.802, de 1980, que consagrou a Santa como padroeira do Brasil e declarou o dia 12 de outubro feriado nacional em sua homenagem. “Os evangélicos também são brasileiros e para nós isso é idolatria” – afirma o zangado causídico, que espera receber R$ 1,2 milhão por cada ação movida por ele contra a Padroeira, ao mesmo tempo em que escreve o livro “Nossa Senhora e a batalha nos tribunais”. Mais grana em jogo. “Templo é dinheiro” – diria o casal de líderes da Igreja Renascer presos nos EUA este ano, por contrabando de dólares.
Se Jesus Cristo fosse escolhido padroeiro do Brasil, certamente os evangélicos acolheriam a medida sem contestação alguma. A propósito, o então senador Paulo Octavio, hoje vice-governador do Distrito Federal, já propôs que Cristo Rei seja declarado padroeiro do Brasil. Obviamente, a idéia é destituir N. Sa. Aparecida do posto de Padroeira, nada mais. Mas, aí os positivistas e marxistas também poderiam se sentir discriminados. E todos os adeptos das outras religiões, como os budistas e os muçulmanos. Sendo os católicos maioria no Brasil, não é nenhuma aberração que Nossa Senhora seja a Padroeira. Quando todos os brasileiros forem ateus, Karl Marx será um ótimo nome para padroeiro. E poderá ser retirada da Constituição a palavra “em nome de Deus”. E também retirados os crucifixos das paredes do Parlamento e do Supremo Tribunal Federal.
Engraçados, esses protestantes, que tanto acusam os católicos, de que adoram estátuas, quando na verdade sabem muito bem que apenas veneram a Mãe do Salvador, assim como se guarda com carinho uma fotografia da mãe, da avó ou da esposa, para afagar de vez em quando, seja num álbum caprichosamente montado em casa, seja a foto guardada em uma simples carteira de dinheiro.
Ora, todos os cristãos – inclusive os evangélicos - sabem muito bem que sem Nossa Senhora não haveria Jesus Cristo. Por que, então, toda essa ignorância e intolerância contra Maria? Até o Corão, livro sagrado do islamismo, que se originou a partir do judaísmo e do cristianismo, tem um capítulo, de número 19, especialmente dedicado a Nossa Senhora, denominado Maryam (Maria), que em árabe quer dizer “devota”. E o nome de Maryam, a Mãe de Nosso Salvador e Mãe de todos os cristãos, é citado 33 vezes no livro sagrado do islã. Por que pessoas que se dizem cristãs não conseguem ter veneração por uma mulher tão singular, tão “cheia de graça”, cujo corpo imaculado nem sequer os muçulmanos colocam em dúvida? “O anjo disse: Assim seja, pois o Senhor disse: Isto é fácil para mim” (Maryam, 19:17).
A intolerância dos talibãs evangélicos só tem crescido nos últimos anos. Na cidade de Valparaíso, GO, cidade do entorno do DF, ocorreu uma jihad tapuia. A inauguração de uma estátua de São Francisco de Assis numa praça da cidade gerou reclamações de evangélicos, que exigiram a imediata retirada da escultura do santo que é, por sinal, o padroeiro da cidade. Segundo a revista Time, São Francisco é o maior santo do segundo milênio.
No Rio de Janeiro, o Morro Santa Marta foi rebatizado pelos evangélicos como sendo o “Morro Dona Marta”. Só não mudou o barulho dos foguetes e da fuzilaria dos traficantes, que continuam atuando como dantes, no terreiro dos xavantes. Nem mesmo Caco Barcelos em seu livro Abusado – o dono do Morro Dona Marta (Record, 2003) sabe onde pisa, pois uma foto interna do livro se refere à “Favela Santa Marta”. Se prosseguir o intento talibã, logo os “bíblias” estarão modificando os nomes dos Estados, das cidades e das instituições nacionais. Que tal Estado de Dona Catarina, Cidade de Dom Paulo, Casa da Dona Misericórdia, Hospital Dona Helena? A propósito, durante o governo Antony Garotinho, uma força de elite policial era composta quase que exclusivamente por evangélicos. O mesmo ocorreu em uma unidade do Exército no Nordeste, quando militares evangélicos eram os preferidos na transferência para lá.
Nem mesmo minha tranqüila Joaçaba, SC, que recentemente apareceu no mapa do Brasil por conta da briga de dois ganhadores da Megasena, escapou da intolerância evangélica. Primeiro, foi negado pela Câmara dos Vereadores que se colocasse o nome de Frei Edgar numa praça em frente à catedral que o frade em questão havia construído, além de ter levantado o Hospital Santa Terezinha e o Colégio Crito Rei. Enfim, um benfeitor de toda a cidade. Depois, em uma mesa redonda, evangélicos se posicionaram contra a construção de uma estátua a Frei Bruno, que será a 4ª maior do mundo, depois de uma estátua gigante que será construída na Índia, da Estátua da Liberdade e do Cristo Redentor. Pergunto: qual o direito de os evangélicos serem contra a construção da estátua em que não irão despender sequer um centavo? E se os joaçabenses construíssem uma estátua gigante de Buda no mesmo local, qual o problema? A estultice evangélica não consegue ver que tal monumento só traz benefício para a cidade, pelo acréscimo de turistas do Brasil e do mundo inteiro que acorrerão ao local.
Durante cerimônia de casamento de um meu irmão, também em Joaçaba, realizada numa Igreja Presbiteriana, o pastor passou a atacar a Igreja Católica, chamou o Papa de anticristo e referiu-se aos padres como “morcegos”, talvez devido à roupa preta que uns poucos sacerdotes ainda usam. Esqueceu-se o infeliz pastor que ele era na verdade o “urubu-rei”, já que, durante as rezas e os escárnios, estava metido num traje tão ou mais preto quanto o dos seus desafetos.
Sérgio von Helder continua fazendo escola. No dia 25 de outubro de 2004, José Rocha do Nascimento, da mesma igreja do pastor talibã, invadiu a Catedral Militar Rainha da Paz, em Brasília, durante a reza do terço, ergueu a imagem de Nossa Senhora e a jogou no chão, onde se espatifou em quatro pedaços. Levado para a 3ª Delegacia de Polícia, no Cruzeiro, disse que aquele tinha sido “o dia mais feliz de minha vida”. E acrescentou: “Deus está contente por eu ter feito isso. Ele não gosta da idolatria” (Correio Braziliense, 7/11/2004, pg. 28).
Felizmente, episódio bem diferente se observa na Vila Naval Almirante Visconde de Inhaúma – Área Alfa, perto de Valparaíso, GO. Na Capela Sagrado Coração de Jesus e Maria, ocorrem cultos, tanto de católicos, quanto de evangélicos. A única exigência dos evangélicos é que as estátuas dos santos sejam retiradas antes do culto. Um ecumenismo que deveria ser a regra neste País, não a exceção.
Nestes anos todos, eu, que sou católico, nunca ouvi nenhum padre falar mal de outra religião. O mesmo não ocorre com os evangélicos. Em duas ocasiões, eu fui assistir a um culto da Assembléia de Deus, no Rio de Janeiro, a convite de meu cunhado. Lá, ouvi críticas de pastores contra os católicos, repetindo a lenga-lenga de que nós adoramos estátuas, quando apenas as veneramos. Numa daquelas ocasiões, um dos pastores pediu para todos os presentes orarem pela conversão de João Paulo II...
Estátuas do candomblé são destruídas nas margens do Lago Paranoá, em Brasília. Quem são os autores? Pelo que é dito por pastores evangélicos nas TVs brasileiras, esbravejando contra “macumbeiros”, é fácil a polícia achar uma pista. Não prende ninguém porque não quer.
Numa democracia, as leis são sempre decididas pela maioria. Isso não significa que a maioria tem o direito de impor, p. ex., sua religião sobre os outros. Nesse sentido, o melhor exemplo vem dos Estados Unidos, onde existe efetivamente a separação entre o Estado e a religião, ainda que em sua moeda se leia In God we trust. Questão cultural. Se o marxismo um dia vier a se estabelecer naquele país, por decisão da maioria, a moeda bem que poderia ter a legenda In Marx we trust. Seria apenas uma questão de coerência. Bobagem é o que se verifica na França, quando estudantes islâmicas são proibidas de usarem véus nas escolas, e cristãos de pendurarem um crucifixo no pescoço, ao mesmo tempo em que se pode vestir uma camisa com o rosto do serial killer Che Guevara, “el chancho” (o porco) ou de um cantor pop especializado em consumir drogas pesadas.
Se a maioria do povo brasileiro tem origem cristã, não há nenhum motivo para que todos os símbolos religiosos, cristãos ou não, sejam simplesmente apagados da vida nacional. Nossa Senhora é a padroeira do Brasil porque a maioria do povo é católica. Nada mais justo dentro de um Estado democrático, por mais que os marxistas, os positivistas e os talibãs evangélicos esperneiem.
Fonte: http://www.webartigos.com/articles/2386/1/Nossa-Senhora-Aparecida-E-Os-Evangelicos/pagina1.html#ixzz13YNvrMf7
Félix Maier
Todo ano, por ocasião da festa de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, há vozes que se levantam contra o evento religioso, a exemplo de ateus, positivistas e, principalmente, evangélicos. Na última década, a oposição à figura da mãe de Cristo não tem se atido a palavras, mas também a ações violentas, típicas da intolerância religiosa vista há pouco tempo entre os talibãs, quando estes subjugaram o Afeganistão à lei corânica.
Em 12 de outubro de 1995, vimos, estarrecidos, o pastor Sérgio von Helder, da Igreja Universal do Reino de Deus, chutar uma estátua de N. Sra. Aparecida em um programa de TV. O pastor aloprado recebeu 2 anos de condenação, que foi transformado em pena alternativa, e foi transferido para uma igreja da Universal na África, para esfriar a cabeça oca. O mascate da fé eletrônica deveria ter ficado pelo menos uns 20 anos no xilindró, porque aquele ato insano poderia ter provocado uma reação sem limites dos católicos de todo o Brasil. Ainda bem (será mesmo?) que os católicos dão a outra face a tapa, quando levam um soco na cara. Se um ato semelhante tivesse sido cometido contra a religião islâmica, por certo todas as igrejas de Edir Macedo teriam sido incendiadas. E ele próprio explodido por algum homem-bomba.
Um pouco antes do triste episódio, já havia uma “guerra santa” entre a TV Globo e a Igreja Universal. A Globo exibia a minissérie Decadência, com Edson Celulari no papel de Edir Macedo. A Universal rebatia os tiros na sua própria TV, a Record, no programa “25ª Hora”, além da panfletagem anti-Globo em seu jornal Folha Universal, então com uma tiragem média de 700.000 exemplares. Recentemente, por ocasião da inauguração da Record News, Edir Macedo destilou todo seu veneno acumulado por quase duas décadas contra a Rede Globo, na presença do presidente Lula e outros convidados ilustres.
Anos atrás, o advogado evangélico Eurípedes José de Farias entrou na Justiça contra Nossa Senhora Aparecida. Seu alvo é a lei 6.802, de 1980, que consagrou a Santa como padroeira do Brasil e declarou o dia 12 de outubro feriado nacional em sua homenagem. “Os evangélicos também são brasileiros e para nós isso é idolatria” – afirma o zangado causídico, que espera receber R$ 1,2 milhão por cada ação movida por ele contra a Padroeira, ao mesmo tempo em que escreve o livro “Nossa Senhora e a batalha nos tribunais”. Mais grana em jogo. “Templo é dinheiro” – diria o casal de líderes da Igreja Renascer presos nos EUA este ano, por contrabando de dólares.
Se Jesus Cristo fosse escolhido padroeiro do Brasil, certamente os evangélicos acolheriam a medida sem contestação alguma. A propósito, o então senador Paulo Octavio, hoje vice-governador do Distrito Federal, já propôs que Cristo Rei seja declarado padroeiro do Brasil. Obviamente, a idéia é destituir N. Sa. Aparecida do posto de Padroeira, nada mais. Mas, aí os positivistas e marxistas também poderiam se sentir discriminados. E todos os adeptos das outras religiões, como os budistas e os muçulmanos. Sendo os católicos maioria no Brasil, não é nenhuma aberração que Nossa Senhora seja a Padroeira. Quando todos os brasileiros forem ateus, Karl Marx será um ótimo nome para padroeiro. E poderá ser retirada da Constituição a palavra “em nome de Deus”. E também retirados os crucifixos das paredes do Parlamento e do Supremo Tribunal Federal.
Engraçados, esses protestantes, que tanto acusam os católicos, de que adoram estátuas, quando na verdade sabem muito bem que apenas veneram a Mãe do Salvador, assim como se guarda com carinho uma fotografia da mãe, da avó ou da esposa, para afagar de vez em quando, seja num álbum caprichosamente montado em casa, seja a foto guardada em uma simples carteira de dinheiro.
Ora, todos os cristãos – inclusive os evangélicos - sabem muito bem que sem Nossa Senhora não haveria Jesus Cristo. Por que, então, toda essa ignorância e intolerância contra Maria? Até o Corão, livro sagrado do islamismo, que se originou a partir do judaísmo e do cristianismo, tem um capítulo, de número 19, especialmente dedicado a Nossa Senhora, denominado Maryam (Maria), que em árabe quer dizer “devota”. E o nome de Maryam, a Mãe de Nosso Salvador e Mãe de todos os cristãos, é citado 33 vezes no livro sagrado do islã. Por que pessoas que se dizem cristãs não conseguem ter veneração por uma mulher tão singular, tão “cheia de graça”, cujo corpo imaculado nem sequer os muçulmanos colocam em dúvida? “O anjo disse: Assim seja, pois o Senhor disse: Isto é fácil para mim” (Maryam, 19:17).
A intolerância dos talibãs evangélicos só tem crescido nos últimos anos. Na cidade de Valparaíso, GO, cidade do entorno do DF, ocorreu uma jihad tapuia. A inauguração de uma estátua de São Francisco de Assis numa praça da cidade gerou reclamações de evangélicos, que exigiram a imediata retirada da escultura do santo que é, por sinal, o padroeiro da cidade. Segundo a revista Time, São Francisco é o maior santo do segundo milênio.
No Rio de Janeiro, o Morro Santa Marta foi rebatizado pelos evangélicos como sendo o “Morro Dona Marta”. Só não mudou o barulho dos foguetes e da fuzilaria dos traficantes, que continuam atuando como dantes, no terreiro dos xavantes. Nem mesmo Caco Barcelos em seu livro Abusado – o dono do Morro Dona Marta (Record, 2003) sabe onde pisa, pois uma foto interna do livro se refere à “Favela Santa Marta”. Se prosseguir o intento talibã, logo os “bíblias” estarão modificando os nomes dos Estados, das cidades e das instituições nacionais. Que tal Estado de Dona Catarina, Cidade de Dom Paulo, Casa da Dona Misericórdia, Hospital Dona Helena? A propósito, durante o governo Antony Garotinho, uma força de elite policial era composta quase que exclusivamente por evangélicos. O mesmo ocorreu em uma unidade do Exército no Nordeste, quando militares evangélicos eram os preferidos na transferência para lá.
Nem mesmo minha tranqüila Joaçaba, SC, que recentemente apareceu no mapa do Brasil por conta da briga de dois ganhadores da Megasena, escapou da intolerância evangélica. Primeiro, foi negado pela Câmara dos Vereadores que se colocasse o nome de Frei Edgar numa praça em frente à catedral que o frade em questão havia construído, além de ter levantado o Hospital Santa Terezinha e o Colégio Crito Rei. Enfim, um benfeitor de toda a cidade. Depois, em uma mesa redonda, evangélicos se posicionaram contra a construção de uma estátua a Frei Bruno, que será a 4ª maior do mundo, depois de uma estátua gigante que será construída na Índia, da Estátua da Liberdade e do Cristo Redentor. Pergunto: qual o direito de os evangélicos serem contra a construção da estátua em que não irão despender sequer um centavo? E se os joaçabenses construíssem uma estátua gigante de Buda no mesmo local, qual o problema? A estultice evangélica não consegue ver que tal monumento só traz benefício para a cidade, pelo acréscimo de turistas do Brasil e do mundo inteiro que acorrerão ao local.
Durante cerimônia de casamento de um meu irmão, também em Joaçaba, realizada numa Igreja Presbiteriana, o pastor passou a atacar a Igreja Católica, chamou o Papa de anticristo e referiu-se aos padres como “morcegos”, talvez devido à roupa preta que uns poucos sacerdotes ainda usam. Esqueceu-se o infeliz pastor que ele era na verdade o “urubu-rei”, já que, durante as rezas e os escárnios, estava metido num traje tão ou mais preto quanto o dos seus desafetos.
Sérgio von Helder continua fazendo escola. No dia 25 de outubro de 2004, José Rocha do Nascimento, da mesma igreja do pastor talibã, invadiu a Catedral Militar Rainha da Paz, em Brasília, durante a reza do terço, ergueu a imagem de Nossa Senhora e a jogou no chão, onde se espatifou em quatro pedaços. Levado para a 3ª Delegacia de Polícia, no Cruzeiro, disse que aquele tinha sido “o dia mais feliz de minha vida”. E acrescentou: “Deus está contente por eu ter feito isso. Ele não gosta da idolatria” (Correio Braziliense, 7/11/2004, pg. 28).
Felizmente, episódio bem diferente se observa na Vila Naval Almirante Visconde de Inhaúma – Área Alfa, perto de Valparaíso, GO. Na Capela Sagrado Coração de Jesus e Maria, ocorrem cultos, tanto de católicos, quanto de evangélicos. A única exigência dos evangélicos é que as estátuas dos santos sejam retiradas antes do culto. Um ecumenismo que deveria ser a regra neste País, não a exceção.
Nestes anos todos, eu, que sou católico, nunca ouvi nenhum padre falar mal de outra religião. O mesmo não ocorre com os evangélicos. Em duas ocasiões, eu fui assistir a um culto da Assembléia de Deus, no Rio de Janeiro, a convite de meu cunhado. Lá, ouvi críticas de pastores contra os católicos, repetindo a lenga-lenga de que nós adoramos estátuas, quando apenas as veneramos. Numa daquelas ocasiões, um dos pastores pediu para todos os presentes orarem pela conversão de João Paulo II...
Estátuas do candomblé são destruídas nas margens do Lago Paranoá, em Brasília. Quem são os autores? Pelo que é dito por pastores evangélicos nas TVs brasileiras, esbravejando contra “macumbeiros”, é fácil a polícia achar uma pista. Não prende ninguém porque não quer.
Numa democracia, as leis são sempre decididas pela maioria. Isso não significa que a maioria tem o direito de impor, p. ex., sua religião sobre os outros. Nesse sentido, o melhor exemplo vem dos Estados Unidos, onde existe efetivamente a separação entre o Estado e a religião, ainda que em sua moeda se leia In God we trust. Questão cultural. Se o marxismo um dia vier a se estabelecer naquele país, por decisão da maioria, a moeda bem que poderia ter a legenda In Marx we trust. Seria apenas uma questão de coerência. Bobagem é o que se verifica na França, quando estudantes islâmicas são proibidas de usarem véus nas escolas, e cristãos de pendurarem um crucifixo no pescoço, ao mesmo tempo em que se pode vestir uma camisa com o rosto do serial killer Che Guevara, “el chancho” (o porco) ou de um cantor pop especializado em consumir drogas pesadas.
Se a maioria do povo brasileiro tem origem cristã, não há nenhum motivo para que todos os símbolos religiosos, cristãos ou não, sejam simplesmente apagados da vida nacional. Nossa Senhora é a padroeira do Brasil porque a maioria do povo é católica. Nada mais justo dentro de um Estado democrático, por mais que os marxistas, os positivistas e os talibãs evangélicos esperneiem.
Fonte: http://www.webartigos.com/articles/2386/1/Nossa-Senhora-Aparecida-E-Os-Evangelicos/pagina1.html#ixzz13YNvrMf7
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
A CARA DO NOVO CONGESSO
O Congresso Tiririca
Uma pesquisa exclusiva ÉPOCA/Ibope ajuda a entender por que o palhaço cantor virou o símbolo das eleições para deputado e senador
Desde o início da propaganda eleitoral na TV, o palhaço Tiririca, nome artístico do humorista Francisco Oliveira Silva, de 45 anos, candidato a deputado federal em São Paulo pelo PR, repete dois slogans que viraram as marcas de sua campanha. O primeiro é “Vote em Tiririca. Pior que está não fica”. O segundo é “Você sabe o que faz um deputado federal? Eu não sei, mas vote em mim que eu te conto”.
O próprio sucesso eleitoral de Tiririca, um dos prováveis campeões de voto para deputado federal, sugere a nulidade do primeiro bordão. Com uma campanha rica e organizada, Tiririca é incapaz de defender ou formular minimamente qualquer proposta e debocha acintosamente do sistema eleitoral.
Filipe Redondo / ÉPOCA Cerca de 60% dos eleitores acham que arrumar emprego, ajudar aliados e promover eventos de lazer são funções de um deputado federal
Só 13% valorizam em primeiro lugar os parlamentares que estudam e participam das votações importantes do país
73% afirmam que o total de deputados federais e senadores da República deveria diminuir
Estima-se que, em números absolutos, Tiririca poderá ser o parlamentar mais votado do Brasil, com potencial para atingir mais de 1 milhão de sufrágios. Esse índice seria suficiente para levar em sua garupa mais quatro ou cinco deputados para Brasília, beneficiando candidatos menos votados da coligação, que inclui PT, PCdoB, PRB e PTdoB.
Enquanto o primeiro bordão de Tiririca tende a ser desmentido pelos fatos, o segundo resume com precisão um tipo de deficiência que parece generalizado entre os eleitores. Uma pesquisa inédita feita pelo Ibope sobre o grau de conhecimento a respeito das funções de deputados e senadores mostra exatamente aquilo que Tiririca não para de repetir: a maior parte das pessoas aptas a votar não sabe bem ao certo para que serve um congressista.
O questionário da pesquisa foi elaborado por ÉPOCA com o auxílio do cientista político Fernando Abrucio e de profissionais do Ibope. A pesquisa mostra que a maioria dos eleitores é capaz de identificar corretamente algumas atribuições dos parlamentares. Quase 90% concordam que “votar pela criação ou reforma de leis” é função de um deputado. Além disso, 83% responderam positivamente à questão sobre a fiscalização do governo federal pelo Legislativo. Mas, em geral, prevalece na cabeça do eleitor a confusão.
Uma pesquisa exclusiva ÉPOCA/Ibope ajuda a entender por que o palhaço cantor virou o símbolo das eleições para deputado e senador
Desde o início da propaganda eleitoral na TV, o palhaço Tiririca, nome artístico do humorista Francisco Oliveira Silva, de 45 anos, candidato a deputado federal em São Paulo pelo PR, repete dois slogans que viraram as marcas de sua campanha. O primeiro é “Vote em Tiririca. Pior que está não fica”. O segundo é “Você sabe o que faz um deputado federal? Eu não sei, mas vote em mim que eu te conto”.
O próprio sucesso eleitoral de Tiririca, um dos prováveis campeões de voto para deputado federal, sugere a nulidade do primeiro bordão. Com uma campanha rica e organizada, Tiririca é incapaz de defender ou formular minimamente qualquer proposta e debocha acintosamente do sistema eleitoral.
Filipe Redondo / ÉPOCA Cerca de 60% dos eleitores acham que arrumar emprego, ajudar aliados e promover eventos de lazer são funções de um deputado federal
Só 13% valorizam em primeiro lugar os parlamentares que estudam e participam das votações importantes do país
73% afirmam que o total de deputados federais e senadores da República deveria diminuir
Estima-se que, em números absolutos, Tiririca poderá ser o parlamentar mais votado do Brasil, com potencial para atingir mais de 1 milhão de sufrágios. Esse índice seria suficiente para levar em sua garupa mais quatro ou cinco deputados para Brasília, beneficiando candidatos menos votados da coligação, que inclui PT, PCdoB, PRB e PTdoB.
Enquanto o primeiro bordão de Tiririca tende a ser desmentido pelos fatos, o segundo resume com precisão um tipo de deficiência que parece generalizado entre os eleitores. Uma pesquisa inédita feita pelo Ibope sobre o grau de conhecimento a respeito das funções de deputados e senadores mostra exatamente aquilo que Tiririca não para de repetir: a maior parte das pessoas aptas a votar não sabe bem ao certo para que serve um congressista.
O questionário da pesquisa foi elaborado por ÉPOCA com o auxílio do cientista político Fernando Abrucio e de profissionais do Ibope. A pesquisa mostra que a maioria dos eleitores é capaz de identificar corretamente algumas atribuições dos parlamentares. Quase 90% concordam que “votar pela criação ou reforma de leis” é função de um deputado. Além disso, 83% responderam positivamente à questão sobre a fiscalização do governo federal pelo Legislativo. Mas, em geral, prevalece na cabeça do eleitor a confusão.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Na ONU, presidente do Irã diz que 11/9 foi farsa
Enviado por luisnassif, sex, 24/09/2010 - 07:29
Por carloslbf
Da Folha.com
A delegação americana na ONU (Organização das Nações Unidas) classificou como "repugnante" a teoria do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, de que os ataques de 11 de Setembro podem ter sido uma farsa apoiada pelo próprio governo dos Estados Unidos.
Em seu discurso a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Ahmadinejad explicou que há três teorias sobre os ataques de 11 de Setembro --e os americanos saíram da sala antes de ouvir a terceira delas.
A primeira: que um "grupo terrorista poderoso e complexo" conseguiu passar pelo sistemas de inteligência e segurança dos EUA. A segunda: "que alguns segmentos dentro do governo dos EUA orquestraram o ataque para reverter o declínio da economia americana e seu controle no Oriente Médio, também para salvar o regime sionista" --segundo o iraniano, "a maioria do povo americano, bem como de outras nações, e políticos concordam com essa visão".
Nesse momento, os americanos se levantaram e deixaram o auditório sem ouvir a terceira teoria, de que o ataque foi obra de "um grupo terrorista, mas que o governo americano apoiou e tirou vantagem da situação". Várias delegações europeias também saíram. Um diplomata europeu disse que as delegações europeias deixaram a sala em solidariedade aos EUA.
"Em vez de representar as aspirações e a boa vontade do povo iraniano, o senhor Ahmadinejad novamente escolheu declamar teorias conspiratórias repugnantes e calúnias antisemitas, que são tão detestáveis e ilusórias quanto previsíveis", afirmou o porta-voz da missão americana da ONU, Mark Kornblau, em comunicado logo após as declarações polêmicas do iraniano.
MAIS POLÊMICA
Em seu discurso, ele criticou ainda o sistema capitalista, defendeu o direito dos palestinos "exercerem sua soberania e escolherem seus líderes" e comentou a questão nuclear.
"Foi dito que as potências querem pressionar o Irã para o diálogo, mas o Irã sempre esteve pronto para o diálogo", disse o iraniano, que citou ainda a iniciativa de Brasil e Turquia para se chegar a um acordo de troca de combustíveis nucleares, que "recebeu uma reação inapropriada das potências".
Ahmadinejad defendeu a reforma da ONU "para que todos os países possam participar", e criticou a Assembleia Geral e o Conselho de Segurança, como instituições monopolizadas pelas grandes potências. Ainda criticou a figura do secretário-geral da ONU, dizendo que deveria ser independente e não sofrer pressão.
O polêmico presidente ainda citou as ameaças de queimar o Alcorão, planejadas por uma pequena igreja americana na Flórida para marcar o aniversário do 11/9. Apesar de a igreja ter voltado atrás, deu origem a vários vídeos de pessoas queimando o livro sagrado muçulmano, publicados na internet e divulgados no mundo muçulmano.
"Muito recentemente o mundo testemunhou o ato feio e desumano de queimar o sagrado Alcorão", disse Ahmadinejad.
Ele rapidamente citou as quatro rodadas de sanções impostas ao país pelas Nações Unidas por causa de seu programa nuclear. Segundo Ahmadinejad, alguns membros do Conselho de Segurança da ONU "igualaram energia nuclear com bombas nucleares".
Também acusou os EUA de construir um arsenal nuclear em vez de se desarmar, e reiterou seu pedido para um mundo livre de armas nucleares.
"A bomba nuclear é a pior arma desumana e que deve ser totalmente eliminada. O TNP [Tratado de Não Proliferação] proíbe seu desenvolvimento e estoquem e pede o desarmamento nuclear", lembrou Ahmadinejad.
Por carloslbf
Da Folha.com
A delegação americana na ONU (Organização das Nações Unidas) classificou como "repugnante" a teoria do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, de que os ataques de 11 de Setembro podem ter sido uma farsa apoiada pelo próprio governo dos Estados Unidos.
Em seu discurso a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Ahmadinejad explicou que há três teorias sobre os ataques de 11 de Setembro --e os americanos saíram da sala antes de ouvir a terceira delas.
A primeira: que um "grupo terrorista poderoso e complexo" conseguiu passar pelo sistemas de inteligência e segurança dos EUA. A segunda: "que alguns segmentos dentro do governo dos EUA orquestraram o ataque para reverter o declínio da economia americana e seu controle no Oriente Médio, também para salvar o regime sionista" --segundo o iraniano, "a maioria do povo americano, bem como de outras nações, e políticos concordam com essa visão".
Nesse momento, os americanos se levantaram e deixaram o auditório sem ouvir a terceira teoria, de que o ataque foi obra de "um grupo terrorista, mas que o governo americano apoiou e tirou vantagem da situação". Várias delegações europeias também saíram. Um diplomata europeu disse que as delegações europeias deixaram a sala em solidariedade aos EUA.
"Em vez de representar as aspirações e a boa vontade do povo iraniano, o senhor Ahmadinejad novamente escolheu declamar teorias conspiratórias repugnantes e calúnias antisemitas, que são tão detestáveis e ilusórias quanto previsíveis", afirmou o porta-voz da missão americana da ONU, Mark Kornblau, em comunicado logo após as declarações polêmicas do iraniano.
MAIS POLÊMICA
Em seu discurso, ele criticou ainda o sistema capitalista, defendeu o direito dos palestinos "exercerem sua soberania e escolherem seus líderes" e comentou a questão nuclear.
"Foi dito que as potências querem pressionar o Irã para o diálogo, mas o Irã sempre esteve pronto para o diálogo", disse o iraniano, que citou ainda a iniciativa de Brasil e Turquia para se chegar a um acordo de troca de combustíveis nucleares, que "recebeu uma reação inapropriada das potências".
Ahmadinejad defendeu a reforma da ONU "para que todos os países possam participar", e criticou a Assembleia Geral e o Conselho de Segurança, como instituições monopolizadas pelas grandes potências. Ainda criticou a figura do secretário-geral da ONU, dizendo que deveria ser independente e não sofrer pressão.
O polêmico presidente ainda citou as ameaças de queimar o Alcorão, planejadas por uma pequena igreja americana na Flórida para marcar o aniversário do 11/9. Apesar de a igreja ter voltado atrás, deu origem a vários vídeos de pessoas queimando o livro sagrado muçulmano, publicados na internet e divulgados no mundo muçulmano.
"Muito recentemente o mundo testemunhou o ato feio e desumano de queimar o sagrado Alcorão", disse Ahmadinejad.
Ele rapidamente citou as quatro rodadas de sanções impostas ao país pelas Nações Unidas por causa de seu programa nuclear. Segundo Ahmadinejad, alguns membros do Conselho de Segurança da ONU "igualaram energia nuclear com bombas nucleares".
Também acusou os EUA de construir um arsenal nuclear em vez de se desarmar, e reiterou seu pedido para um mundo livre de armas nucleares.
"A bomba nuclear é a pior arma desumana e que deve ser totalmente eliminada. O TNP [Tratado de Não Proliferação] proíbe seu desenvolvimento e estoquem e pede o desarmamento nuclear", lembrou Ahmadinejad.
O início da era do petróleo no Brasil
Enviado por luisnassif, sex, 24/09/2010 - 09:16
A venda das ações da Petrobras –hoje na Bolsa Mercantil & Futuros (BM&F) – marca oficialmente a entrada do país na era do pré-sal. Ainda esta semana, uma enorme plataforma, recém-chegada da China, iniciou as primeiras perfurações na bacia.
É curiosa a maneira como a politização obsessiva tratou da questão do pré-sal.
Quando a Petrobras obteve a auto-suficiência, em vez de celebração, o feito foI tratado com desdém e ceticismo por boa parte da velha mídia.
***
Mais tarde, quando foram anunciadas as primeiras projeções sobre as reservas do pré-sal, novo festival de dúvidas. Em várias órgãos da imprensa mundial, as descobertas eram celebradas como as mais relevantes da década. Internamente, tratadas com eloquentes manifestações de dúvida, como se o país não fosse merecedor da dádiva do pré-sal, não sabendo separar ganhos do país de ganhos político do governo.
Um breve apanhado de análises e reportagens sobre o tema serviria para comprovar o ridículo das apostas negativas,
***
Depois, chegou-se na fase da definição do modelo de exploração. A idéia inicial – vitoriosa – era a de que as reservas do pré-sal deveriam ser uma ferramenta de desenvolvimento para o país. Logo, o modelo a ser adotado deveria permitir ao país absorver a maior parte do lucro proveniente da exploração.
Em geral, quando existe risco exploratório, adota-se o modelo de concessão, pelo qial as concessionárias correm o risco de furar poços vazios. Quando há certeza sobre o potencial, regime de partilha, no qual as concessionárias entregam parte da produção ao Estado.
Apesar de ser o modelo mais adequado para os casos de exploração de baixo risco, a decisão gerou um festival de críticas e de previsões de que o seria um fracasso.
Não adiantavam manifestações de empresas do mundo inteiro, interessadas em participar do pré-sal em qualquer das modalidades de exploração existentes. A previsão fatal dos ditos especialistas era a de que o modelo adotado significaria o fracasso na atração de empresas que poderia participar da exploração do pré-sal. Não ocorreu.
***
Finalmente, partiu-se para a capitalização da Petrobras. Foi planejado o movimento de venda de ações, com a União integralizando sua participação com reservas comprovadas. Novo carnaval em torno do preço a ser considerado para o barril de petróleo não explorado.
Depois, um festival interminável de manchetes nos principais jornais, visando jogar o preço das ações para baixo, para beneficiar os especuladores.
Fez-se de tudo. Manchetes com declarações de dirigentes da Agência Nacional de Petróleo (ANP), terrorismo com os efeitos do desastre do Golfo do México sobre a prospecção de petróleo em águas profundas. O apogeu foi a "denúncia" do jornal O Estado de S. Paulo de que, quando contratava funcionários, a Petrobras solicitava a folha corrida dos candidatos à Polícia Civil paulista. Uma medida de racionalização, de prudência, adotada por qualquer grande empresa, foi tratada como se atentado aos direitos individuais. A "denúncia" durou três dias, até se constatar que os dados solicitados não eram sigilosos.
Ao bater o martelo dando início à temporada de venda de ações, o país poderá celebrar uma grande conquista. Apesar da enorme torcida contrária.
A venda das ações da Petrobras –hoje na Bolsa Mercantil & Futuros (BM&F) – marca oficialmente a entrada do país na era do pré-sal. Ainda esta semana, uma enorme plataforma, recém-chegada da China, iniciou as primeiras perfurações na bacia.
É curiosa a maneira como a politização obsessiva tratou da questão do pré-sal.
Quando a Petrobras obteve a auto-suficiência, em vez de celebração, o feito foI tratado com desdém e ceticismo por boa parte da velha mídia.
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Mais tarde, quando foram anunciadas as primeiras projeções sobre as reservas do pré-sal, novo festival de dúvidas. Em várias órgãos da imprensa mundial, as descobertas eram celebradas como as mais relevantes da década. Internamente, tratadas com eloquentes manifestações de dúvida, como se o país não fosse merecedor da dádiva do pré-sal, não sabendo separar ganhos do país de ganhos político do governo.
Um breve apanhado de análises e reportagens sobre o tema serviria para comprovar o ridículo das apostas negativas,
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Depois, chegou-se na fase da definição do modelo de exploração. A idéia inicial – vitoriosa – era a de que as reservas do pré-sal deveriam ser uma ferramenta de desenvolvimento para o país. Logo, o modelo a ser adotado deveria permitir ao país absorver a maior parte do lucro proveniente da exploração.
Em geral, quando existe risco exploratório, adota-se o modelo de concessão, pelo qial as concessionárias correm o risco de furar poços vazios. Quando há certeza sobre o potencial, regime de partilha, no qual as concessionárias entregam parte da produção ao Estado.
Apesar de ser o modelo mais adequado para os casos de exploração de baixo risco, a decisão gerou um festival de críticas e de previsões de que o seria um fracasso.
Não adiantavam manifestações de empresas do mundo inteiro, interessadas em participar do pré-sal em qualquer das modalidades de exploração existentes. A previsão fatal dos ditos especialistas era a de que o modelo adotado significaria o fracasso na atração de empresas que poderia participar da exploração do pré-sal. Não ocorreu.
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Finalmente, partiu-se para a capitalização da Petrobras. Foi planejado o movimento de venda de ações, com a União integralizando sua participação com reservas comprovadas. Novo carnaval em torno do preço a ser considerado para o barril de petróleo não explorado.
Depois, um festival interminável de manchetes nos principais jornais, visando jogar o preço das ações para baixo, para beneficiar os especuladores.
Fez-se de tudo. Manchetes com declarações de dirigentes da Agência Nacional de Petróleo (ANP), terrorismo com os efeitos do desastre do Golfo do México sobre a prospecção de petróleo em águas profundas. O apogeu foi a "denúncia" do jornal O Estado de S. Paulo de que, quando contratava funcionários, a Petrobras solicitava a folha corrida dos candidatos à Polícia Civil paulista. Uma medida de racionalização, de prudência, adotada por qualquer grande empresa, foi tratada como se atentado aos direitos individuais. A "denúncia" durou três dias, até se constatar que os dados solicitados não eram sigilosos.
Ao bater o martelo dando início à temporada de venda de ações, o país poderá celebrar uma grande conquista. Apesar da enorme torcida contrária.
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