sábado, 21 de janeiro de 2012
DOIS BRASÍS - SEXTA PARTE
João Almeida
SEXTA PARTE
A FÉ NO BRASIL B.
Conhecemos o Sr. Waldomiro Santiago, sabemos que por quase vinte anos foi integrante da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) da qual desligou-se em 1997 após problemas com a liderança. Mora num condominio de luxo em Santana da Parnaiba e quem quizer saber na integra todos os seus bens é só pesquisar.
O carioca de origem grega Silas Lima Malafaia está na televisão falando de Deus a muito tempo. Seu programa Vitória em Cristo é como um longo comercial da Polishop – ofertas e promoções de DCs, livros e DVDs de sua empresa, a Central Gospel
A Vitória em Cristo tem 150 pastores contratados, cujos benefícios incluem casa mobiliada, escola para os filhos e plano de saúde. O salário de um pastor iniciante gira em torno dos 3 mil reais e pode chegar aos 20 mil por mês, com direito a carro do ano. “Mas não adianta o cara vir com chorumela: tem que saber ler a Bíblia, pregar, explicar”, disse.
Agora imaginem um pastor no sertão vivendo da forma mais simples possivel ? imaginaram ? pois eles existem! E diante de tantas adversidades não épossível que seu crédito com Deus não seje righorosamente grande.
O PASTOR NO BRASIL A E AS OVELHAS NO BRASIL B.
E o Sr. Waldomiro Santiago ?
Durante quase vinte anos foi integrante da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) da qual desligou-se em 1997 após problemas com a liderança. Alguns dias depois fundou a Igreja Mundial do Poder de Deus, que absorveu parte dos membros da IURD, e hoje conta com mais de 1400 templos espalhados pelo Brasil, sendo a sua maioria no estado de São Paulo.
Autodenominado apóstolo, Santiago nunca se formou em nenhum curso de teologia nem de oratória. Considerado "o mais fulgurante fenômeno religioso do Brasil
Quem assiste ao programa do Apóstolo Valdemiro Santiago, sabe que ele vive chorando miséria, diz estar sendo perseguido e o programa pode até sair do ar, por falta de dinheiro e tudo mais. Tolo que acredita nessa conversa.
Com o crescimento da Igreja Mundial, o padrão de vida de Valdemiro Santiago mudou radicalmente, embora ele continue cultivando a imagem de homem simples diante dos fiéis.
Atualmente Valdemiro mora num condomínio de luxo em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. Quando precisa se deslocar, ele tem a sua disposição
1) Um jato Citation Excel, avaliado em R$ 18,5 milhõess, alugado há cinco meses.
2) O helicóptero menor é um Bell Jet Ranger 206B3, avaliado em R$ 1,3 milhão. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), ele já pertenceu à apresentadora Xuxa. Hoje, está em nome de uma factoring chamada Athenabanco, que diz ter vendido o aparelho à Mundial no fim de 2008, em 12 parcelas.
3) O helicóptero grande é um Agusta A109-C, comprado pela Mundial em setembro de 2009, por R$ 5,1 milhões. Potente, luxuoso e seguro, o Agusta é um dos aparelhos mais cobiçados do segmento.
Para embarques e desembarques perto de casa, Valdemiro usa o heliponto de Amilcare Dallevo, dono da Rede TV! É uma situação provisória, já que amigos, disseram que vai construir um perto de sua casa e outro perto do enorme templo que está erguendo na Zona Sul de São Paulo.
Valdemiro ainda pretende comprar um Agusta Grand, o mais sofisticado da marca, que custa uns US$ 7 milhões. “A igreja está em expansão na África”, afirma Ronaldo Didini, consultor de mídia da Igreja Mundial. Didini já foi o homem de confiança de Edir Macedo na Igreja Universal.
Em seu próprio nome, o patrimônio de Valdemiro é bem menor. Com a mulher, a bispa Franciléia, ele é sócio de uma empresa de comunicação e de uma gravadora de CDs, que trabalham para a igreja.
O carioca de origem grega Silas Lima Malafaia está na televisão falando de Deus a muito tempo. Seu programa Vitória em Cristo é como um longo comercial da Polishop – ofertas e promoções de DCs, livros e DVDs de sua empresa, a Central Gospel.
Oficialmente, a renda do casal sai apenas da venda dos livros e CDs. Os outros bens de Valdemiro são um Fusca 1969, uma moto 125 cilindradas e uma picape Dodge RAM 2.500 avaliada em R$ 100 mil.Com joias e roupas chamativas, ela acompanha Valdemiro nos cultos e ora chorando. Ainda é sócia da editora que publica livros da Mundial.
Enfim, mais uma igreja do Brasil A, explorando o Brasil B.
Mas não paramos aqui, vamos conhecer outra figura da exploração da fé, Silas Malafaia.
Com uma leitura singular da Bíblia, o pastor Silas Malafaia ataca feministas, homossexuais e esquerdistas enquanto prega que é dando muito que se recebe ainda mais
Há 29 anos, o carioca de origem grega Silas Lima Malafaia está na televisão falando de Deus. Seu programa Vitória em Cristo é como um longo comercial da Polishop – ofertas e promoções de DCs, livros e DVDs de sua empresa, a Central Gospel –, intercalado de sermões bíblicos e mensagens na linha motivacional/autoajuda de matriz norte-americana. Dublado em inglês, é transmitido via satélite para 200 países pela Daystar e Inspiration Network, redes evangélicas dos Estados Unidos. No Brasil, Malafaia pode ser visto na Rede TV, Rede Bandeirantes e CNT, emissoras nas quais compra horário
os 53 anos, Malafaia anda impecavelmente penteado e se veste com apuro, não obstante os ternos marrons e as gravatas em tons plausíveis apenas na paleta da Caran D’Ache. Há anos, compra roupas e acessórios na mesma loja de um shopping na Flórida.
Entre o anúncio de um kit de Bíblias e a interpretação de um versículo, Malafaia também divulga campanhas para arrecadar doações, como a do Clube de 1 Milhão de Almas, na qual o fiel doa 1 mil reais em troca de uma graça igualmente generosa. O objetivo é levantar 1 bilhão de reais com 1 milhão de doações. No final de agosto, o contador eletrônico de seu site contabilizava quase 38 mil adesões. Malafaia também já pediu para os fiéis doarem parte do aluguel e 30% de seus rendimentos, em vez do dízimo literal de 10%. Em abril, quando tinha uma promissória de 1,5 milhão de reais a vencer, superou-se: pediu ofertas individuais de 100 mil reais. Levantou o dinheiro em menos de uma semana.
No ano passado, a entidade adquiriu por 4 milhões de dólares, nos Estados Unidos, um jato Gulfstream III de segunda mão. É nele que Malafaia e sua família se locomovem pelo Brasil e no exterior. Fabricado em 1986, o avião tem doze lugares, sofá, cozinha, sistema individual de entretenimento e autonomia de oito horas de voo. Em sua fuselagem está escrito In favour of God.
Numa manhã de julho, em seu escritório decorado com sobriedade em tons de preto e carvalho, ele usava um cardigã de listas azuis e brancas da grife Tommy Hilfiger, calça social e sapatos de verniz pretos. Como muitos pastores, também é adepto do relógio dourado, do anel de brilhantes na mão direita e, eventualmente, do celular pendurado no cinto.
Até dezembro de 2009, Malafaia era somente um pastor auxiliar, apresentador de tevê, conferencista motivacional e dono da Editora Central Gospel. Com a morte de seu sogro, que foi por 43 anos titular da Assembleia de Deus da Penha, Malafaia assumiu um rebanho de 17 mil fiéis e 104 templos espalhados pelo estado do Rio. Sua primeira medida foi adicionar o nome Vitória em Cristo para caracterizar sua própria igreja. Para fazê-lo, pediu demissão do cargo de tesoureiro da Convenção Geral das Assembleias de Deus, que era contrária à criação da subdenominação. Deixou a função dizendo que as finanças da instituição eram “caso de polícia”.
A Vitória em Cristo tem 150 pastores contratados, cujos benefícios incluem casa mobiliada, escola para os filhos e plano de saúde. O salário de um pastor iniciante gira em torno dos 3 mil reais e pode chegar aos 20 mil por mês, com direito a carro do ano. “Mas não adianta o cara vir com chorumela: tem que saber ler a Bíblia, pregar, explicar”, disse. Em sua igreja, fiéis desempregados ou recém-demitidos têm direito a uma cesta básica (“E não é com arroz de quinta, não!”) até se restabelecerem. Desde que assumiu a igreja, ele já atraiu 7 mil novos crentes e abriu outros nove templos pelo Brasil, rompendo a redoma fluminense. Tem planos de inaugurar outras 250 igrejas nos próximos cinco anos.
Vejam com atenção artigo abaixo:
"Se tratando de movimentos neopentecostais, devemos observar que tais organizações religiosas geram diversas ambigüidades e muita frustração por meio de suas doutrinas, em inúmeros de seus seguidores, o que é bem explicado no recente livro do Dr. Paulo Romeiro – “Decepcionados com a graça” da conceituada Ed. Mundo cristão. Alguém pode concluir então - ao ler este artigo - que o comentarista estaria afirmando que “todo o mundo neopentecostal” consiste numa aglutinação sectária. Entretanto, devemos entender que o neopentecostalismo trouxe ao mundo cristão mais ensinos perniciosos do que esclarecedores, ou seja, pouco se dedicaram à transmissão do evangelho verdadeiro. As pessoas que procuram uma igreja neopentecostal, pensando se tratar de uma igreja pentecostal, muitas das vezes está “levando gato por lebre”. Inicialmente, ele julgará que aquele “prato que é lhe servido”, trata-se do genuíno evangelho de Cristo e, com o decorrer dos anos, terá - na maioria das vezes - uma grande decepção. Inúmeros artigos disseminados pela rede mundial já não vêem o movimento neopentecostal com seriedade e, na vida prática, estes “ministros” continuam, dia após dia, enchendo seus cofres profanos, com as moedas de um povo sincero.
Acredito sinceramente que as igrejas mencionadas acima sejam seitas; não merecem o devido crédito teológico, ou mesmo de uma pessoa que, piedosamente, deseja servir a Jesus Cristo. Não questiono a legitimidade da fé de nosso povo, mas o faço em relação aos seus líderes. Com a finalidade de qualificar estes segmentos evangélicos, criei a terminologia, “seitas salvíficas”. E, embora defenda veementemente este ponto de vista, sinto-me compelido a admitir que, afinal, o profundo amor de Deus alcançará grande parte daqueles que freqüentam estas instituições religiosas, pois Deus jamais rejeitará um penitente ( Jo 5.24). Todavia, os já referidos líderes, responderão pelos seus ensinos obtusos, dúbios e fraudulentos que mais produzem divisões do que edificação
DOIS BRASIS - QUINTA PARTE
João Almeida
QUINTA PARTE
Desde criança entendi que existiam várias religiões, notadamente a Católica, Adventista, Batista, Testemunhas de Jeová e etc. O perfil de cada uma podia até ser diferente, mas adotavam doutrinas fundamentais da fé cristã. Em 2008 e 2009 em São Paulo frequentei a igreja Assembleia de Deus acompanhando meu filho ali batizado e tive exatamente o sentimento de busca sem exageros, da fé humilde num só espaço, sem divulgações via satélite, e uma alegria contagiante. Sem ser evangélico me sentia muito bem pois o ambiente e a união dos fiéis registrava resultados, práticas do amor, abandono do futil, determinação na caminhada para o crescimento, e o trabalho de um pastor operário de nome Ismael de quem por motivos óbvios passeio ser admirador.
Já a algum tempo surgiram movimentos ditos evangélicos numa proliferação espantosa a quem alguns pesquisadores chamam de seita, lideradas por pastores de origens no mínimo curiosas os quais criaram distorções nos reais sentidos dos ensinamentos bíblicos. O pastor Paulo Romeiro, da Igreja Cristã da Trindade, em São Paulo disse em entrevista que ,”apareceram doutrinas como Quebra de Maldição onde a ênfase passa a ser o demônio, o abuso na área dos milagres e a Teologia da Prosperidade. Arregimentam multidões, oferecem ajuda imediata e já não falam tanto da volta de Cristo. Disse também o pastor Paulo Romeiro: “Tem pregador que nem quer que Jesus volte, porque ele está tão bem na vida hoje que a Volta de Cristo irá estragar os planos dele.”
Mas o que os evangélicos tem a ver com o tema Brasil A e Brasil B ?
Claro que tem...
O bispo Edir Macedo construiu uma casa com 2.000 metros quadrados em Campos do Jordão e a revista VEJA visitou a casa e conseguiu algumas fotos. A casa conta com 35 cômodos distribuídos em 4 andares. 18 suítes com banheira de hidromassagem, um jardim réplica do Monte das Oliveiras de Jerusalém, adega, sala de cinema, quadra de squash e elevador panorâmico. Foi trazido da Itália 600 m2 de mármore botticino com um custo de R$240.000. Ainda há dois pequenos viadutos de 200 metros para acesso à rua. O bispo ainda tem outra casa em Campos do Jordão de 4.000 m2, com 15 cômodos e 6 suítes, academia de ginástica e heliporto, foi adquirida em 96 por mais de R$1 milhão.
Dizem que depois de morar 9 anos na Flórida, Edir Macedo tem evitado permanecer nos EUA. De acordo com uma publicação, fontes da própria Igreja Universal do Reino de Deus relacionam essa distância ao julgamento de Regina Silva, ex-tesoureira de sua igreja em Nova York. Apesar de Macedo e sua família residirem nos Estados Unidos, eles têm passado cada vez mais tempo no Brasil. Regina é acusada de lavagem de dinheiro por operações feitas entre 1995 e 2001 para a Igreja Universal. A apuração do caso corre em caráter sigiloso. A Igreja Universal do Reino de Deus é investigada nos EUA desde o ano passado sob suspeita de ter praticado os crimes de lavagem de dinheiro e conspiração, similar ao que o Código Penal brasileiro chama de formação de quadrilha.
Como já disse antes, muitos do Brasil B se submetem à:
SESSÃO DO DESCARREGO DA TROCA DO ANJO
TERÇA-FEIRA ÁS 7h,15h OU 19h
"Deus" vai te dar um anjo mais forte e com certeza você terá mais sucesso, felicidade e proteção na sua vida e nos seus familiares!" Tudo isso por 300,00 no cartão ou 6 parcelas no boleto bancário.
Alem desse procedimento a igreja ainda oferece:
O cajado de Moisés, rosas ungidas, Terapia do Amor, Fogueira Santa....
No site da Igreja pode-se ver mensagens interessantes como “Envie seu sacrifício pela internet, Wallpapers -entre na fé da campanha (papel de parede) A fé por um sonho, saiba como você pode chamar a atenção de Deus. IURD no celular.
A verdade verdadeira é que estas seitas movimentam fortunas e colocam seus líderes no Brasil A, ricos, esbanjando como vimos nas fotos da nova mansão de Edir Macedo. Todos os outros líderes das demais religiões como veremos adiante, estão bem de vida, claro, bem acomodados no Brasil A. Isso porque conseguem hipnotizar as massas pobres e extremamente pobres menosprezados pela cultura e elite social, e por aqueles que foram deixados às margens de uma sociedade católica. Em seu império, quem paga as contas são os dízimos gerados pelos fiéis, que levam anos para acordar da hipnose.
Outro televangelista brasileiro que cresceu na mesma trilha de Edir Macedo foi Romildo Ribeiro Soares conhecido como R.R. Soares. É casado com a irmã de Edir mas a relação com ele é anterior. Tendo-se conhecido em 1968, na Igreja de Nova Vida , os dois fundaram "A Cruzada do Caminho Eterno", sete anos após. Em 1977, criaram a Igreja Universal do Reino de Deus. Rompeu relações em 1978 após desentendimentos teológicos. R.R. Soares não concordava com o caminho que Edir Macedo tomava na direção da IURD. Houve então a cisão e, em 1980, fundou a Igreja Internacional da Graça de Deus. Apesar de possuir uma rede de televisão, a RIT (Rede Internacional de Televisão, RR Soares comprou a peso de ouro no horário nobre um espaço de 50 minutos na Band onde apresenta o seu Show da Fé. Os bens da Igreja Internacional são consideráveis, dinheiro não é problema, mas mesmo assim o senador evangélico Marcelo Crivela conseguio que o Itamaratí concedesse um passaporte diplomático a RR Soares.
O pastor R.R. Soares é dono de um patrimônio milionário, que inclui, entre outros bens, gráficas, gravadoras, distribuidoras e emissoras de rádio e tevê. Ele é um dos evangélicos que mais aparece na televisão, comandando cultos semanais e de aconselhamento em redes abertas. Em 2009, o pastor foi citado em reportagens após ter comprado um avião King Air 350, com capacidade para oito passageiros.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Copa 2014 – Essa copa o Brasil já perdeu
Copa 2014 – Essa copa o Brasil já perdeu
| Eles gastarão bilhões tentando agradar à um. |
“A copa do mundo é nossa… Com brasileiro não há quem possa…”
| Quando que com muito menos poderiam ajudar muito mais. |
O futebol claramente cega a maioria da população brasileira. Se o dinheiro usado na Copa fosse parar nas Ilhas Caymann, metade da população se revoltaria, falaria que só tem ladrão no país, no entanto, os bilhões vão construir campos, hotéis, melhorar a infra estrutura de ALGUNS lugares, e depois?
Os bilhões que serão gastos ficarão esquecidos. O que poderia ter sido gasto comprando aparelhos pra hospitais, ajudando instituições, melhorando a infra estrutura das cidades e municípios mais carentes do Brasil, serão colocados literalmente em jogo.
| Vamos chamar a vizinhança para jantar, varreremos a sujeira pra debaixo do tapete e no final ainda ficará a louça suja. Quem vai lavar? |
O futebol deixa boa parte dos brasileiros alienados, é um dos poucos únicos motivos que faz o brasileiros se unirem em pró do mesmo objetivo: a vitória.
O futebol faz as pessoas ficarem indiferentes uma com as outras, independente de cor, credo ou classe social… Como diz a música dos Titãs. Já vi muito pai de família rica abraçar mendigo na rua quando comemorava um gol da seleção.
Toda população brasileira se une pela paixão ao futebol, mesmo pessoas que são adversárias em outras ocasiões, e torcem por times diferentes, todos esquecem o Fla x Flu ou Palmeiras x São Paulo, e só pensam que o que tem é Brasil x Alguém.
Mas infelizmente, o que acontece de pior nessa época é que a copa faz as pessoas esquecerem que milhões de outras pessoas, que gostam de futebol assim como elas, estão esperando em hospitais públicos o atendimento por horas, e quando são atendidas, não conseguem tratamento pela falta de aparelhos, ou pela infra estrutura muito pobre.
Um clássico exemplo foi o Pan Americano. Eu moro no Rio de Janeiro, e sei ( o Anderssauro também, porque ele estava aqui) muito bem no caos que o Rio se transformou durante a época do Pan. Milhões foram gastos pra deixar o Rio de Janeiro melhor pro Pan e pros atletas, milhões que poderiam ser gastos em coisas que durariam mais, que trariam um bem maior à toda sociedade.
No entanto, a fila de espera em Hospitais continua, e os ginásios construídos para o Pan estão sem realizar nada. Vez ou outra fazem alguma coisa no Maria Lenk, mas é muito raro.
Certa vez eu falei a mesma coisa que escrevo aqui para o meu professor de química, e ele me deu um baita de um sermão, dizendo que era ignorância minha, que o esporte une os brasileiros e etc…
É verdade, une mesmo.
Mas enquanto ele tiver dinheiro pra pagar um plano de saúde pra família dele, a ignorância vai ser minha.
Eu tenho plano de saúde, nunca precisei enfrentar uma fila de hospital público, mas eu não sou cega, muito menos burra, eu sei o que se passa aqui no Rio e em vários outros estados. E o problema não é só em hospitais. Várias cidades não possuem nem asfalto, milhares de pessoas não tem o que comer, não tem emprego, moram em casas de papelão.
Minha mãe é professora de uma escola municipal, eu “conheço” a pobreza, apesar de nunca ter sido pobre. Desde pequena minha mãe levava meus brinquedos, roupas e sapatos pra escola, tinha criança que havia perdido tudo em enchentes, porque a rua estava com os bueiros entupidos e já como eles moravam em casas de papelão e madeira, perdiam tudo.
| A Copa sairá muito mais caro que o Pan e imagino o que daria pra melhorar com todo esse dinheiro. Não seria pouca coisa. |
Sempre odiei futebol, mas isso não é minha desculpa pra não querer a copa aqui. Não adianta fazer ginásios, melhorar as principais ruas da cidade, botar uma máscara no Brasil pra quando os gringos chegarem verem uma falsa realidade, embora eu não saiba se mascarar o Brasil seja algo assim tão falso.
Acreditem, quando eles forem embora, o Brasil vai continuar na mesma. Crianças e adultos morrendo de fome, ou na fila de hospitais, pessoas perdendo o pouco que tem com enchentes, fora a violência, mas isso é assunto para outro post.
Antes de falarem que eu sou um pessimista, desacreditado, ou algo do genêro, digo a vocês que escrevi esse post com base na realidade atual. Quero muito que isso mude. Porque já que o patriotismo que temos durante a copa chegou antes, quero, e muito, que ele fique com a gente pelo resto dos anos.
Caso contrário espero que em 2014 eu esteja muito longe daqui, junto com o senhora Anassauro, enquando o caos estiver rolando solto no país.
Texto escrito pela Anassauro e adaptado por mim.
DOIS BRASÍS - QUARTA PARTE
João Almeida
Quarta parte
Os dois Brasis sempre existirão, mesmo com os bolsas família da vida e bolsas escolas. Hoje vivo na zona rural e pude assim verificar onde estes benefícios fizeram algum efeito. Na sede do município não existe agência da Caixa Econômica, portanto os pagamentos dos bolsistas são feitos na casa lotérica, dá para imaginar a fila que se forma ? Conheço varias pessoas que entram nessa fila todos os meses, e por conhecê-los sei da forma como vivem. Todos tem parabólica, DVD, e claro televisão. São visitados por comerciantes ambulantes a quem compram cestas básicas caríssimas, colchões e etc. Entretanto, vivem numa casa de taipa, sem banheiro, como se ali morasse alguém vivendo abaixo da linha da pobreza. São felizes com as bolsas, viraram consumistas diferenciados mas continuam no mesmo Brasil.
Outra constatação foram os pulos dados por alguns, da classe D para C e da C para B. Da B para A não conheço nenhuma constatação, a não ser de alguém que saiba jogar futebol ou que acertou na loteria. Entretanto a classe B passou a respirar melhor e com isso viajam de avião, fazem compras em shopings, enfim, melhorou de vida mas não saem do Brasil B. À medida que a nova classe média chega a mais lugares e tem acesso a novos serviços, surgem, no entanto, tensões com a classe média tradicional brasileira, que parece sentir seu espaço sendo tomado. O antropólogo brasileiro Roberto DaMatta, professor emérito da Universidade de Notre Dame (EUA), diz que o crescimento evidenciou a “resistência à igualdade” dos brasileiros.
Uma pesquisa realizada pelo Data Popular dá algumas noção do desconforto sentido pelas classes mais elevadas, que agora tem que compartilhar alguns espaços.De acordo os números, 48,4% dos entrevistados disseram que “a qualidade dos serviços piorou, agora que eles são mais acessíveis” e 49,7% disseram que preferem lugares “com pessoas de mesmo nível social.”
“Decidimos fazer essa pesquisa quando começamos a perceber as pessoas reclamando, por exemplo, sobre os aeroportos, que estão muito mais lotados agora. E nossas pesquisas têm mostrado que há uma resistência muito forte das classes superiores em aceitar os recém-chegados”, diz o presidente do Data Popular, Renato Meirelles.
Vejam que além das desigualdades, o Brasil B quando consegue dá alguns passos enfrenta preconceitos. Mas se damos dois passos os endinheirados do Brasil A dão dez.
Vejam o que diz o site Consumidor Moderno no artigo
DESIGUALDADE NO MELHOR ESTILO:
“Em tempos em que a nova classe média é protagonista, uma pesquisa do mercado de luxo propõe um olhar para o consumidor de alto poder aquisitivo
Preço é o que menos importa quando se fala em produtos de luxo. O que o consumidor mais valoriza é a glamour da marca, a exclusividade dos produtos e serviços, e o atendimento personalizado.
Ser do Brasil A, ser rico, não chega a ser um absurdo, absurdo mesmo é a distancia do Brasil econômico para o Brasil social. O cidadão rico não é peça importante na avaliação que fazemos, embora soe a deboche as extravagâncias em certas demonstrações de poder. Sobre a televisão brasileira muito já se falou, da sua má qualidade e às vezes de muito mau gosto, e quando eu pensava que já tinha visto tudo a Rede Bandeirante decide produzir um reality show exagerado com o nome de “Mulheres Ricas” onde a ostentação e a cafonice se misturaram segundo críticos de plantão. Do exterior um jornal inglês ao comentar o programa destaca a desigualdade brasileira. "Com a economia do Brasil crescendo, os preços dos imóveis explodindo e os salários dos executivos também, os milionários estão crescendo. O Brasil tem criado cerca de 19 milionários por dia desde 2007, de acordo com um estudo recente. Mas o Brasil continua sendo uma das sociedades mais desiguais do mundo: dados do governo divulgados no mês passado mostram que 11,5 milhões de brasileiros viviam em favelas no ano passado", diz o The Guardian.
A Folha de S.Paulo chamou o programa de "patético" e "seria cômico se não fosse trágico.
Para quem não assistiu, o reality show mostra o cotidiano de cinco mulheres milionárias e que amam ser ricas. Elas desfilam em jatos particulares, com joias e roupas de grife, champagne Cristal, bebendo água mineral, com marcas como Chanel, Lamborghinis, Ferrari, Mercedes, enfim, um mundo que a maioria dos brasileiros desconhece.
Se há uma lição a ser tirada de Mulheres Ricas, reality show exibido pela Band na noite desta segunda-feira, é a de se tomar cuidado com os excessos. Eles são meio caminho andado para o constrangimento. E foi exatamente o que se viu durante o programa: as cinco mulheres que dão título ao reality, gastando dinheiro a torto e a direito, exibiram um misto de ostentação e cafonice poucas vezes visto na TV brasileira, ficaram por uma hora falando platitudes, comprando roupas, sapatos, sendo paparicadas por assistentes e vendedores, tomando champanhe e espancando a língua portuguesa –
Pelo menos para o Brasil B, os televisores deveriam se manter fora da Band, mas infelizmente uma fatia de telespectadores do lado de cá assistirão o “Mulheres Ricas” , não sei entender por que.
DOIS BRASÍS - TERCEIRA PARTE
TERCEIRA PARTE
Já ia mudando de assunto quando leio num jornal:
MEC "reprova" 46 instituições de ensino superior na Bahia.
Perceberam? 46 instituições de ensino superior reprovadas!
Ao contrário dos socialistas, no Brasil, o isolamento do país está em uma educação de péssima qualidade.
Estamos chegando ao final de 2011, 2012 está logo ali, e lendo hoje uma coluna numa revista semanal concluí , como estou certo nas minhas avaliações.
1) A falta de saneamento e habitação decente para os mais pobres. O número de brasileiros em favelas dobrou em uma década, segundo o IBGE. Em dois anos de Fernando Henrique e oito de Lula, passamos a ter 11,4 milhões de brasileiros em favelas. A população carente cresce mais que famílias de outras classes sociais. E não se discute planejamento familiar porque a Igreja não deixa.
Avaliação 8 -A falta de um sistema de saúde pública eficiente. Grávidas ou velhos morrendo em fila de hospital ou por falta de leitos e médicos é inaceitável. Dentro desse quadro, impressiona ainda mais o abandono, no Rio de Janeiro, de um prédio do Ministério da Saúde construído para abrigar o Instituto do Cérebro, que seria o maior serviço de neurocirurgia da América Latina. O prédio tem 56 leitos para internação, dez para UTI, e também baratas, fezes de pombos, poeira e cupins.
9) A deficiência de transporte de massas, num país que fez opção equivocada pelo carro e hoje paga o preço de engarrafamentos monstruosos. Metrôs e trens, ligados a uma rede de ônibus sem ranço de máfias, deveriam transportar todas as classes sociais. O chato é que tem sempre os ricos de Higienópolis (SP) e Ipanema (RJ) que não querem metrô em sua esquina porque traz uma gente “diferenciada” de outros bairros.
Dizem que no primeiro mundo, um executivo pode ir para o trabalho de metrô, desfruta de uma excelente qualidade. No nosso país, um executivo, que naturalmente faz parte do Brasil A, diria: “Deus me livre!”
O Brasil econômico se distancia do Brasil social e isso faz do nosso país um líder em desigualdades sociais. O Brasil A representa apenas 4,5 % a maioria estão estabelecidos no Brasil B onde ficam as classes B,C,D, E e etc. Já foi dito que de um lado está o Brasil que deu certo (?) Aquele em que as pessoas possuem tudo o que o dinheiro pode comprar. Têm acesso ao que há de melhor em termos de educação, alimentação, lazer, moradia etc. Do outro lado está o Brasil B dos que não tem ou tem dificuldades para ter acesso à educação, saúde e trabalho. Percebam que estou sempre citando as diferenças ?, mas é isso mesmo, o desequilíbrio da balança, a liberdade que os iluminados tem de usar a massa numa manipulação absurda. Pode até ser um avanço, as bolsas distribuídas pelo governo, mas seguramente não altera o gráfico das desigualdades. A falta de políticas que realmente funcionem no Brasil é de nossa responsabilidade, das escolhas que fazemos, mas convenhamos é uma missão difícil para pessoas com pouca formação, o processo já é difícil para os melhorzinhos, imaginem...
O certo é que ao longo da história, o Brasil vem perdendo a oportunidade de construir um desenvolvimento integral que proporcione um salto na qualidade de vida de seu povo. Essa situação cria contrastes e produz disparidades internas e externas. Parecem dois mundos distintos, dois países diferentes, e o primeiro faz de conta que o outro não existe.
Algumas avaliações sobre diferenças de classes, fazem uma classificação detalhista considerando que existem, Classe A 1, A 2, B, C e D. Nas classes A 1 e A 2, as diferenças não chegam a destaques consideráveis nas possibilidades de acesso à bens e serviços, já nas classes B para baixo as situações ficam mais expostas. Na questão saúde por exemplo B, C e D são farinha do mesmo saco.
O acesso ao atendimento à saúde, como bem reza a nossa Constituição, é um direito da cidadania. Com exceção dos Estados Unidos e da África do Sul, todos os países do mundo oferecem hoje um sistema de saúde com acesso universal aos seus cidadãos. Vejamos o que diz um artigo do médico psicanalista Dr. Márcio V. Pinheiro.
“ Já se foi o tempo de uma medicina só para os ricos, e uma caridade pouco confiável para os demais. Hoje, no mundo inteiro ninguém duvida que o atendimento à saúde não deve ser mais um privilégio dos mais favorecidos. A doença e o sofrimento são inimigos tenazes e perigosos de qualquer sociedade que devem ser levados a sério na hora da distribuição dos recursos públicos, frutos do trabalho de cada cidadão.
O Brasil caminha, a passos largos, para um sistema tríplice de saúde. Para os mais pobres e provavelmente mais doentes, existe um sistema único de saúde (SUS). Para a classe média vamos encontrar os planos de saúde e as seguradoras ambos com fins lucrativos. Para os ricos, o atendimento "particular". Nesse sistema de saúde fragmentado e injusto, o racionamento do atendimento se faz a partir do poder aquisitivo do cidadão. Será que é isso que a população brasileira quer? Se a resposta for sim, então nós teremos o sistema de saúde que merecemos. Mas, se for não, fica então uma pergunta incômoda: porque o país caminha nessa direção? Afinal, somos ou não somos uma democracia?”
Pessoalmente sinto na pele a dificuldade de ser assistido pelo nosso sistema de saúde pública, as minhas necessidades não encontraram atendimento nas especialidades de endocrinologia e hematologia num tempo razoável, me forçando a comprometer meu orçamento e a recorrer à parentes para sair do sofrimento, qualquer doença é sofrimento.
DOIS BRASÍS - SEGUNDA PARTE
JOÃO ALMEIDA
SEGUNDA PARTE
Junto com o próprio desenvolvimento econômico, cresceu também a miséria, as disparidades sociais – educação, renda, saúde, etc. – a flagrante concentração de renda, o desemprego, a fome que atinge milhões de brasileiros, a desnutrição, a mortalidade infantil, a baixa escolaridade, a violência. Essas são expressões do grau a que chegaram as desigualdades sociais no Brasil. Os números de empregos alardeados pelo governo e repetidos vezes pela mídia não passam de situações provisórias, por exemplo o crescimento da construção civil, alguns casos bem particulares realmente empregam, como é o caso de algumas regiões agrícolas na BAHIA que capacitam e remuneram bem a mão obra, no mais....
Os que vêm do Brasil B de família modesta têm, em média, menos probabilidade de obter um nível alto de instrução. Os que possuem baixo nível de escolaridade têm menos probabilidade de chegar a um status social elevado, de exercer profissão de prestígio e ser bem remunerado.
Somos maioria...e somos poucos os que conseguem ir de mala e cuia do Brasil B para o Brasil A.
Tudo isso não é coisa só nossa e nem coisa nova, em qualquer parte do nosso planeta a situação é a mesma, dois países no mesmo espaço geográfico, sendo essa condição absolutamente normal, sempre foi assim desde o inicio dos tempos. As desigualdades não é o problema maior, o que é grave são as condições que se impõem a fatia da população situadas nas classes C e D ou seja: desigualdade extrema!. Assim volto a questão da probabilidade que uma pessoa de família modesta tem de obter um nível excelente de instrução e mais ainda de usufruir serviços de qualidade , comprometendo aí a sua condição humana que fica situada numa verdadeira tragédia.
Já sofremos com a degradação do ensino público porem ao seu lado nota-se perfeitamente uma queda na qualidade da culturabilidade de pessoas que embora tenham embaixo dos braços diplomas e certificados. O ensaísta canadense Alberto Mangue disse que além do analfabeto que não teve chance de aprender a ler, existe outro tipo de iletrado o que cultiva a ignorância desejada. É a atitude de quem não dá importância à cultura mesmo sendo escolarizado”
Nem todos desejam o do bom e do melhor, é fato que muita gente vive bem com pouco, mas é impossível viver bem com muito pouco. Viver bem com pouco, é ter uma morada modesta mas aconchegante, viver com muito pouco é morar num barraco numa invasão. Ser feliz com pouco é ser atendido por um médico quando precisa, com muito pouco é sofrer em filas, sentir dor sem sedativo e passar uma eternidade aguardando uma consulta um tratamento uma cirurgia. Logicamente que é um privilégio ter acesso ao que ha de melhor em todos os campos, privilégio justo quando a pessoa percorreu um caminho de sucessos adquirindo suporte financeiro para usufruir benefícios diferenciados. Nada contra, mas para quem não teve as mesmas oportunidades, é justo o que acontece por todos os cantos do Brasil? Claro que é um descaso extremamente desumano sem prazo para acabar, e por que ? por uma questão de cultura , cultura é o modo como indivíduos ou comunidades respondem às suas próprias necessidades e desejos . Um exemplo que me veio a cabeça agora aconteceu na época dos paraísos socialistas; que realizavam as necessidades básicas das pessoas e ofereciam um estupendo sistema de educação. O resultado foi que o povo bem educado obteve informações sobre o consumo do mundo capitalista e assim, caiu o muro de Berlim. Não acho que é de propósito que no nosso caso a educação para os pobres seja de péssima qualidade, pois ela não é formidável para a elite . As Universidades brasileiras estão fora da lista das melhores do mundo. Se a situação no Brasil A está assim.....
DOIS BRASÍS - PRIMEIRA PARTE
PRIMEIRA PARTE:
Ando de certa forma frustrado com muita coisa que antes eu não me preocupava, achava os fatos isolados e que tudo poderia ser diferente no dia seguinte ou bem mais adiante, mas infelizmente verifico que o que sou ou o que somos é resultado das oportunidades que tivemos, as quais levam o homem por exemplo, ao BRASIL A ou ao BRASIL B.
Dois Brasís, países vizinhos, mas bem separados, a sua unidade só no aspecto geográfico, no mais vivemos misturados nas mesmas cidades mas existem a hora e a ocasião da separação.
É certo que temos a liberdade de escolha ditada por uma democracia, mas como não temos competência , elegemos conterrâneos do outro Brasil, os “iluminados” transformados em nossos líderes, que cuidarão das nossas necessidades. As leis, todas foram feitas pelos “iluminados” tantas ultrapassadas, mas que são aplicadas porque ainda não tiveram tempo para mudanças. No Brasil A pode haver problemas na vida do cidadão, mas no Brasil B é uma constante, onde a desigualdade social adquire forma. Me encontrei na internet com o sociólogo Orson Camargo que não é do meu Brasil, mas como escolheu a sociologia se envolve com nossas mazelas através dos estudos que faz. Segundo ele O conceito de desigualdade social é um guarda-chuva que compreende diversos tipos de desigualdades, desde desigualdade de oportunidade, resultado, etc., até desigualdade de escolaridade, de renda, de gênero, etc. De modo geral, a desigualdade econômica – a mais conhecida – é chamada imprecisamente de desigualdade social, dada pela distribuição desigual de renda. No Brasil, a desigualdade social tem sido um cartão de visita para o mundo, pois é um dos países mais desiguais.