quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Geraldo Vandré

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Geraldo Vandré
Informação geral
Nome completo Geraldo Pedrosa de Araújo Dias
Nascimento 12 de setembro de 1935 (76 anos)
Origem João Pessoa, Paraíba
País Brasil
Gêneros MPB, Bossa Nova e Pop Rock
Instrumentos Violão
Período em atividade Cantor

Geraldo Vandré, foi um nome artístico utilizado por Geraldo Pedroso de Araújo Dias Vandregísilo (João Pessoa, 12 de setembro de 1935) até 1968[1] e pelo qual continua sendo conhecido até a atualidade. Atualmente Geraldo é um advogado, cantor e compositor brasileiro. Seu sobrenome é uma abreviatura do sobrenome do seu pai, José Vandregísilo, de quem ele herdou o sobrenome abreviado para Vandré.

Índice

[esconder]

[editar] Biografia

Foi o primeiro filho do casal José Vandregísilo e Marta. O nome artístico Vandré é uma abreviatura do segundo nome do pai.

Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1951, tendo ingressado na Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pela qual se formou em 1961. Militante estudantil, participou ativamente do Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Conheceu Carlos Lyra, que se tornou seu parceiro em músicas como "Quem Quiser Encontrar o Amor" e "Aruanda", gravadas por Lyra. Gravou seu primeiro LP, "Geraldo Vandré", em 1964, com as músicas "Fica Mal com Deus" e "Menino das Laranjas", entre outras.

Em 1966, chegou à final do Festival de Música Popular Brasileira da TV Record com o sucesso Disparada, interpretado por Jair Rodrigues. A canção arrebatou o primeiro lugar ao lado de A Banda, de Chico Buarque.[2]

Em 1968, participou do III Festival Internacional da Canção com Pra não Dizer que não Falei das Flores ou Caminhando. A composição se tornou um hino de resistência do movimento civil e estudantil que fazia oposição à ditadura militar durante o governo militar, e foi censurada. O Refrão "Vem, vamos embora / Que esperar não é saber / Quem sabe faz a hora, / Não espera acontecer" foi interpretado como uma chamada à luta armada contra os ditadores. No festival a música ficou em segundo lugar, perdendo para Sabiá, de Chico Buarque e Tom Jobim. A música Sabiá foi vaiada pelas pessoas presentes no festival, exigindo que o prêmio viesse a ser da música de Geraldo Vandré.

Simone foi a primeira artista a cantar Pra não dizer que não falei de flores após do fim da censura.

Hoje Geraldo Vandré reside na cidade de Imbituba, no litoral sul de Santa Catarina. Em 2010 concedeu uma polêmica entrevista a Geneton Moraes Neto, criticando o cenário cultural brasileiro desde os anos 1970 e afirma que seu afastamento da música popular não foi causado pela perseguição sofrida pela ditadura militar.

[editar] Carreira Artistica

[editar] Primeiras canções

Vandré iniciou carreira musical nos anos 60, tornando-se famoso, pelas suas músicas que se tornaram ícones da oposição ao regime militar de 1964, como "Porta Estandarte", "Aroeira" e "Para não dizer que não falei das flores".

O sucesso maior veio com "Disparada", vencedora junto com A Banda de Chico Buarque do Festival da Canção da TV Record em 1966. Ao saber que sua música havia ganhado Chico Buarque, solicitou que "A Banda" dividisse o primeiro lugar com "Disparada", história desconhecida até 2003 quando Zuza Homem de Mello, lançou seu livro "A era dos Festivais - Uma Parábola". Neste livro ele revela que Chico Buarque ao saber que sua música havia ganhado, não concordou com o resultado, pois considerava "Disparada" melhor e não aceitaria o prêmio, a situação foi resolvida quando foi informado que ele e Geraldo Vandré dividiriam o prêmio. Em 1968 ao defender "Pra não dizer que não falei das flores" no "Festival de Música Popular Brasileira" criou um dos hinos da resistência ao regime militar que ficou conhecido pela primeira palavra: "Caminhando". Além de estar em uma nova situação envolvendo ele e Chico Buarque. "Sabiá" de Tom jobim e Chico Buarque foi declarada vencedora, mas o público se revoltou, pois queriam "Pra não dizer que não falei das flores" como vencedora, mas música havia ficado em segundo lugar, enquanto se apresentavam Cynara e Cybele ao lado de Tom Jobim e Chico Buarque foram vaiados durante a apresentação como música campeã. Este se tornou um dos momento mais emblemáticos da história dos festivais.

[editar] Canções após o Exílio

Após o exílio, Vandré demonstrou ter mudado de opinião política, deixando de criticar o regime vigente no Brasil à época, e expressando simpatia as Forças Armadas. Logo após o Retorno ao Brasil, Vandré compôs a canção "Fabiana", em homenagem à Força Aérea Brasileira.

Geraldo Vandré abandonou a vida pública e se afastou do mundo artístico, atuando como advogado [3]. Tal afastamento foi alvo de inúmeros boatos que vinculavam sua suposta descrença na esquerda, sua mudança ideológica e seu abandono da vida artistica a supostos atos de tortura que teriam sido infligidos a Vandré pelo governo militar. O próprio Vandré na entrevista de 2000 afirmou ter se exilado por vontade própria, e disse ter abandonado a carreira artistica devido ao fato de que a imagem de "Che Guevara Cantor", pregada nele pela esquerda, abafa sua obra.

[editar] Discografia

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Melhore sua vida com uma atitude de gratidão

No primeiro dia do Mês da Gratidão que estipulei para mim mesmo, o meu filho de 5 anos acordou “entediado” às 5h15 da manhã, vi uma multa por excesso de velocidade na bolsa da minha mulher e o aquecedor deu o último suspiro na hora em que entrei no banho. Em geral, eu começaria a resmungar e o dia teria um péssimo início. Mas aquele dia foi diferente. Como são lindas as covinhas do meu filho, mesmo nessa hora infeliz. Como é encantador o espírito aventureiro da minha mulher. Faltam apenas 29 dias.

Uma semana antes, enquanto brigava com a sensação de que viera ao mundo para encher e esvaziar a lavadora de pratos, decidi que já era hora de dar fim aos resmungos automáticos. Mas não eram apenas as pequenas coisas que me atormentavam. De repente, os meus amigos vinham enfrentando adversidades: câncer, divórcio, demissão. Eu não deveria comemorar minha relativa boa sorte?

Já ouvira falar do benefício da gratidão. O que não entendia direito era como passar da rabugice à alegria transbordante. Em busca de dicas, liguei para Robert A. Emmons, professor da Universidade da Califórnia, pioneiro na pesquisa sobre os benefícios do pensamento positivo. Emmons citou novos estudos que indicam que basta fingir estar grato por algo que o nível de substâncias químicas associadas ao prazer e ao contentamento – serotonina e dopamina – aumenta. Viva como se fosse agradecido por tudo, disse ele, e logo isso se tornará real.

Ele recomendou fazer uma lista de tudo pelo qual me senti agraciado durante uma semana ou mês específico. Um estudo importante mostrou que, em dez semanas, quem registrou por escrito as coisas que lhe inspiravam gratidão sentiu-se 25% mais feliz do que quem não escreveu nada. A pessoa chegou até a se sentir melhor no trabalho e a se exercitar uma hora e meia a mais por semana.

Estava convencido; mas a minha primeira tentativa de fazer uma lista de gratidão foi bem fraquinha: “1. Café. 2. Cochilos. 3. Cafeína em geral.” Conforme a lista crescia, me senti mais animado: “114. Frutas recém-colhidas. 115. O disco branco dos Beatles. 116. Não sou careca.”

No terceiro dia, eu estava na maior farra, agradecendo a todos os pais e passantes na pracinha, como se tivesse acabado de ganhar o Oscar, e colando bilhetinhos amarelos por toda parte para me lembrar dos alvos de agradecimento no dia seguinte: o carteiro, a professora do maternalzinho do meu filho Sebastian. Mas essa abordagem integral logo começou a me cansar. Os pesquisadores chamam isso de efeito do Juramento à Bandeira. “Quando se exagera na gratidão, ela perde o sentido, ou pior, vira obrigação”, disse-me Martin E. P. Seligman, autor de Felicidade autêntica, quando lhe mencionei a crise. Seja seletivo, aconselhou, e se concentre em agradecer aos heróis desconhecidos da sua vida.

Depois, Seligman sugeriu uma “visita de gratidão”. Pense em alguém que fez diferença na sua vida e a quem você nunca agradeceu direito. Escreva uma carta detalhada para exprimir o seu reconhecimento e depois leia-a em voz alta, na frente da pessoa. “É comovente para quem dá e quem recebe”, disse Seligman. “Prepare-se para chorar.”

Na mesma hora me veio à cabeça a Srta. Riggi, minha professora de inglês da 8ª série. Foi ela quem primeiro me abriu os olhos para Hemingway, Faulkner e outros gigantes literários. Foi ela a primeira a me encorajar a escrever. Até hoje, sigo o seu conselho (“Nunca seja chato”). Mas será que lhe agradeci? Será que alguém lhe agradeceu? Dei alguns telefonemas rápidos e descobri que ela ainda dava aulas no mesmo distrito escolar, depois de quase 40 anos. Comprei passagens para mim e Sebastian: iríamos a Scranton, minha cidade natal, na Pensilvânia, EUA.

Ainda faltava uma semana para a viagem e continuei a exercitar o meu músculo da gratidão. Sonja Lyubomirsky, autora de A ciência da felicidade, professora de Psicologia na Universidade da Califórnia, recomendava “passar algum tempo longe de algo que adoramos mas consideramos comum”.

Foi mais fácil amar o carro depois de passar um dia usando transporte público – e correr dez quarteirões até a aula de ginástica de Sebastian quando o ônibus se atrasou 35 minutos.
Durante uma semana, eu e minha mulher abrimos mão da televisão, dos celulares e até do açúcar. E abri mão do café – por pouco tempo.

Os exercícios de curto prazo nos chamaram a atenção para o valor das coisas. Só que abstinência de cafeína é diferente de saber como a atitude de gratidão ajudaria meus amigos com câncer. Ou o casal que anunciou o divórcio. Ou o pai de três filhos que não consegue arranjar emprego.

“A gratidão é ainda mais importante durante épocas em que tudo parece estar perdido”, disse Emmons. Encontrar algo para estimar e valorizar, disse ele, pode nos salvar do desespero, o que é impossível com queixas e lamentos. Descobri essa verdade quando comecei a levar meu amigo com linfoma ao hospital para quimioterapia. Apesar do sofrimento dele (ou talvez por causa disso), nossa ligação se tornou mais significativa. “Quando fiquei doente, percebi que tinha passado anos me preocupando com coisas que não significam absolutamente nada”, disse ele. “Agora, o mais importante é comemorar a vida enquanto ela existe.”

Pensei nas palavras dele no avião para a Pensilvânia enquanto escrevia rascunhos da minha carta para a Srta. Riggi. Achei que estava pronto, mas, quando entrei na sala de aula, com Sebastian agarrado às minhas pernas, fiquei mais ansioso do que nunca.

A Srta. Riggi era mais baixa do que eu me lembrava, mas inconfundível com aqueles cabelos compridos e os olhos brilhantes e inteligentes. Depois de um abraço meio sem graça, nos sentamos. Respirei fundo e comecei a ler:
“Quero lhe agradecer o impacto que a senhora teve na minha vida”, comecei. “Há quase 30 anos, a senhora apresentou as maravilhas da palavra escrita à minha turma da 8ª série. Sua paixão por tramas e personagens e seu entusiasmo pelas palavras me fizeram perceber que o mundo fazia sentido. Que vida grandiosa, pensei, ser capaz de dividir histórias com os outros!”

Algumas linhas adiante, aconteceu. Sentado ali, com a minha mentora e com o meu filho no colo, a emoção tomou conta de mim. As décadas se desfizeram e nada tinha mais importância do que o ato simples de compartilhar. Foi como se eu falasse por gerações de alunos: “O tempo passa. As lembranças se confundem e desvanecem. Mas eu nunca esquecerei o entusiasmo de chegar todos os dias à sua aula.”

O professor Seligman tinha razão quanto às lágrimas. Elas vieram, para nós dois. E, quer tenha sido o sorriso da Srta. Riggi quando terminei de ler a carta, ou o simples alívio de dividir o que estava havia muito tempo em meu coração, a sensação de paz que senti durou até bem depois de Sebastian e eu voltarmos para casa.
Desde então, escrevi outras cartas de gratidão, e minha mulher e eu evocamos o nosso “treinamento” quando nos sentimos sobrecarregados com a vida. Os aborrecimentos, é claro, ainda existem, mas aprendi que o reconhecimento e a gratidão pelas coisas provocam um eco suficientemente forte para encobrir os resmungos e lamentos do homem que ainda esvazia a lavadora de pratos...

3 maneiras de exercitar a gratidão pelas coisas

Visualize
Crie uma colagem com tudo o que lhe inspira gratidão e exiba-a num lugar destacado da casa. Emmons diz que uma técnica que funciona bem com crianças é criar uma “árvore” de agradecimentos na porta da geladeira ou na parede, com “folhas” de adesivos coladas todo dia para agradecer por tudo, do novo irmãozinho ao passeio com o cachorro.

Faça estas perguntas
Escolha alguém íntimo e pergunte a si mesmo:

  • O que recebi dessa pessoa?
  • O que lhe dei?
  • Que problemas lhe causei?

Emmons explica que “isso pode nos levar a descobrir que devemos aos outros mais do que pensamos”.

Uma vez por semana
Muitas vezes, de acordo com Lyubomirsky, concentrar-se na gratidão uma vez por semana é mais eficaz do que com mais frequência. Ela comparou pessoas que faziam relatórios de gratidão três vezes por semana com outras que o faziam só uma vez por semana. O resultado foi que, com o passar do tempo, quem fazia uma vez por semana ficou mais feliz. “Mas escolha o que combinar melhor com você”, diz ela.

Aposte na simplicidade para ser feliz

Há diversas maneiras de ser simples. Encontre a ideal para você e seja feliz!

Atualizado em 08/09/2011

Autor: Eugenio Mussak - Edição: MdeMulher

Aprenda a diferença - essencial - entre ser simples e ser simplório
Foto: Daniel Aratangy / Ilustração Buia

Felizmente existe a ideia da simplicidade, e esta é, digamos, simples desde sua origem. A palavra é formada por duas outras de origem latina: sin, que significa único, um só, e plex, que quer dizer dobra. Ser simples significa ter uma só dobra, ao contrário do complexo, que tem várias. Simples!

Simplificar significa evitar a complexidade e criar uma vida sem mistérios? Há uma diferença fundamental entre ser simples e ser simplório. Os simples resolvem a complexidade, os simplórios a evitam. Eu conheço pessoas sofisticadas, intelectualizadas, que levam uma vida plena, realizam trabalhos difíceis, apreciam leituras profundas e têm hábitos peculiares. E continuam sendo pessoas descomplicadas. Conheço também pessoas simplórias, com pouca profundidade, que realizam trabalhos repetitivos, que têm poucas ambições, que apreciam rotinas e evitam os sustos de uma vida aventurosa. E mesmo assim são pessoas complicadas, para elas tudo é muito difícil, em geral impossível.

Não há um paradoxo em construir uma vida simples em meio à vida moderna, cada vez mais exigente? Hiroshi criou a Ecovila Clareando, uma comunidade autossustentável no interior de São Paulo que atrai gente comprometida com a natureza e com seus valores, como a sustentabilidade, sem a ingenuidade das "sociedades alternativas" de antigamente, mas tendo a simplicidade como filosofia. Ele planta e produz praticamente tudo o que precisa para se alimentar, domina as técnicas de construção ecológica e de produção de energia limpa. Mas não é um isolado, viaja, participa de congressos, dá palestras, toca violão, compõe músicas. E é alegre em tempo integral.

Goldberg é professor da New York University, onde faz pesquisas sobre o cérebro humano, e consegue falar sobre seu funcionamento de maneira compreensível. Escreveu alguns livros, entre eles O Paradoxo da Sabedoria, em que afirma que, apesar do envelhecimento do cérebro, a mente pode manter-se jovem. Seus textos são o melhor exemplo de como se pode simplificar o complexo, pois são sobre neurofisiologia, mas qualquer um entende.

Eu não poderia imaginar vidas mais diferentes e, ao mesmo tempo, mais parecidas. Ambos carregam uma leveza própria das pessoas que decidiram não complicar, sem abrir mão de seus desejos, projetos, pequenos luxos, enfim, da vida normal. Pessoas assim, que fazem a opção da simplicidade, têm alguns traços comuns. Identifico cinco deles:

1. São desapegadas: não acumulam coisas, fazem uso racional de suas posses, doam o que não vão usar mais.

2. São assertivas: vão direto ao ponto com naturalidade, mesmo que seja para dizer não, sem medo de decepcionar, não "enrolam" nem sofisticam o vocabulário desnecessariamente.

3. Enxergam beleza em tudo: em uma flor no campo e em um quadro de Renoir; em uma modinha de viola e em uma sinfonia de Mahler; em um pastel de feira e na alta gastronomia.

4. Têm bom humor: são capazes de rir de si mesmas e, mesmo diante das dificuldades, fazem comentários engraçados, reduzindo os problemas à dimensão do trivial.

5. São honestas: consideram a verdade acima de tudo, pois ela é sempre simples e, ainda que possa ser dura, é a maneira mais segura de se relacionar com o mundo.

Ser simples, definitivamente, não é abrir mão de nada. É possível apreciar o conforto, a sofisticação intelectual, as artes, o prazer da culinária, a aventura das viagens e continuar sendo simples.

Pois ser simples não é contentar-se apenas com o mínimo para manter-se fisicamente vivo, uma vez que não somos só corpo, também somos imaginação, intelecto, sensibilidade e alma. E esta última é, sim, simples, mas não é pequena, a não ser, é claro, que a pessoa queira

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Igreja Universal é condenada a indenizar ex-pastor que era obrigado a atingir metas de arrecadação


Publicado originalmente no Extra

A Igreja Universal do Reino de Deus foi condenada a indenizar em R$ 19 mil, por danos morais, um ex-pastor acusado de roubo. A decisão é da Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que negou, por unanimidade, um recurso apresentado pela igreja, e ainda reconheceu o vínculo de emprego ao ex-pastor que era obrigado a cumprir metas de arrecadação.

Em depoimento no Tribunal Regional do Trabalho do Rio (TRT-RJ), o pastor contou que foi admitido em 1999 na função de administrador da igreja, com remuneração de aproximadamente R$ 2.400, e cumpria jornada de trabalho de segunda-feira a domingo, das 6h30m às 21h. Tinha apenas uma hora de intervalo. Anos depois, em 2007, seu salário foi reduzido em R$ 1.200, com a justificativa de repor perdas causadas pelo não cumprimento das metas de arrecadação estabelecidas pela igreja.

No mesmo ano, em 2007, ele contou ter sido acusado pelos superiores de ter se apropriado indevidamente de parte de uma doação de R$ 23 mil. Por conta disso, foi enviado para outra filial, onde passou a trabalhar como servente e ser motivo de comentários.

Um mês depois, foi dispensado da nova função e informado de que deveria deixar a casa onde residia com a família, “sob pena de se arrepender de permanecer no imóvel”.

Em sua defesa, a Igreja Universal alegou que jamais manteve relação de trabalho com o pastor evangélico. Durante os oito anos o pastor atuou como “colaborador autônomo para os fiéis”, a igreja disse ao TRT que ele recebia um “subsídio pastoral”, ou seja, uma ajuda de custo para ele e sua família.

A 65ª Vara do Trabalho do Rio, na sentença, observou que, segundo as provas testemunhais colhidas, o pastor exercia a função de administrador da igreja, na qual tinha que cumprir tarefas e obedecer a orientações da igreja, “inclusive de arrecadação das doações, cumprindo metas, por todo o dia, com exclusividade”. Ficou comprovado ainda que ele teria sido dado como “ladrão” publicamente entre os integrantes da igreja.

Foto: Guilherme Pinto / Extra

dica da Aline Reguine

Antes de decretar a falência do Carnaval…

Hermes Fernandes, no blog Cristianismo Subversivo

Antes de decretar a falência do Carnaval… deveríamos, como cristãos que somos, trabalhar pelo fim da comercialização da fé, pois a mesma, além de entristecer o coração de Deus, compromete nosso testemunho perante o mundo. Como podemos julgar o mundo, se não somos capazes de julgar a nós mesmos?

Antes de decretar a falência do Carnaval… deveríamos julgar a nós mesmos, removendo de nossos rostos as máscaras da hipocrisia religiosa, expondo-nos, assim, à verdadeira transformação empreendida pelo Espírito Santo. Afinal, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. Liberdade, sim. Não pra pecar. Mas pra ser transformado sem viver sob pressão de quem quer que seja. Liberdade de ser quem somos, sabendo que ninguém nos condenará. O Espírito só opera em nós quando temos o rosto descoberto…

Antes de decretar a falência do Carnaval… deveríamos tirar o chapéu para o trabalho social desempenhado por algumas escolas de samba em suas comunidades. Não fosse nosso corporativismo evangélico, poderíamos até aliar-nos a elas nesse esplêndido trabalho. O que não significa que endossemos tudo quanto é promovido por elas. Porém, não se pode jogar fora a criança com a água suja do banho.

Antes de decretar a falência do Carnaval... deveríamos corar de vergonha ante o nível de excelência alcançado nas apresentações das escolas, com samba-enredos bem elaborados, carros alegóricos exuberantes, organização impecável, etc. Enquanto nós, que nos achamos no direito de apontar-lhes o dedo, nos acomodamos à mediocridade. Basta ouvir as canções de louvor atuais para perceber a pobreza lírica e melódica, fruto de nossa preguiça e desleixo. Sem contar que nossa arte ‘gospel’ fica restrita à música, como se Deus tivesse alguma coisa contra outras expressões artísticas.

Antes de decretar a falência do Carnaval… deveríamos amar os foliões, compreendendo que aquela alegria ilusória é tudo o que eles possuem. Em vez de condená-los, que tal se compartilhássemos com eles a nossa alegria perene? Eles certamente perderiam qualquer interesse por algo que fosse menos que isso. A maneira como nos referimos a eles e à sua festa, faz com que sejamos vistos como gente estraga-prazer. Duvido que no lugar de Jesus nos dispuséssemos a transformar água em vinho só pra que a festa não terminasse tão cedo. Talvez entendêssemos melhor o que diz Provérbios 31:6-7, mas sem perder de vista o seu contexto imediato.

Antes de decretar a falência do Carnaval... decretemos a falência da nossa arrogância, de nossa presunção, de nossa religiosidade midiática, e de nosso egoísmo. Que prevaleça o amor, a humildade e o serviço ao nosso semelhante, mesmo quando este estiver atrás de uma fantasia, ou despudoradamente despido.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

porque não gosto do carnaval

Por qual motivo eu, um brasileiro, além do mais, carioca, odiaria o carnaval?

Uma festa que representa a cultura brasileira por todo o mundo? Afinal... o Brasil é conhecido como o país do futebol e do carnaval.

Uma festa tão cheia de alegria, que mal pode haver nela para que eu a odeie tanto?

Talvez eu odeie o carnaval por saber que é uma festa que estagna a economia do país, fazendo-o ficar anestesiado durante os seus dias de festa.

Talvez eu odeie o carnaval por saber que a violência aumenta drasticamente durante os seus dias de festa.

Talvez eu odeie o carnaval por saber que o carnaval é a páscoa dos traficantes brasileiros.É quando o consumo de drogas entre os jovens do país aumenta assustadoramente.

Talvez eu odeie o carnaval por saber que é a festa mais explorada pela indústria pornográfica, que aproveita para exportar a imagem do brasileiro para o exterior, como sendo um povo promíscuo. É também no carnaval onde aumenta assustadoramente o número de doenças sexualmente transmissíveis, gravidez precoce, gravidez indesejada, violência sexual. É como se o povo perdesse os seus princípios éticos e morais durante os dias de festa do carnaval e se deleitasse no banquete de Baco.

Talvez eu odeie o carnaval por saber que durante os seus dias de festa o consumo de álcool aumenta muito e junto com isso aumenta o número de brasileiros mortos no trânsito. Durante os seus dias de festa, morre-se mais pessoas do que em alguns país que estão em guerra. A polícia militar do Estado de São Paulo proíbe que qualquer policial tire férias, ou licença prêmio, durante o carnaval para tentar conter a fúria de um povo ensandecido, encharcado de álcool e drogas, que toma conta das ruas, enquanto que a maioria dos brasileiros, que assim como eu, tem nojo dessa festa, vai procurar refúgio em cidades pacatas do interior.

Talvez eu odeie o carnaval por ser uma festa que divulga, no exterior, a imagem da mulher brasileira como sendo prostitutas e o homem como sendo um néscio festivo, que não leva nada a sério e que jamais ameaçará a hegemonia da elite global.

Talvez eu odeie o carnaval porque aquela festa ingênua, com fantasias criativas, acompanhadas das marchinhas alegres, deu lugar para uma festa bizarra, engolida pelas drogas e o álcool, onde as mulheres trocaram as fantasias criativas pelos seios expostos. O desfile de carnaval atual nada mais é que um palco de exibicionismo, cheio de mulheres vulgares dispostas a tudo para conseguirem contratos com revistas masculinas.

Talvez eu odeie o carnaval atual porque ele revela um Brasil do qual eu me envergonho.

Talvez eu odeie o carnaval atual porque há muitos anos ele sepultou... o verdadeiro carnaval.

Ministra Maria do Rosário faz criticas à família de Eloá

Ela aproveitou a ocasião para fazer um alerta sobre sexualidade precoce

Demétrio Weber

Publicado:
Atualizado:

BRASÍLIA - A ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, criticou neste sábado a família da estudante Eloá Pimentel, assassinada em 2008 pelo ex-namorado Lindemberg Alves. O alvo da ministra foi o consentimento dos pais de Eloá para que a filha iniciasse o namoro quando tinha apenas 12 anos e o rapaz, 19. Lindemberg assassinou Eloá três anos mais tarde, em 2008, num crime que chocou o país, e foi condenado a 98 anos de prisão na última quinta-feira. Para Maria do Rosário, as famílias precisam proteger suas crianças, o que passa por maior zelo para em relação à sexualidade precoce.

- Vejam, por exemplo, o que é a morte da menina Eloá. Uma situação absurda, que revolta o povo brasileiro. Mas, em todos os noticiários, nós vimos que aquele que matou a Eloá entrou na sua casa e pediu a autorização para a sua família quando ela tinha 12 anos. Será que é possível que os pais e mães não estejam atentos, que com 12 anos, enfim, não é possível que as meninas, que os meninos estejam sexualizados precocemente? - disse Maria do Rosário.

Ela visitou a central de atendimento telefônico do Disque Direitos Humanos (Dique 100), que recebe denúncias de todo tipo de violência contra crianças, adolescentes, idosos e homossexuais. Segundo ela, o carnaval é uma época do ano em que o público infanto-juvenil fica mais exposto à violência sexual:

- Precisamos não só de governos mais atentos, precisamos de pais e mães mais atentos. Isso é o que eu queria declarar sobre a violência e a exploração sexual: se vocês tiverem dúvida sobre se uma menina ou um menino está sofrendo um abuso, não tenham dúvida de denunciar, sigam a intuição, denunciem, busquem apoio.

A ministra lembrou que a lei brasileira classifica como estupro o ato sexual com menores de 14 anos:

- A legislação diz que, com menos de 14 anos, qualquer relação sexual é uma relação de violação e de estupro de vulnerável. Não basta a gente fazer a lei, é preciso que todo mundo cumpra.

A ministra não escondeu o assombro com a precocidade do relacionamento de Eloá com Lindemberg:

- Vocês não acham uma vergonha esse negócio? As mães de vocês deixam essas coisas? Com 12 (anos)? Tudo bem, o mundo mudou. O principal que eu disse aqui é esse meu sentimento de que criança tem que ser protegida, não basta contar que o governo vai estar fazendo a sua parte. A sociedade tem que fazer a sua parte mesmo. E a família.

Maria do Rosário afirmou que seu objetivo é fazer um alerta às famílias brasileiras:

- Estou fazendo um alerta para as famílias: "Minha filha não". Quero dizer para as outras pessoas, olha, tem tempo para tudo na vida. Tem tempo para namorar, tem tempo para viver a sexualidade de uma forma e tem tempo para estar também podendo brincar, subir em árvore, correr. E as crianças do Brasil e do mundo estão muito cedo sexualizadas. E isso não é culpa delas ou responsabilidade delas. Isso é responsabilidade da sociedade, até dos meios de comunicação e das famílias também.

A ministra negou que estivesse dando um puxão de orelha na mãe de Eloá:

- Dessa família, não. Acho que essa mãe já tem dores demais para carregar consigo. Quem sou eu para produzir novas dores. Mas isso me serviu de exemplo para pensar. E já que eu tenho oportunidade para fazer a sociedade pensar que tem que ficar mais de olho, cuidar mais - disse ela. - Não me coloque numa situação difícil de dizer que eu estou salvaguardando o assassino. A família não é responsável pelo sujeito que apertou o gatilho. A responsabilidade é totalmente dele. Eu não julgo ninguém, eu quero fazer um alerta. Uma atenção maior com uma criança de 12 anos eu acho que todos nós devemos ter no Brasil.

Durante a visita à central de atendimento telefônico do Disque 100, onde cerca de 450 pessoas trabalham 24 horas por dia, sete dias por semana, a ministra chegou a conversar com um conselheiro tutelar que visitaria uma casa onde há denúncia de violência sexual contra uma menina. Por motivo de segurança, a ministra não revelou a cidade nem o teor da denúncia. Neste carnaval de 2012, o Disque 100 concentrará esforços no atendimento a dois tipos de denúncia: violência sexual contra crianças e adolescentes e homofobia.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/ministra-maria-do-rosario-faz-criticas-familia-de-eloa-4010290#ixzz1mpFAJsmS
© 1996 - 2012. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
Exma. Sra. Mina. Chefe da Sec. de Dir. Hum. Maria do Rosário, a mãe fez o melhor que podia. Infelizmente a raça humana está em um estágio muito atrasado de desenvolvimento. Quanto mais aqui, com essa elite. Uma pessoa de 12 anos não deveria namorar outra muito mais velha mas, também está claro que, V. Ex.a. não freqüenta as favelas de nosso país onde isso é comum. Antes de dar recado às mães, resolvam os problemas: Educação, saúde, habitação, corrupção e etc. é isso que politico tem que fazer.

É por causa disso que o nosso mundo está desse jeito. Liberalidade sem controle é a trilha para o abismo. Duvido que aqueles que concordam com o modernismo desenfreado conheçam o que é uma "Boca de Fumo", "Cracolândia", "Cadeia", "micro-ondas". Quanto mais cedo se orientar os filhos, menos problemas futuro. Ao invés de se jogar as provocações do sexo, indique um esporte, um curso, um convívio sadío, um instrumento musical. O espaço deve ser explorado para discussão inteligente, nada de ofenças.

Logo que o primeiro hormônio desce e o peitinho cresce a mulher sai atras do primeiro cabo de vassoura que vir pela frente e cai matando. O resto é bobagem e já não há mais jeito.

há 54 minutos

Marco Antonio de Oliveira Poleto 19/02/12 - 08:11

Pais que Amam seus filhos não devem discordar da opinião da ministra. Infelizmente hoje em dia a TV e as propagandas moldam nossos filhos que se atiram nesse "modismo moderno". Os programas despertam o interesse por um beijo, por uma carícia e até pelo sexo prematuro. Educação ficou em 2º plano. Nós pais devemos ter controle de nossos filhos e daquilo que fazem. O inverso são filhos que espancam uns aos outros, idosos, matam inocentes, usam drogas, etc. A palavra chave é: LIMITE E DISCIPLINA.