quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O Festim

JOSÉ CARLOS AZEVEDO

Ph.D. em física pelo MIT.Foi reitor da UnB



Entre 6 e 19 de dezembro,realizar-se-á em Copenhague a 153 Conferência so­bre Mudanças Climáticas,promovida. pela ONU e coordenada pelo órgão a

ela subordinado, o PainelInter Governa­mental sobre Mudanças Climáticas (IPCC na sigla e inglês). Deacordo com o portal da conferência na internet, comparecerão de­legações de 170países, muitas ONGs e cerca de 8 mil pessoas.

O objetivo da conferênciaé definir um novo protocolo para substituir o de Kyoto, que foi assinado em2007 e terminará em 2012. Ele estabeleceu metas para reduzir as emissões degases que seriam poluentes, condição em que incluíram o C02, dióxido decarbono, que não é poluente e é matéria prima de todas as formas de vidaexistentes, no mundo vegetal e no animal. O protocolo, além dos alegresencontros nos locais mais aprazíveis do planeta, pagos com dinheiro público,não deu em nada. Porisso, há ne­cessidade de renová-lo.

O dinheiro gasto atéagora para provar que o C02 é o responsável por alterações no clima e promoveresses festins é assus­tador e foi estimado em mais de US$ 50 bi­lhões. O IPCCdiz que serão necessários re­. cursos maiores, da ordem de US$ 200 bilhões,para continuar em seu esforço her­cúleo para salvar a humanidade e manter onível de C02, a fim de limitar o aumento de temperatura a 2° C.

Se os países filiados aoIPCC forem aco­metidos de bom senso, o que é improvável, não derem maisdinheiro e a temperatura aumentar os 2° C ou mais, o que acontecerá? Uma coisaé certa: as plantas crescerão mais e haverá mais alimentos vegetais e animais,para saciar a fome dos pobres e desvalidos que há na Terra.



Qual é o documentocientífico que prova ser o C02 gerado pelo homem o vilão do cli­ma? Que provahá que a temperatura da Ter­ra aumenta devido ao acréscimo da concen­tração deC02 gerado pelo homem na at­mosfera? A temperatura medida por satéli­tesmeteoro lógicos está diminuindo há três anos e manteve-se no mesmo nível nosdez anos anteriores.

Nada comprova esse papelatribuído ao C02 e isso explica a cautela tardia do IPCC ao afirmar em seuúltimo relatório OPCC 2007- I, pág.1 O) que 'a maior parte do acréscimo datemperatura média global observada desde meados do século 20 é muitoprovavelmente (very likely) devida ao aumento observado da concentração degases do efeito estufa:

Afinal, é ou não o C02 oresponsável? Gasta­ram US 50 bilhões e ainda não sabem?

Qual a explicação para odegelo no Ártico, as enchentes e furacões que ocorrem e di­zem ser decorrentesdo 'aquecimento an­tropogênico' alardeado no filme hollywoo­diano doAI Gore? Há uma decisão da Corte Suprema da Inglaterra e Gales, número 2007/EWHC 2288 Adm. CO/3615/2007- Caso Stuart Dimmock versus Ministério da Educação- que proibiu a exibição do filme nas escolas, até corrigirem 11 erros gravesnele existentes. Na realidade, há 35 erros. O C02 gerado por combustíveisfósseis não é o responsável por esses fenômenos, que de­correm de efeitos naescala astronômica e não podem ser controlados pelo homem. Esse gás existe naatmosfera na proporção de 0,28% e até pode contribuir para o aque­cimento, masem escala irrelevante.

Em junho deste ano foipublicada nos EUA a coletânea de estudos que contestam cabalmente, do ponto devista científico, to­dos os argumentos do IPCC e de seus adep­tos: 'ClimateChange Reconsidered the Re­port of the Nongovernrnental Panel on Cli­mateChange'. Tem 897 páginas e muitas centenas de referências a estudoscientífi­cos que fundamentam o que diz. Ao final, transcreve os nomes de 31.478cientistas norte-americanos que discordam do IPCC, reunidos em petiçãopromovida por E Seitz, físico famoso e ex-presidente da National Academy ofSciences e da American Physics Society dos EUA

O Festim de Balthasar éuma conhecida passagem do livro de Daniel e descreve o banquete promovido porBalthasar, rei dos Caldeus e filho de Nabucodonosor. Regado a vinho e pago comdinheiro público, reuniu mil dignitários, cantoras e concubinas. No meio dofestim, surgiram nas paredes sinais estranhos escritos por mão invisível queninguém soube decifrar. Trêmulo, o rei cha­mou os sábios e astrólogos, entreeles o pro­feta Daniel, que interpretou os sinais. Bal­thasar foi assassinado esubstituído por Da­niel. O festim em Copenhague terá muito mais dignitários,não será tétrico e será bem mais alegre e inconsequente.


Correio Braziliense, 1ºde outubro de 2009.

‘A reforma agrária virou favela rural’

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

‘A reforma agrária virou favela rural’

Em entrevista concedida à Associação dos Jornais Diários do Interior do Paraná (ADI-PR), entidade que reúne 19 empresas jornalísticas, que totalizam mais de 200 mil exemplares de circulação por dia, o Deputado Abelardo Lupion aborda temas polêmicos como a reforma agrária e os índices de produtividade.

ADI - Que avaliação o senhor faz da reforma agrária e dos movimentos sociais?
Abelardo Lupion - Eu acho que a reforma agrária é um blefe. Hoje, o contribuinte paga por uma reforma agrária, que não conseguiu fazer emancipação alguma. Ninguém anda com as próprias pernas. A reforma agrária é uma grande favela rural. Há um investimento absurdo. O governo tem nas mãos do governo 134 milhões de hectares e não consegue fazer com que os assentados sejam autosuficientes. A região de Cascavel é exemplo. A Fazenda Mitacoré (em São Miguel do Iguaçu) era modelo e virou uma favela rural. No Brasil, o MST e a Via Campesina são movimentos terroristas que fazem a desestruturação do campo. Nós precisamos jogar muito pesado contra esse povo porque não se pode fazer um ralo do dinheiro público, que poderia fazer com que o pequeno produtor se vi O Congresso votou o Banco da Terra, que só levou vocacionados para a Agricultura e não era politizada essa escolha. O modelo que se propõe o MST e a Via Campesina é de financiar movimentos terroristas que querem desestabilizar o governo e a produção no Brasil. Esses movimentos têm nos governos Lula e Requião grandes aliados.

ADI - Qual é a posição do senhor em relação à mudança nos índices de produtividade?
Abelardo Lupion - O País vive a pior fase da história em termos de preços. Com exceção da soja, todos os produtos estão sendo vendidos abaixo do custo de produção. Isso nada mais é do que o governo impor ao produtor rural plantar e perder dinheiro, quando ele mesmo não faz política agrícola. Nós temos dentro das propriedades rurais a definição do problema ambiental, que gera intranquilidade para o setor. Nós temos hoje um produtor rural falido. Há cerca de quarenta anos houve uma lei, quando meu avó era governador do Estado, obrigando os agricultores a retirarem a madeira da beira de rio por causa do tifo e da malária. Não é o momento de se discutir mudança nos índices de produtividade. Trata-se de um crime lesa-pátria impor ao produtor rural uma condição de bancar a recomposição. Você vai doar 20% da propriedade, no Paraná, e 80% no Norte do Brasil, sem ter um tostão de recomposição. Nós precisamos entender que não é o momento de estabelecer novos índices de produtividade, mas sim de apoiar o produtor rural para não sair da atividade.

publicado por D. Bertrand | 11:17 | Comentar | Ver Comentários

Tolices Marxistas

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Tolices Marxistas




Tolices Marxistas





O escritor gaúcho Percival Puggina trata da Campanha da Fraternidade da CNBB para 2010. O tema da campanha será “Economia e vida” e visa orientar os jovens para estudo e debates.

Na pág. 27, o folheto da campanha há um texto com o título “Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade da Terra, em defesa da reforma agrária e da soberania territorial e alimentar”.

Ali é defendida a tese de que todas as propriedades rurais com extensão superior a 35 módulos fiscais devem ser automaticamente incorporadas ao patrimônio público, sem indenização e destinadas à Reforma Agrária.

O módulo fiscal é variável, mas se calculado pela média de 20 hectares, a maior propriedade admitida no Brasil seria de 700 hectares. Os bispos abraçaram essa idiotice com braços e pernas.

Novidade nenhuma nesse comportamento. Há décadas as coisas, por lá, andam assim. Mais uma vez, os bispos estendem o dedo indicador para as causas de tais males: o lucro e o mercado.

Pronto! Tudo resolvido. Como é que ninguém pensou nisso antes? É como se estivessem dizendo aos investidores e empresários: “Cambada de gananciosos! Querem acabar com a pobreza e safar-se do Inferno?

Adotem o modelo da repartição de bens, acabem com o lucro e vereis o maná cair dos céus sobre as carências humanas! A mesma genialidade que, anos atrás, não queria que o Brasil pagasse suas dívidas.

É a mesma matriz ideológica da Campanha da Fraternidade do ano passado que resumia o tema da violência à luta de classes: pelos respectivos crimes, o rico era individualmente culpado e o pobre socialmente absolvido.

Perdoem-me os mais benevolentes que eu. Mas a CNBB já foi bem além da minha capacidade de tolerância. Que sistema e quais organizações econômicas são essas que propõem na futura Campanha da Fraternidade?

Eles continuam confundindo a Boa Nova com as fracassadas promessas da economia planificada, centralizada, comunista, que em longas e tristes experiências só gerou opressão e miséria.

Depois de 20 anos, parece que o Muro de Berlim ainda não caiu para certos setores da CNBB.

publicado por D. Bertrand | 22:17 | Comentar | Ver Comentários

Falsos Quilombolas ameaçam a propriedade

domingo, 15 de novembro de 2009

Falsos Quilombolas ameaçam a propriedade



Falsos Quilombolas ameaçam a propriedade e a produção em Dourados – MS



Dourados: agricultores protestam contra quilombola

Pelo menos 20 agricultores realizam manifestação na manhã deste sábado na Praça Antonio João, em Dourados, para protestar contra a possível demarcação de 3.746 hectares do distrito de Picadinha como área quilombola. Os produtores rurais questionam a desapropriação e acusam o governo federal de “injustiça” com os moradores do distrito, que possuem terras no local há meio século.

Usando a camiseta da campanha em defesa das terras, os manifestantes estão distribuindo adesivos e panfletos e coletando assinaturas em um abaixo-assinado que será encaminhado à Superintendência Regional do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

Em julho deste ano, técnicos do Incra elaboraram um relatório de identificação e delimitação da área, reivindicada por 15 famílias de descendentes de escravos. Moradores do distrito tentaram impedir o levantamento e chegaram a expulsar os técnicos que só voltaram ao local sob escolta da Polícia Federal. O relatório foi concluído e enviado a Brasília. As terras reivindicadas pelos remanescentes de quilombos pertencem a 56 produtores rurais.

As 15 famílias descendentes de escravos que atualmente ocupam em uma área de 40 hectares argumentam que as terras pertenceriam à fazenda Cabeceira de São Domingos, de propriedade do ex-escravo Desidério Felipe de Oliveira.

Os agricultores contestam a existência de área quilombola e afirmam que Desidério Felipe de Oliveira, estabelecido em Picadinha em 1923 vindo de Minas Gerais, nunca foi escravo. Também de acordo com os produtores do local, Desidério comprou terras em Picadinha e depois vendeu a maior parte.

A área de Picadinha não foi incluída nos 30 decretos de regularização de terras quilombolas que serão assinados no dia 20 (Dia da Consciência Negra) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre as 30 áreas que serão regularizadas, quatro ficam em Mato Grosso do Sul - Furnas da Boa Sorte, Furnas do Dionísio, Colônia de São Miguel e Chácara Buriti.

Helio de Freitas, de Dourados, MS. - Sábado, 14 de Novembro de 2009

http://www.campogrande.news.com.br/canais/view/?canal=8&id=273076

A bondosa Princesa Isabel

substituída por Zumbi, um escravocrata

As ONGs procuram mitificar a história do Quilombo dos Palmares, apresentando-o como um refúgio de liberdade do negro perseguido. A realidade histórica, entretanto, difere bastante dessa criação mítica. Na verdade, o referido quilombo mantinha a escravidão eespalhava terror, mesmo entre muitos negros.

Libertadora dos escravos, a Princesa Isabel era uma alma cristã e bondosa que aceitou sacrificar o trono em troca da libertação dos escravos. Após ter ela assinado a Lei Áurea, o Barão de Cotegipe vaticinou: “Vossa Alteza libertou uma raça, mas perdeu o trono”. Um ano e meio depois, o golpe militar de Deodoro derrubava a Monarquia. Aoseguir com sua família para o exílio, lembrando-se da profecia de Cotegipe, a Princesa declarou: “Mil tronos eu tivesse, mil tronos eu daria para libertar os escravos do Brasil”.
Segundo os atuais movimentos quilombolas, essa harmonia, a miscigenação e a bondade de trato do brasileiro devem acabar. Seria o conflito de raças acrescentado à luta de classes marxista. Para isso, cumpre alterar a História: a bondosa Princesa Isabel, que acabou com a escravidão pelas vias legais e com o sacrifício do próprio trono, deve ser substituída por Zumbi, o líder guerreiro negro, tirano e escravocrata.

Fonte: A Revolução Quilombola – Guerra racial, confisco agrário e urbano, coletivismo – Nelson Ramos Barretto, Ed. Artpress, SP, 2007.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Piada do dia!

17.11.09

Presidente do Incra diz que CPI para investigar repasse ao MST não é necessária
O presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart, disse hoje (17) que os convênios entre o órgão e entidades sociais ligadas à terra são transparentes e não há necessidade de uma CPI para investigar repasse de recursos a ONGs supostamente ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), criada no mês passado no Congresso.

Segundo o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), a CPI do MST, além de investigar o destino dos recursos, ajudará o país a discutir o que deu certo e errado em termos de ocupação do solo. Ele criticou a reforma agrária feita pelo governo. “Dessas 875 mil famílias que hoje estão assentadas no campo, a absoluta maioria está mais pobre do que antes de ir para o campo”.

Piada do dia!

Piada do dia!