terça-feira, 28 de maio de 2013

desencanto

Desencantado dentro do meu próprio espaço !  inadimissível o rigor na exclusão  à custa de sugestões de quem não incoorporou o sentimento de respeito que a muito tempo foi regra e hoje é opção.
AO EXAME DO TEMPO NINGUÉM ESCAPARÁ !!!
E por que me incomoda essa situação ?  porque sou de outra "cepa" .
Tiveram tudo de nós e hoje abusam de nós com uma peversidade de quem toca fogo num morador de rua.
Não entrem numa igreja !!!  não procurem um terreiro ! não passem por um centro ! nenhum espírito de bem vai estar disponível ! porque pelo que diz um texto sagrado, antes de pedir benção, primeiro peça perdão pelos seus pecados.
DEUS É QUESTÃO DE MERECIMENTO
Quando se mostram humildes ao pedir , se arrependeriam se pudessem ver a fisionomia de Deus.
Não entrem numa igreja !!! se entrar que seja para resgatar a compreensão.
Assim foi que o aleijado não voltou a andar mas teve de volta suas moletas ! o cego não voltou a enxergar mas teve novamente seu cão guia ! o louco sorriu ! porque nada mais insuportável do que uma loucura com lágrimas.
Na hora da colheita não me procure porque estarei sempre semeando.
Quis ensinar a plantar o bem sem dúvidas, mas preferiram plantar do seu jeito e assim poderão ter uma colheita adversa.
Não se fala assim para menores, nem para jovens nem para quem já teve todo tempo de aprender.
Seus peitos é como se estivessem transparentes e lá atrás estão a injustiça e a falta de compreensão, e o pior uma maldade imperdoável.
Estou indo por um caminho com um companheiro, aquele mesmo de quem vocês tanto se serviram... não sorriam pra mim se não poderem sorrir pra ele igualmente. Não queiram só a mim, porque sozinho eu não sou !

Donos de pincéis que pintam tristezas nos outros, mas esperem só a tinta acabar, é que terá chegado a hora da suas colheitas.

nutrientes dos alimentos

Saiba como preservar os nutrientes dos alimentos


Saiba como preservar os nutrientes dos alimentos
Para se ter uma vida saudável, é importante o consumo de alimentos variados, já que deles retiramos os nutrientes necessários para um bom funcionamento do organismo. No entanto, a integridade e a quantidade destes elementos nutritivos podem estar comprometidas, não permitindo um nível de absorção desejável no intestino.
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A perda de nutrientes dos alimentos tem início já nos campos de produção e continua na longa jornada até as nossas casas. Dependendo da forma como utilizamos estes alimentos, tanto no pré-preparo como no preparo, pode estar se acentuando ainda mais esta perda. Por exemplo, verduras e legumes podem perder até 50% de suas vitaminas (complexo B e vitamina C) quando picados e cozidos. Isto porque alguns desses nutrientes se dissolvem na água, a qual geralmente não é reaproveitada, ou são inativados pelo calor empregado durante o cozimento. Para tanto, existem algumas dicas e técnicas para preservá-los, como a quantidade de água utilizada para o cozimento, o modo de preparo (vapor, imersão, frituras, grelhados e assados), a forma de congelamento e de descongelamento, os cortes, o tempo para o consumo, entre outros. Estes cuidados servem não somente para a preservação dos nutrientes, como também para garantir um melhor aproveitamento dos alimentos, melhorar seu sabor e favorecer sua apresentação.
Seleção e compra dos alimentos
A seleção é um dos fatores que mais influem na preparação final. Uma boa aparência dos alimentos assegura uma boa oferta de nutrientes.
Frutas e vegetais "machucados", batidos ou com picadas de insetos; carnes esverdeadas com textura e odor não característicos são indícios de que estão impróprios para o consumo.
Assim, é importante que no momento da compra se observe a aparência, cor, textura e odor. No caso dos industrializados, recomenda-se não comprar produtos com embalagens abertas e latas amassadas ou estufadas.
Dicas de pré-preparo
O pré-preparo compreende todos os processos realizados anteriormente ao consumo ou à cocção dos alimentos, sendo estes: a limpeza, a lavagem e os cortes. Um bom exemplo da perda dos nutrientes nesta etapa é o hábito de descascar e picar batata, cenoura e beterraba antes de cozinhá-las.
Isto porque a casca funciona como uma barreira de proteção e, além disso, quanto menos picados forem os alimentos, menor a exposição e, portanto, menores são as perdas.
É importante também ter uma maior preocupação com que o que é consumido cru, como frutas e algumas verduras, lavado-as e higienizado-as bem, pois não passarão por mais nenhum processo capaz de eliminar possíveis contaminantes, como por exemplo os microorganismos.
Dicas para um melhor preparo
Para obter uma alimentação mais nutritiva, valem as seguintes dicas:
  • Cozinhe os alimentos com pouca água e em curto tempo. Se possível optar pelo cozimento a vapor
  • Os legumes, tubérculos devem ser cozidos com casca
  • Não despreze a água do cozimento. Você pode reutiliza-la em sopas, ou até mesmo na preparação do arroz ou no cozimentos de massas
  • Corte os vegetais imediatamente antes de usá-los e em pedaços maiores
  • Rasgue as folhas, como as de alface, ao invés de cortá-las com faca
  • Inclua vegetais e frutas cruas na dieta
  • Beba sucos naturais de frutas logo após seu preparo, para que seja evitado o início de reações que possam destruir os nutrientes devido ao contato com o ar
  • Ao fritar ou grelhar carnes, comece com o fogo alto. Isso leva a formação de uma crosta que retém os sucos nutritivos em seu interior
  • Descongele a comida na geladeira, retirando-a do congelador com certa antecedência
  • Prepare somente a quantidade de comida a ser consumida, evitando sobras.
  • Por:
    Roberta Stella
    Nutricionista formada pela Universidade de São Paulo (USP)

    Quanto se perde de nutrientes em um alimento cozido?

    Depende do alimento e da forma como é preparado. Tudo que é mergulhado em água fervente geralmente perde boa parte do valor nutritivo. As maiores perdas ocorrem em legumes e verduras, pois esses vegetais já contêm em si bastante água e acabam privados, em média, de 50% de suas vitaminas e sais minerais. Frutas, pelo mesmo motivo, também perdem altas doses de nutrientes quando cozidas. "Por isso, o ideal é cozinhar no vapor. Com a panela aberta, perde-se de 40 a 60% da vitamina C dos vegetais. Já no vapor, a perda é de apenas 10 a 30%. No caso do cálcio, a diferença é ainda maior: até 45% se vai com a panela aberta, enquanto, no vapor, vão-se no máximo 5%", afirma a nutricionista Silvana Magalhães Salgado, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). "Outra boa opção é cozinhar no microondas, mas usando pouca água. Já a fritura é um processo mais rápido, que faz a perda ser menor.
    Mas é claro que não se deve abusar, porque o excesso de gordura não é nada saudável", diz outra nutricionista, Milene Philipi de Oliveira, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Assar os alimentos também é preferível, mas não por muito tempo. "Carnes têm pouca perda nutritiva, mas quando ficam esturricadas, sofrem alterações químicas e podem conter gás carbônico. É a mesma coisa que comer um pedaço de carvão. Por isso, asse ao ponto, para ter uma carne suficientemente cozida, livre de microorganismos", afirma Milene.
    Cozinha espertaCinco dicas especiais para preservar sais minerais e vitaminas da sua refeição
    1 - Não descasque alimentos como batata ou cenoura antes de cozinhar. A casca serve como uma proteção que ajuda a reter os nutrientes
    2 - Evite usar muita água e deixar o alimento no fogo por muito tempo. Prefira cozer no vapor ou no microondas com pouca água
    3 - Corte os vegetais imediatamente antes de usá-los e em pedaços grandes. Pedaços pequenos implicam contato maior, multiplicando a perda de nutrientes
    4 - Ao fritar carnes, comece com fogo bem alto e só então diminua. O contato com o calor intenso forma uma camada que bloqueia a perda de nutrientes
    5 - Não desperdice a água em que se cozinharam vegetais. Reaproveite-a em sopas ou no preparo de massas ou arroz

    quinta-feira, 18 de abril de 2013

    UM TRIBUNAL OPINÁTICO


    UM TRIBUNAL OPINÁTICO

    Wanderley Guilherme dos Santos

    Nem só a política, mas toda atividade humana deve respeitar normas de conduta compatíveis com a crescente civilidade da convivência social. Dentistas, sapateiros e todas as demais ocupações próprias ao ser humano devem respeitá-las. Inclusive os praticantes da ambiciosa tarefa, algo extraordinária, de julgar seus semelhantes, apontá-los à execração e priva-los de liberdade. Fazer da ética uma exigência exclusiva ou especial da ação política contraria o código de valores que se consolida a partir do Renascimento, atravessa o Iluminismo do século XVIII, aquele de Jean Jacques Rousseau e de Cesare Beccaria, e se inscreve no espírito das leis correntes. Direitos e deveres fundamentais, hoje, excluem privilégios ou isenções a indivíduos ou grupos. Milênios distantes da concepção, por exemplo, que permitia a um cidadão ateniense (excluídos, pois, metecos, mulheres e escravos) executar diretamente qualquer condenado que encontrasse pelo caminho. Igualmente abandonadas as diversas noções de graphé, em particular a de graphé paranomon, que submetia a severíssimas penas, inclusive a de ostracismo ou de morte, juízes ou promotores públicos cujas propostas ou deliberações se revelassem contrárias às leis da cidade ou ameaçassem a segurança de seus cidadãos. Legislar e julgar equivalia a aceitar compromissos perigosos. Ao contrário do progresso moderno, sabe-se, em que não há punição para falhas de sentença ou fracassos políticos e só as vítimas padecem suas conseqüências. Pois não existem erros inócuos em matérias públicas.



    Sentenças polêmicas não faltam na Ação Penal 470. Processo multifacético, compreende ilícitos eleitorais, crimes de colarinho branco, apropriações indébitas, desvios de recursos em conexões as mais variadas e, algumas vezes, independentes uns dos outros. O prazer de punir, associado a estereótipos sobre o que devia ser a vida política, têm impedido juízes do Supremo captarem implicações essenciais do processo. Se a existência de um caixa 2 quase que obriga ao cometimento de mais de um ilícito, vários outros decorrem de oportunidades clandestinas e não são conseqüências necessárias do processo original. Buscar a causa eficiente do início do processo seria indispensável a uma avaliação produtiva, não apenas punitiva, de um aspecto generalizado na competição político-eleitoral brasileira. Financiamento de companheiros do mesmo partido ou de partidos aliados, com recursos de origem lícita ou ilícita, não constitui mero problema a ser escamoteado pela referência à legislação que permitiria tais ajustes dentro de normas legais. O irrealismo da lei diante das condições efetivas da competição, condições impostas pelo legislador e pela justiça eleitoral, fica inocentado quando se atribui exclusivamente à má fé do infrator a responsabilidade pela infração. Lembra a surpresa de John Stuart Mill, candidato derrotado a uma cadeira na Câmara dos Comuns, conforme consta de referências biográficas: Antigamente era preciso possuir uma fortuna para alguém poder eleger-se (período do voto censitário severo), hoje é necessário gastar-se uma. Estávamos em meados do século XIX, com o eleitorado inglês correspondendo a não mais do que 6% da população.
     

    A legislação eleitoral brasileira é falha, contraria em última análise algumas leis fundamentais do país e ameaça a segurança jurídica dos cidadãos. Para ocultar essa condição antecedente os juízes parecem prontos a determinar o ostracismo daqueles réus cuja visibilidade seja suficiente para ofuscar a ocultação. Nesse afã, comentários togados a fatos eleitorais e políticos revelam assustadora imperícia na atribuição de sentido a esses fatos, tomados como indiscutíveis evidências de gravíssimos crimes. O risco de que a sentença final seja informada por essas interpretações canhestras, em acréscimo às adequadas provas jurídicas, é uma ameaça à sociedade política brasileira, não somente aos eventuais sentenciados de agora.



    Ouve-se que migrações partidárias seriam robusto indicador de compra de votos. Fora a substituição da expressão “ajuda financeira a aliados” pela expressão “pagamentos para compra de votos” – que é justamente o que se pretende provar, não uma premissa válida de argumento – a singularização de um movimento em particular é desautorizada pela freqüência e generalização do fenômeno. Migrações partidárias ocorrem em dois momentos da política brasileira: depois de eleições majoritárias, parlamentares e partidos desejando se aproximar do poder – vide modificações nas bancadas partidárias depois da posse de Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, e, claro, também depois da posse de Luiz Inácio Lula da Silva; antes das eleições, com parlamentares buscando abrigo em legendas que lhes ofereçam melhores perspectivas de vitória – caso paradigmático, aqui, o de Marina Silva, transferindo-se do PT para o PV em busca de uma candidatura à Presidência. E isso ocorre a cada dois anos, claro, com eleições em níveis diferentes, mas submetidas aos mesmos condicionantes. Não constitui, em si, prova de crime algum. Monumental migração tendo em vista futuras eleições ocorreu em 2011, depois da moralizadora lei de fidelidade partidária, com a criação do PSD, por Gilberto Kassab, hoje detendo 48 deputados federais, a quarta maior bancada da Câmara, nenhum deles eleitos por essa legenda. Quem comprou os votos dos parlamentares do PSD?
     

    Ouve-se que acordos políticos envolvendo ajuda financeira, dentro das inócuas leis, estariam bem, mas a votação dos partidos ajudados em alinhamento com o partido ajudante seria imoral, degradante, corrompido. Em que se manifestaria o apoio do partido ajudado, caro magistrado? Em inauguração de retratos nas sedes dos partidos subsidiados? O acordo político pode consistir em mais do que ajuda financeira, e é notória a distribuição de postos governamentais a partidos aliados em contraponto ao apoio parlamentar. Se é para discriminar qual o tipo de “moeda” aceitável nos acordos, tudo bem, tese respeitável, mas que deve ser discutida francamente. Para mim, trata-se de um juízo de exceção aceitar acordo envolvendo cargos governamentais e, discricionariamente, incriminá-lo, interpretando as votações como “atos de ofício” a provarem o “pagamento” do voto comprado.



    São abundantes as ilustrações das distrações de análise dos magistrados do Supremo. Mas, terrível, sobretudo, é a inovação epistemológica proposta pela intervenção suavemente facciosa do ministro Ayres Brito. Defende ele que a pergunta a que os indiciados devem responder cabalmente não é a direta e simples: o senhor tinha conhecimento de que se tratava de dinheiro ilícito? (ou acusação semelhante, sempre envolvendo o essencial aspecto cognitivo), mas esta outra: era possível o senhor não saber do ilícito? Pois bem, trata-se de ardil lógico perverso, praticamente impossível de ser respondido inocentemente. No artigo V de Pensées, “A justiça e a razão dos efeitos”, Pascal se refere a uma ignorância sábia de si mesmo. Ignorância socrática à parte, a expressão de Pascal é falaciosa, posto que só os limites do conhecimento nos é dado ter consciência e sabedoria, mas é impossível conhecer a extensão do que ignoramos, exceto se soubéssemos o conteúdo do que ainda não conhecemos – o que é, obviamente, contraditório. Analogamente, a inovação epistemológica de Ayres Brito só admite duas respostas: não sei – o que, na interpretação subentendida significaria que, de fato, não existiriam condições possíveis de ignorância da matéria – uma confisssão, portanto; ou expondo as circunstâncias de todas as circunstâncias em que não poderia ter conhecido todo o conteúdo das ações alegadamente criminosas – e só descrevendo os limites da extensão de sua ignorância a comprovaria – outra forma de confissão. O ministro Ayres Britto está sugerindo a substituição da defesa com base nos limites do conhecimento pela obrigação do réu comprovar a extensão de sua ignorância. Falácia perversa.
     



    Alguns comentários togados têm margeado a volúpia tirânica. Não tão distantes de Hobbes, que considerava a reunião de duas pessoas como evidência de conspiração criminosa, sem atender à razão do encontro, base suficiente para pesada condenação, inclusive à morte, apartes variados têm contribuído para a degradação da atividade política, discursos bem intencionados não obstante. Especulo como reagiriam ao saber que os eleitores atenienses eram pagos para votar, a partir do final do século V. Chamava-se ekklesiastikon, tal pagamento, e tenho a evolução do valor dessa “compra”, se alguém ficar curioso.

    segunda-feira, 18 de março de 2013

    enquanto colhia amoras sequencia 1


    ENQUANTO COLHIA AMORAS





                             Encontraram D. Tidinha na janela com o olhar perdido na direção do não sei o que, agora era ela que parecia variar, mas não, estava era “mastigando” suas tristezas.

                              -Tida ! ou minha veia !

                              -Meu veio ! eu tô aqui ! se aquete ! vamo tomar um banho no rio, meu véio ! vamo ?

                                 A noite era escura, a lua minguante caminhava quase despercebida num céu de muitas nuvens. Nestor nem parecia o viajante do espaço, estava com os pés no chão. Pegou o sabonete, a toalha e um calção de “mescla”, se juntou à mulher e foram andando pelo meio do pasto para beira do rio Mirauna. Banho a dois não era comum, os afazeres distintos provocavam desencontros, de modo que quando era possível, algo extraordinário estava acontecendo.
                              -A água tá quentinha Tida !

                               Tudo começou com um ensaboamento um no outro, se amaram de tal forma que parte ou todo desabores se foram com a correnteza do rio.

                               Um outro personagem de aparência muito triste e ao mesmo tempo curiosa, pelo seu jeito de se comportar era Crispim. Era filho Dalí mas os mais velhos se lembravam dele, depois de muitos anos fora retornou de repente se acomodando na casa de uma tia no fim do beco. Costumava sentar na plataforma da estação ferroviária com um caderno  ficava horas escrevendo e pensando.
                               Zé Neguinho ficava doido de cachaça, nas suas crises sempre alguém queria lhe matar e foi assim que impulsionado pelo “delirius tremis” atacou o próprio filho, viu nele um inimigo, lhe desferindo golpes de foice num ataque enlouquecido, o pobre garoto indefeso gritou, tão desesperado que acordou os vizinhos que de candeeiros nas mãos assustaram aquela cabeça maluca, entraram pelos olhos esbugalhados de Zé e o fizeram recuar, largar a foice.

                             -Podem me matar !!!

                             -Mariana de Toninho “acudiu” o garoto ensanguentado.

                             -Havia !! arguém vai acordar o vereador ! 

                              Já tinha ido, Zeferino disparou quando viu o garoto mole, arriado no canto da cozinha.

                             -Socorro !!!Seo Vitoriano !

                             -O que é que há home ?

                             -Zé Neguinho meteu a foice no ”fio”, o bichinho tá se esvaindo em sangue !

                             -Miserável cachaceiro !

                             Quando a camionete avançava pela estrada um mundo de gente já vinha carregando o menino enrolado num lençol, Vitoriano pisou no freio,  jogaram o menino dentro e Mariana “pongou” deixando pra trás um pé de sandália “japonesa”.

                            -Painho ! por que painho ? eu tenho tanta pena do sinhô e o sinhô qué mi matar ! Dona Mariana meu sangue tá vazando todo, eu tô morrendo Do na Mariana !!!!

                            -Carma ! carma meu “fio”, já tamo chegando no hospitá!

                             Cinco Rios é perto, né Dona Mariana ? eu vou me sarvá!
                            -Vai sim meu fio!

                             Lá no Vale deram água com açúcar a Zé e um chá de muitas folhas misturadas, o homem começou a suar até adormecer e enquanto Dona Florinda rezava sacudindo uns ramos de “São Gonçalinho” Zé começou a roncar, um ronco assustador diante de pessoas curiosas e solidárias.

                            -O mardito ainda tá nele, num foi imbora não.

                             A nicotina absorvida do cigarro de fumo-de-corda faz gastura na garganta e ele tem um acesso de tosse, ao se acalmar continua adormecido, mas com um ronco mais suave.

                            -Agora Zé tá sozinho, vamo ajeitar o pescoço dele e deixar ele dormir, peço a todos que me acompanhe num “Pai Nosso”.


                             No hospital, o prestigio do vereador abriu caminho e Cosme foi logo atendido, o caso não era grave, foi só estancar o sangue e fazer uma sutura de dois cortes, um no braço e outro no ombro. Mariana contou o acontecido a enfermeira.

                            -Coitadinho !!!

                            -O pior é que se ele vorta pra casa assim, corre o risco do pai ficar azuado de novo. É um menino sofredor, vive largado, se alimenta de fruta que arranja aqui e acolá, ou quando arguem dá um pratinho de comida, quanta farta faz uma mãe ! O vereador disse que vai ter uma conversa com o pai dele, e não vai botar poliça no meio, mas se ele aprontar outra, ele lava as mão! 

                             A enfermeira acabou se compadecendo tanto que acolheu o menino em sua casa, prometeu ficar com ele até sua recuperação, cuidaria dos ferimentos em casa, evitaria complicações que certamente aconteceriam na sua vida de menor mais ou menos abandonado.
                              Cosme ficou bom, o sinal da sua recuperação não foi no melhor estilo, o menino despareceu enquanto sua protetora trabalhava, encontrou uns meninos vadios jogando bola de “gude”, ficou espiando,meio revoltado com um gordinho que embolsava as bolinhas dos adversários, tantas que seu bolso não suportavam mais nada e quando ficou sem competidor ele então se transformou num desafiante.

                             -Não tenho gude nem dinheiro, tenho este boné que a tia me deu ontem, tá novinho, troco ele por dez bolas, e vamos jogar!

                             -Dou seis, seu boné pode ser novo  mas já foi na sua cabeça.

                             -Fechado !

                              O jogo começou e foi andando, entraram  em becos e quando se deram conta estavam bem afastados e o gordinho derrotado.

                             -Esta sandália é novinha, troco por dez bolas !

                             -A sandália pode ser nova mas já foi nos seus pés, dou seis bolas !

                             -Fechado !

                              O jogo não continuou, um carroceiro amigo da enfermeira localizou os viciados e então Cosme disparou de volta pra casa, mas não teve desculpas.

                              -Pegue suas coisas, vou lhe entregar a Mariana, ela que se resolva com seu pai, já chega ! você já está bonzinho, aliás, bom até demais !

                               E Cosme voltou para o Vale, alguns quando o viram andando de um lado para o outro soltavam um “descunjuro” e se benziam.

                               -Aquele menino é o cão Seo Jonas, traquino demais. Quando todo mundo pensou que a enfermeira ia ficar com ele, oi ele ! perverso ! Vije Maria !! cachorro, gato, qualquer bicho que passe na frente dele ele Judeia, dia desse eu fui reclamar porque ele tava derrubando as manguinhas verde de Seo Tonho, ele me mandou tomar no cú.

                                Gimba e quase todos que moravam por perto olhavam Cosme com desconfiança, ninguém gostava dele. Um dia, quando trabalhava na horta, Jonas percebeu o menino na beira da cerca observando.

                               -Seo Jonas !

                               -Oi Cosme !

                               O Sr, deixa eu lhe ajudar ?

                               Gimba chegou na hora.

                             - Deixa não Seo Jonas!  Se ele entra não vai mais sair, vai ficar aporriando o Sr. todo dia !

                              A descriminação era natural,no campo as pessoas confundem falta de oportunidade com falta de vergonha. Criado sem mãe, sem carinho, tendo logo cedo de se virar para comer. Cosme era danado na arte de pular cerca para buscar alimento. Não se achava um ladrão diante de tanta fartura, mangas e jambos apodrecendo no chão.
      
    O Vale tinha seus filhos nobres, quase nunca apareciam, ma o orgulho dos mais velhos mantinham seus nomes em evidências. Dr. Luiz e Dr. Claudionor, engenheiros, Dr. Fernando e Dr. Cleber, médicos, Dr. Amaildo, advogado, Tenente Sílvio, do exército brasileiro e até um senador da República, Dr. Senador Dermeval Almeida, eleito por um estado vizinho, mas isso pouco importava, o que era interessante era vê-lo nos jornais e ouvir sua voz no rádio na “A voz do Brasil”.

                               Nestes tempos ouvia-se dizer que uma estrada ia cortar as terras do Vale do Ararí, pista asfaltada e o progresso do Brasil passando por ali, diziam até que o Vale ia virar cidade, sonhos que mexiam com a esperança daquele povo. A estrada chegou, não passando raspando o povoado, mas a dois quilômetros, passou rasgando o morro da Barra, terras pertencentes a Seo Zezé, tio de Jonas.

                               O Vale do Ararí, hoje tem energia elétrica, água encanada, Ginásio, e só. Falta o passado, falta o trem apitando, a estação movimentada, é triste vê-la degradada parecendo ter sido vítima de um bombardeio. Falta aquela população de uma alegria inocente. Faltam as serenatas, as reuniões de amigos, pois na verdade era assim que o Vale era, um povoado habitado por amigos.

                               As lembranças, as saudades são muitas e por certo continuarão na cabeça de Jonas, muitas amoras ainda serão colhidas e muitas viagens acontecerão, agora vamos considerar que por enquanto a safra acabou.  

                                 
    As melhores histórias jamais serão completamente escritas, assim como os melhores momentos jamais retornarão do mesmo jeito que foram vividos, por isso, quando estiver feliz viva intensamente ! pois o tempo arrastará tudo e só ficarão as lembranças.

    sábado, 9 de março de 2013

    Mel é menos calórico que o açúca



    Publicada em 09/03/2013 09:43:19
    Foto: SXC/Creative Commons
    Apesar de todos os pontos positivos, os médicos recomendam moderação no consumo
    Apesar de todos os pontos positivos, os médicos recomendam moderação no consumo
    O mel é uma rica fonte de carboidratos, vitaminas do complexo B e sais minerais, cálcio, ferro, fósforo, potássio, proteínas e vitamina C. E além de todos esses benefícios, é menos calórico que o açúcar (possui cerca de 290 calorias/100g, enquanto o açúcar possui cerca de 394 calorias/100g).
    “O mel é mais indicado que o açúcar para adoçar alimentos. Ele pode ser consumido com frutas, com leite, iogurte ou até mesmo com pães e cereais integrais. Pode ser tomado puro também”, afirma o endocrinologista Alfredo Cury, diretor do SPA Posse do Corpo.
    Outros benefícios do mel é que ele desintoxica o organismo, favorece a digestão, neutraliza a ação de agentes tóxicos nocivos, combate o estresse e o cansaço, previne a osteoporose, aumentando a fixação de cálcio nos tecidos, e possui ação prebiótica, agindo beneficamente sobre a flora intestinal.
    “O mel contém uma substância chamada inibina, que age como um antibiótico natural. Tem ação anti-séptica, antiinflamatória, antioxidante, antimicrobiana. É imunoestimulante, sendo eficaz contra os sintomas de gripes e resfriados, e um bom coadjuvante no tratamento de problemas pulmonares e da garganta. Ele pode ser incluído também numa dieta para dar mais energia, com sucos de frutas, alimentos leves e saudáveis”, recomenda.
    Apesar de todos esses pontos positivos, o médico recomenda moderação no consumo. Afinal, como todo alimento que possui calorias, o mel pode engordar.
    “Uma pessoa que tem taxas de glicose altas ou que sofre de diabetes não deve consumir o mel sem orientação médica, apesar de 100% natural é rico em açúcares. Para pessoas que não tem nenhum tipo de problema, indico um consumo moderado para não obter aumento do peso. Consuma no máximo duas vezes ao dia, 2 colheres de sopa por dia. Uma dica é consumir com alimentos de baixa caloria”, orienta. 

    sábado, 2 de fevereiro de 2013

    DIA DA RELIGIÃO


    Hieronymus Bosch
    Diante da diversidade de dogmas e culturas, torna-se muito difícil conceituar um assunto como religião. A palavra se originaria do latim religare, significando o laço que liga o homem à divindade.
    Pode-se afirmar que o princípio das religiões se baseia na crença de uma força inteligente sobrenatural, considerada como criadora do universo, e na continuidade da vida após a morte através da existência de outros planos que não o físico.
    É um conceito amplo, com o qual os pesquisadores trabalham. Sem dúvida, os crentes de cada religião teriam definições bem mais adequadas para suas crenças.
    Pode-se dizer também que a religião é um conjunto de regras e doutrinas, pelas quais o crente se guia e molda suas atitudes. Ou ainda, que é um sistema específico de pensamento ou crença a envolver princípios filosóficos, éticos e metafísicos.
    A religião acompanha e conforta a humanidade desde os primórdios. Acreditava-se que os animais, as plantas, os rios, o mar, o sol e a lua continham espíritos, sendo preciso estar em harmonia com eles. O antropólogo E. B. Tylor chamou esta “religião inicial” de animismo. Segundo Tylor, as religiões foram evoluindo junto com a humanidade, tanto cultural quanto tecnologicamente. Quando o homem abandonou sua postura nômade e passou a se fixar em determinadas áreas, surgiu o politeísmo (crença em vários deuses); e depois, com o surgimento da noção de grupos sociais, aparece o monoteísmo (crença em um único Deus).

    As religiões surgiram para tentar responder a uma série de perguntas que sempre estiveram presentes ao longo de nossa história:

    De onde vim?
    Para onde vou depois que morrer?
    Viverei mais de uma vez?
    Como o mundo passou a existir?
    Que forças governam nossa existência?
    Saiba Mais lendo:
    O Livro das Religiões,
    Jostein Gaardner,
    Cia das Letras.